A Odisseia começou forte: o novo épico de Christopher Nolan estreou com uma aprovação absurda no Rotten Tomatoes.
- A primeira leva de críticas e o 98% no Rotten Tomatoes
- Por que essa Odisseia é evento e não “só mais um épico”
- Elenco de peso: Matt Damon, Tom Holland e cia no mapa mitológico
- Homero, mitologia e o “truque Nolan” para deixar tudo elétrico
- Será que essa volta à Ítaca vai bater recorde?
A primeira leva de críticas e o 98% no Rotten Tomatoes
Se você achou que 2026 já tinha entregado nível “chega, não aguento mais hype”, o Rotten Tomatoes resolveu discordar. A Odisseia, filme mais aguardado do ano na vibe “não vai dar pra ignorar”, puxou um desempenho de respeito nas primeiras avaliações da crítica: 98% de aprovação, com base em 101 reviews até agora. E tem mais um tempero aí: é a melhor nota da carreira de Christopher Nolan no agregador.
Ok, vamos tirar o fã do modo do “numbers go brr”: 98% não é só “gostei”. É sinal de que o público profissional da indústria, aquele pessoal que vive caçando defeito como se fosse missão de DLC, entendeu a proposta e comprou a ideia. Traduzindo: a crítica já tratou o longa como uma peça importante do cinema atual, e não como mais uma tentativa de adaptar clássico.
Essa marca coloca o filme numa prateleira que costuma vir acompanhada de falas tipo “cinema de verdade” e “experiência”. E, no caso de Nolan, isso quase sempre significa escala, ritmo sem moleza e um pacote técnico que tenta te hipnotizar até você perceber que foi. Spoiler: vai ser difícil você sair da sala “indiferente”.
Por que essa Odisseia é evento e não “só mais um épico”
Tem adaptações que só trocam figurino e nome. Outras tentam recriar mundos. E existe o nível Nolan, que é quando o filme parece ter sido feito com a mesma energia de um projeto que exige autorização do multiverso. A Odisseia já nasce com esse status de evento cinematográfico por conta da escala de produção e da visão do diretor, tratado pela indústria como um “grande capítulo” do cinema.
O ponto é que o épico não está sendo vendido como nostalgia, e sim como narrativa com peso dramático. A história do retorno, do cerco emocional e da insistência de Odisseu (Ulisses em algumas traduções) vira um motor para tensão o tempo todo. Na prática, é aquela mistura que faz a gente querer discutir no grupo do WhatsApp: quanto da jornada é aventura e quanto é psicológico?
Para quem curte o lado geek da coisa, é quase um “raid” mitológico. Você entra para ver uma viagem e sai analisando decisões, consequências e até o jeito que o filme usa o imaginário grego para falar de destino. E convenhamos: é difícil ver alguém transformar mitologia em coisa com cara de blockbuster moderno sem perder poesia no caminho.
Elenco de peso: Matt Damon, Tom Holland e cia no mapa mitológico
A parte divertida do hype é quando o elenco vira uma lista de personagens que parecem saídos de fan art. A imprensa da Grécia, onde boa parte do filme foi rodado, coloca Matt Damon como Odisseu. E aí emenda: Anne Hathaway interpreta Penélope. Ou seja, o “núcleo emocional” do mito já fica com o tipo de carisma que segura cenas longas.
Tom Holland aparece como Telêmaco, filho de Ulisses, e Zendaya interpreta a deusa Atena. Do outro lado do tabuleiro, Charlize Theron assume Circe, enquanto Benny Safdie vive Agamenon. E Lupita Nyong’o entra como Helena de Troia e Clitemnestra (Clitenestra, em algumas grafias).
Além disso, o elenco conta com outros nomes de peso, incluindo Robert Pattinson, Jon Bernthal e Mia Goth. O resultado é aquele clima de “história grande com elenco que sabe sustentar drama e ação”. Nolan costuma trabalhar muito com performance e atmosfera, então você quer rostos capazes de fazer o silêncio render.
E sim: para fãs de equipe, tem o retorno de colaboradores de longa data, como Ludwig Göransson na música, que já fez trabalhos memoráveis com Nolan em Tenet e Oppenheimer, e o diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, presente desde Interestelar.
Homero, mitologia e o “truque Nolan” para deixar tudo elétrico
A Odisseia funciona como continuação de Ilíada e se apoia no poema heroico de Homero. O enredo acompanha Odisseu tentando, por 10 anos, voltar para Ítaca depois da guerra de Troia, enquanto Poseidon, o deus dos mares, faz de tudo para impedir o retorno da história. É uma premissa clássica, mas clássicos têm um perigo: virar uma coleção de “acontecimentos” sem alma.
A aposta do filme parece ser justamente fugir disso. Nolan costuma lidar com narrativa em camadas, então mesmo um mito conhecido pode ganhar ritmo cinematográfico, tensão crescente e escolhas que fazem sentido emocional. É o tipo de abordagem que transforma uma viagem em questionamento sobre destino: o herói foge ou segue o que precisa acontecer?
E o melhor é que o filme tem um elenco que combina com essa pegada. Dane-se a “mitologia como cenário”: com nomes como Holland e Zendaya, por exemplo, a expectativa é que as cenas entre conflito e revelação tenham aquela qualidade de performance que não depende só de efeitos. Para visualizar como o mundo grego pode ganhar impacto com abordagem moderna, vale lembrar que mitos sempre estiveram no centro do cinema e do streaming, e a força disso aparece em detalhes, como figurino, encenação e construção de tensão.
Se o filme conseguir manter esse equilíbrio, ele não só vai agradar quem ama épico, mas também quem vem de fora e só quer entender por que a galera fala tanto de “experiência Nolan”. E em tecnologia de produção, Nolan não economiza: ele trata cada cena como se fosse uma peça de um sistema maior.
Será que essa volta à Ítaca vai bater recorde?
Com 98% no Rotten Tomatoes, A Odisseia já chega com um sinal verde enorme da crítica. Agora, a pergunta que fica no ar é a mesma que a gente faz depois de um final de temporada boa: a experiência vai manter esse nível quando chegar a hora do público ver tudo em sala? Se continuar nessa pegada, a chance é alta de virar um daqueles títulos que o pessoal lista como “obrigatório” e “pra rever”.
No calendário, o filme chega aos cinemas em 16 de julho de 2026. Até lá, é só respirar fundo, ajustar a expectativa e torcer para o cinema ainda conseguir surpreender do jeito certo.
Rotten Tomatoes registra a aprovação e o volume de avaliações, e é daí que saem os números que colocaram Nolan e sua Odisseia em modo turbo.
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