Ally, a primeira animação de Bong Joon-ho, já tem estreia marcada e pode passar por Cannes.
- Uma lula com um sonho gigante
- Quando Ally chega aos cinemas?
- Um elenco de vozes de peso
- Cannes no horizonte?
Uma lula com um sonho gigante
Depois de nos deixar tensos com os conflitos de classe de Parasita e de brincar com monstros e política em O Hospedeiro, Bong Joon-ho vai mergulhar em outro tipo de história. Seu primeiro longa de animação se chama Ally e acompanha uma lula que sonha em deixar as profundezas do Oceano Pacífico Sul para virar estrela de um documentário sobre a vida selvagem.
A jornada começa a mudar quando um avião cai no oceano. A partir daí, Ally segue em uma aventura ao lado de companheiros peculiares. É uma premissa que já tem uma imagem fácil de imaginar: uma criatura acostumada ao fundo do mar perseguindo os holofotes, enquanto o mundo da superfície aparece como um lugar distante e misterioso.
Tem algo de divertido nessa inversão. Em muitos documentários, a câmera observa os animais como se eles fossem parte de um cenário. Aqui, a lula quer ser vista, reconhecida e, quem sabe, famosa. Para um cineasta conhecido por encontrar camadas sociais até em histórias de gênero, dá vontade de descobrir o que ele vai fazer com essa ideia. Mas, por enquanto, o enredo divulgado não entrega mais detalhes sobre o tom do filme.
Quando Ally chega aos cinemas?
Ally estreia nos cinemas da França em 14 de julho de 2027. A produção também deve chegar à Coreia do Sul naquele mesmo mês, embora a data exata do lançamento sul-coreano não tenha sido detalhada nas informações divulgadas. A notícia foi repercutida pela emissora SBS News.
As datas ainda estão longe, então não dá para cravar quando o público brasileiro poderá assistir ao longa. Também não foi anunciada uma previsão de lançamento no Brasil. Por enquanto, o calendário confirmado mostra uma estreia europeia e outra no país de origem do diretor, duas pistas importantes para acompanhar os próximos anúncios de distribuição.
Uma coisa já dá para comemorar: a espera tem um horizonte. Para quem gosta de acompanhar a trajetória de diretores que não ficam presos a uma fórmula, ver Bong trocando o live-action pela animação é um motivo e tanto para colocar o filme no radar. A mudança de formato pode abrir espaço para imagens e situações que seriam bem mais difíceis de realizar em outros meios.
Um elenco de vozes de peso
A escalação também chama atenção. Ayo Edebiri, Bradley Cooper, Dave Bautista, Finn Wolfhard e Werner Herzog estão entre os nomes do elenco de vozes. É uma mistura de artistas com estilos bem diferentes, que deixa a curiosidade ligada para saber quem dará voz a Ally e aos outros habitantes dessa aventura submarina.
O roteiro foi escrito por Bong em parceria com Jason Yu, diretor de Sleep. Essa colaboração é outro ponto interessante, especialmente para quem acompanha o cinema sul-coreano e gosta de ver encontros criativos fora do caminho mais óbvio. Ainda não foram revelados detalhes sobre os personagens interpretados por cada integrante do elenco, então qualquer escalação específica seria chute, e não notícia.
Cannes no horizonte?
A possibilidade de Ally estrear mundialmente no Festival de Cannes surgiu por causa do calendário: o evento acontece em maio, cerca de dois meses antes da chegada do filme aos cinemas franceses. É um intervalo que combina com uma apresentação em festival, mas vale segurar a empolgação. Até agora, a participação de Ally em Cannes não foi confirmada.
Se o longa aparecer por lá, será uma vitrine e tanto para apresentar ao mundo essa nova fase de Bong Joon-ho. Se não aparecer, o mistério continua até outra oportunidade. O que já temos é uma lula com ambição de documentário, um elenco impressionante e um diretor que raramente escolhe o caminho mais previsível. Para um primeiro mergulho na animação, não parece pouca coisa.
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