Festival do Japão RS 2026: anime, sabores e samurais

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O Festival do Japão RS 2026 ocupa Esteio com comida, música, artes marciais e atrações geek até domingo (8).

Uma festa que conecta gerações

Até domingo, 8 de novembro, o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, vira ponto de encontro para quem ama a cultura japonesa, seja pela tradição, seja por aquela abertura de anime que a gente ainda sabe cantar inteira. A 13ª edição do Festival do Japão RS tem entrada gratuita e celebra os 70 anos da imigração japonesa no Rio Grande do Sul.

O tema deste ano é Furusato, palavra associada à terra natal e às lembranças de família, infância e pertencimento. É uma ideia que funciona como ponte: de um lado, histórias e costumes preservados por gerações; do outro, jovens que chegam atraídos por mangás, animes e cultura pop. E, convenhamos, é bem mais legal quando a curiosidade por um cosplay acaba levando alguém a conhecer uma tradição centenária.

O festival começou a ser organizado em 2011 para divulgar a cultura japonesa no Estado. A primeira edição recebeu cerca de 15 mil visitantes, muito acima da expectativa inicial de 2 mil a 3 mil. Agora, a organização espera chegar a 80 mil pessoas, superando o público de aproximadamente 70 mil da edição passada.

Anime, games e cosplay no mapa

O Anime Buzz marca presença com atrações de animes, games, cosplay e música. Entre os destaques está o grupo The Kira Justice, conhecido por interpretar canções de séries japonesas. Para quem gosta de fantasia feita na raça, o desafio Cospobre celebra figurinos criativos montados com materiais alternativos. Às vezes, uma caixa de papelão e muita imaginação vencem qualquer orçamento de produção.

A identidade visual também mistura referências locais e japonesas. O mascote Ganbahtchê é um gambá cujo nome combina ganbatte, expressão ligada à persistência e ao esforço, com o nosso repertório gaúcho de “bah” e “tchê”. É uma combinação improvável no papel, mas que traduz bem a proposta do evento: celebrar culturas diferentes sem fingir que uma precisa apagar a outra.

Na programação musical, o cantor Kazufumi Miyazawa, líder da banda The Boom, se apresenta no sábado e no domingo. As atrações ajudam a mostrar que o Japão do festival não cabe numa única definição: tem tradição, tem palco e tem espaço para referências que atravessaram gerações de fãs.

Da mesa aos tambores

Prepare o apetite: restaurantes comandados por descendentes de japoneses levam pratos como sushi, tempurá, yakisoba, takoyaki, rámen e guioza. A culinária é um dos caminhos mais diretos para conhecer uma cultura, e aqui vem acompanhada de histórias familiares e receitas que seguem passando de geração em geração. Só não vale chegar decidido a provar tudo e esquecer que ainda existe programação para assistir.

Também estão previstas apresentações de taikô, os tradicionais tambores japoneses, danças, coral, karaokê da colônia japonesa e Bon Odori, dança coletiva ligada a celebrações que homenageiam os antepassados. É uma programação que convida a observar, ouvir e, em alguns momentos, entrar na roda. Melhor ainda se você for sem pressa de cumprir uma lista impossível de atrações.

Hora de entrar na Arena Samurai

As artes marciais ganham destaque com demonstrações de kendo, iaido, karatê Shotokan, Shorinji Kempo, kenjutsu e sumô. A novidade desta edição é a Arena Samurai, espaço dedicado a apresentações e oficinas. Para quem associa samurai apenas a cenas de ação, ver de perto essas práticas ajuda a perceber o quanto técnica, disciplina e história também fazem parte do espetáculo.

O festival foi pensado para acolher públicos diferentes, e essa mistura é justamente seu trunfo. Dá para acompanhar uma luta, ouvir música, experimentar algo novo e depois discutir qual anime tem a melhor trilha sonora. Um roteiro respeitável para qualquer fim de semana nerd.

Tudo para curtir o festival

O 13º Festival do Japão RS ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. No sábado, 7 de novembro, abre das 10h às 21h; no domingo, 8, das 10h às 19h. A entrada e o estacionamento são gratuitos. A organização sugere a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao Banco de Alimentos Vale do Sinos em parceria com o Banco de Alimentos do Estado.

Se a ideia é passear sem gastar com ingresso e ainda sair com novas referências, este é um belo programa. O festival celebra a presença japonesa no Rio Grande do Sul sem deixar a cultura pop do lado de fora. E, entre um prato de yakisoba e uma apresentação de taikô, talvez você descubra que o seu Furusato também pode ser um lugar feito de memórias novas.

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