Ben Affleck explicou por que deixou de lado um filme solo do Batman e falou sobre a chance de vestir novamente o uniforme do Demolidor.
- Por que o Batman solo ficou pelo caminho
- O peso de Liga da Justiça
- Demolidor: porta aberta, mas sem convite
- A recusa a Star Wars e o futuro
Por que o Batman solo ficou pelo caminho
Durante uma conversa com o jornalista Josh Horowitz, Affleck contou que chegou a considerar dirigir um filme próprio do Batman, no qual também interpretaria Bruce Wayne. A ideia, porém, não avançou. E não foi por falta de uma oportunidade: ele simplesmente percebeu que não queria assumir aquele projeto.
O ator também esclareceu que não se reuniu com a Warner Bros. para conversar sobre a direção de O Homem de Aço, apesar dos rumores que o ligavam ao filme. Ou seja, são duas histórias diferentes que acabaram misturadas no noticiário: o longa do Batman esteve no radar de Affleck, mas aquela suposta conversa sobre o filme do Superman não aconteceu.
É uma escolha que faz sentido quando se pensa no tamanho da empreitada. Dirigir um filme do Batman já seria uma responsabilidade enorme; dirigir e ainda protagonizar a produção é acumular funções num projeto em que cada decisão vira assunto entre fãs. Gotham pode até ser sombria, mas o nível de cobrança em torno do Morcego costuma ser bem iluminado.
O peso de Liga da Justiça
Affleck apontou a experiência em Liga da Justiça, lançado em 2017, como um fator importante para desistir do filme solo. Ele descreveu a passagem pela produção como muito negativa e mencionou os conflitos entre o estúdio e o cineasta responsável pelo longa. Também pesaram as mudanças criativas e a saída de Zack Snyder, que deixou o projeto após uma tragédia familiar.
As refilmagens foram especialmente duras para o ator, que as chamou de um dos pontos mais baixos da carreira. Não é difícil entender por quê: quando uma produção troca de rumo no meio do caminho, quem está diante das câmeras acaba vivendo as consequências de decisões que nem sempre controla. É como entrar numa campanha de RPG e descobrir que trocaram o mestre depois de metade da aventura.
Affleck disse ter ficado satisfeito quando Snyder pôde lançar sua própria versão do filme, em 2021. A declaração não apaga os problemas da produção original, mas indica que, para ele, ver o diretor concluir sua visão teve importância. E ajuda a explicar por que assumir mais uma vez o comando de uma história de super-herói não parecia tão atraente.
Demolidor: porta aberta, mas sem convite
Do lado da Marvel, a pergunta inevitável foi sobre um possível retorno como Matt Murdock, personagem que Affleck interpretou em Demolidor: O Homem Sem Medo, de 2003. O ator confirmou que Kevin Feige ainda não o procurou para conversar sobre uma participação ou novo projeto.
Mesmo assim, Affleck não fechou a porta: disse que gostaria que o presidente da Marvel Studios entrasse em contato. Ao mesmo tempo, ponderou que talvez já tenha feito seus filmes de super-herói e não saiba se ainda existe algo especialmente interessante para ele nesse universo. É uma resposta bem menos empolgada do que um “estou dentro”, mas também não é um adeus definitivo.
Ele ainda elogiou Feige, a quem considera alguém em quem confiaria para entender o que o público procura. Por enquanto, porém, não há proposta nem confirmação de retorno. Então é melhor segurar a empolgação: a possibilidade existe apenas como conversa, não como anúncio de elenco ou plano oficial.
A recusa a Star Wars e o futuro
Outro convite de peso que Affleck recusou foi para dirigir Star Wars: O Despertar da Força, de 2015. Ele explicou que não se via como a pessoa certa para comandar o filme e não acreditava que conseguiria entregar uma grande versão ou reinventar uma saga tão querida. Para ele, aceitar não seria um sacrifício heroico: era reconhecer os próprios limites diante de uma missão complicada.
O ator também comentou o desafio de renovar uma franquia cercada por fãs com opiniões fortes. E aí não tem sabre de luz que resolva: mexer numa galáxia tão amada significa lidar com expectativas gigantescas. Sua trajetória entre Batman, Demolidor e os projetos que preferiu não assumir mostra uma postura menos comum em Hollywood: saber dizer não também faz parte de escolher o trabalho certo.
Por enquanto, Affleck não confirmou planos de voltar ao universo dos super-heróis. O que temos é uma reflexão honesta sobre experiências passadas, uma porta entreaberta para a Marvel e nenhuma notícia concreta para os fãs já começarem a montar teorias de crossover.
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