A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté: [REVELADO] vencedor do Festival

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A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté venceu como Melhor Filme pelos júris oficial e popular no 33º Festival de Cinema de Vitória, provando que cinema indígena capixaba não vem de “favela cultural” nenhuma: vem com força, história e troféu na mão.

O troféu duplo que sacudiu o festival

No encerramento do 33º Festival de Cinema de Vitória, realizado entre 18 de julho e 25 de julho, um nome tomou conta do momento: A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, do diretor Marcelo Guarani (também creditado como Wera Djekupe). O documentário faturou o Troféu de Melhor Filme da Mostra Competitiva Nacional de Longas tanto pelo júri oficial quanto pelo voto popular.

Traduzindo do “juridiquês” para o bom e velho “tá valendo a pena”: não foi só a banca que gostou. O público também. E quando os dois concordam, geralmente é porque tem algo muito humano no meio do rolo compressor.

O que essa vitória diz sobre o cinema indígena

Tem um ponto que merece destaque: a premiação reforça a força do cinema indígena quando ele não é tratado como “categoria especial” e sim como cinema. A escolha do júri, somada ao voto popular, mostra que narrativa, presença e olhar cultural conseguem atravessar bolhas e sentar na mesma sala que todo mundo.

E aqui tem um detalhe nerd interessante: esse tipo de obra funciona como “lore” viva. Não é só história contada. É memória, identidade e um jeito próprio de construir significado. O resultado é aquele sentimento de “ok, eu aprendi algo real” depois do filme.

ES detonando nos curtas: prêmio atrás de prêmio

Se o longa do ES brilhou forte, nos curtas o estado parece que veio em modo “upgrade de personagem”. Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas, Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO), venceu como Melhor Filme pelo júri oficial e também levou Melhor Diretor. Mas foi o Espírito Santo que acumulou vitórias relevantes.

O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas, levou Melhor Filme pelo júri popular e ainda recebeu o Prêmio Especial do Júri. Já Irmã, de Anderson Bardot, garantiu Melhor Interpretação para Arthur Batista Leão e Melhor Fotografia para Andie Freitas, além do Prêmio Canal Brasil de Curtas com R$ 15 mil.

Fechando a lista de destaques, Espírito São – O Lugar de Toda Fé, de Matheus Costa e Breno Chamon, recebeu menção honrosa. Ou seja: não foi um “pulo do gato”. Foi uma temporada inteira de bons filmes chegando em sequência.

Mais prêmios para o longa de Marcelo Guarani

Além do troféu principal e da Melhor Contribuição Artística, A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté também recebeu o Prêmio Sesc Glória, que garante licenciamento por dois anos para exibição nos cinemas do Sesc Espírito Santo. Isso importa porque amplia alcance e cria caminho para mais gente ver e discutir.

No recorte da Stone Milk, o longa faturou o Prêmio Stone Milk de Pós-Produção na categoria Melhor Longa-Metragem pelo júri oficial. E a Stone Milk também premiou Tião Personal Dancer como Melhor Curta-Metragem, além de Monalisa como Melhor Videoclipe e O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou? com consultoria de projetos para pós-produção.

Para contextualizar a trajetória dos festivais e iniciativas audiovisuais no Brasil, vale acompanhar a história do cinema brasileiro, já que esses espaços costumam refletir tendências de linguagem e financiamento ao longo do tempo.

Vale assistir esse filme agora, ou vai ficar pra “um dia qualquer”?

Com troféu duplo, impacto cultural e um monte de premiações que convergem para qualidade, A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté tá com aquele selo de “assiste antes que suma do radar”. E aí, você é do time que corre atrás ou do time que deixa pra depois?

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