Anime Tchê transforma Passo Fundo em ponto de encontro geek

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Anime Tchê reuniu fãs de animes, games e cultura geek neste domingo (1º), na Universidade Atitus, em Passo Fundo.

Um evento para toda a galera

Sol lá fora, personagens de anime pelos corredores e gente pronta para falar de suas paixões: o Anime Tchê ocupou a Universidade Atitus e virou ponto de encontro para fãs de diferentes cidades da região. Teve família, grupo de amigos e público de várias idades, numa mistura que prova que cultura geek já passou faz tempo da fase de ser programa só para um tipo de fã.

A programação passeou por vários cantos do universo nerd. Teve torneio de Mortal Kombat, apresentações de K-pop, concurso de cosplay, karaokê temático e espaços dedicados a jogos. Para quem prefere histórias em papel a combos na tela, também havia expositores e artistas com mangás, gibis, colecionáveis e itens de decoração.

Um dos encontros mais aguardados foi com Mauro Ramos, dublador conhecido por emprestar a voz a personagens como Shrek e Pumba. É aquele tipo de atração que atravessa gerações: alguém pode chegar pelo anime favorito e acabar reconhecendo uma voz que já acompanha desde a infância.

Três andares de cultura geek

O evento se espalhou por três andares da universidade, com salas e corredores movimentados ao longo do dia. Havia bastante coisa para fazer, e a graça estava justamente em circular sem ficar preso a uma única atração: assistir a uma apresentação, espiar uma loja, encontrar um cosplay caprichado e, de repente, perceber que a tarde foi embora.

Essa variedade ajuda a explicar por que encontros assim funcionam tão bem. Nem todo mundo vai ao evento pelo mesmo motivo. Tem quem queira competir nos jogos, quem esteja de olho nas apresentações musicais e quem simplesmente aproveite para conversar com pessoas que entendem a empolgação por uma série, um personagem ou uma franquia.

Eduardo da Costa, estudante de Engenharia Civil de 21 anos, veio de Marau com amigos. Ele contou que já tinha participado da edição anterior e encontrou ali um ambiente acolhedor. Para o grupo, dividir o passeio tornou a experiência ainda mais divertida. Uma verdade universal dos rolês nerds: encontrar alguém para comentar cada detalhe melhora qualquer missão.

Cosplay com personalidade

Os cosplays deram cor aos corredores e renderam fotos durante o evento. Eduardo também entrou na brincadeira, caracterizado como Vector, o vilão de Meu Malvado Favorito. A escolha, segundo ele, tinha a ver com seu jeito descontraído, e a preparação incluiu buscar a roupa e encomendar uma arminha personalizada.

Não precisa ser uma armadura digna de Star Wars nem levar meses de trabalho para um cosplay funcionar. Às vezes, o que conquista é justamente a combinação entre a fantasia e a personalidade de quem está usando. E Vector, com seu visual marcante, certamente não é o tipo de personagem que passa despercebido numa multidão.

Além de participar das atrações, Eduardo e os amigos aproveitaram para visitar os expositores e registrar os cosplays de que mais gostaram. É um jeito simples de curtir o evento sem transformar a programação numa corrida para cumprir todos os itens da lista.

Uma tradição que segue viva

Realizado em Passo Fundo desde 2007, o Anime Tchê está entre os eventos mais antigos da região dedicados à cultura geek. A edição deste domingo mostrou como esse tipo de encontro pode reunir interesses diferentes no mesmo espaço, dos videogames aos mangás, passando por música, fantasia e dublagem.

Mais do que uma agenda de atrações, o evento oferece uma oportunidade para encontrar gente com gostos parecidos e circular sem precisar explicar por que aquele personagem importa tanto. Para quem veio de longe, como Eduardo e seus amigos, o passeio também vira memória compartilhada. E, convenhamos, sair de casa vestido de Vector já garante assunto para bastante tempo.

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