Bloodborne vendeu cerca de 251 mil cópias em 2026, onze anos depois de transformar Yharnam em pesadelo de muita gente.
Os números de Yharnam
Tem jogo que envelhece, vira lembrança boa e acaba esquecido no fundo da biblioteca. Bloodborne, pelo visto, prefere continuar batendo à porta com um machado serrilhado. Segundo o levantamento original da Alinea Analytics, publicado por Rhys Elliott em 30 de outubro, o RPG de ação acumulava cerca de 251 mil unidades vendidas no PS4 em 2026 até aquela data. As estimativas também foram noticiadas pelo Omelete em 7 de novembro.
O mesmo levantamento calcula que o total chegou a aproximadamente 10,4 milhões de cópias desde a estreia, em março de 2015. A receita acumulada estimada é de US$ 317 milhões. Vale o cuidado com os termos: são números de uma empresa de análise, não um anúncio oficial da Sony, então é melhor tratá-los como estimativas, não como balanço auditado.
Ainda assim, mais de um quarto de milhão de vendas em um ano é um resultado e tanto para um jogo que nasceu no PlayStation 4. Não é só uma curiosidade para quem gosta de planilhas: mostra que sempre tem gente disposta a entrar em Yharnam, provavelmente sem saber o quanto a cidade vai testar sua paciência.
Por que ainda vende?
Bloodborne tem uma combinação difícil de reproduzir: combate agressivo, visual gótico e um mistério que não entrega todas as respostas mastigadas. O sistema de recuperação de vida ao contra-atacar muda o ritmo das lutas. Em vez de recuar depois de apanhar, o jogo praticamente pergunta se você vai responder à altura. Às vezes, a resposta é um golpe certeiro. Às vezes, é voltar correndo da lanterna mais próxima.
Yharnam também continua sendo um dos mundos mais marcantes da FromSoftware. A cidade começa como um lugar tomado por uma doença e vai revelando camadas cada vez mais estranhas, entre horror cósmico e fantasia sombria. É aquele tipo de narrativa que faz o jogador juntar pistas, ler descrições de itens e depois passar meia hora tentando explicar a história para um amigo que só queria saber onde fica o próximo chefe.
Para quem já domina os jogos mais recentes do estúdio, revisitar Bloodborne também é uma experiência diferente. O ritmo é mais direto e o arsenal tem personalidade própria. Cada arma transformável parece ter saído de um ferreiro que ouviu “espada” e decidiu que isso era pouco ambicioso.
O legado que não descansa
Onze anos depois, o jogo segue aparecendo nas conversas sobre os melhores trabalhos da FromSoftware. E não é só nostalgia de quem jogou no lançamento. A direção de arte, a trilha sonora e o combate ainda sustentam uma aventura que não depende de mundo aberto gigantesco nem de dezenas de marcadores na tela para prender a atenção.
Essas vendas também indicam que Bloodborne continua encontrando novos jogadores. Alguns chegam pelo boca a boca, outros pela reputação construída pelo estúdio e há quem venha de Elden Ring querendo conhecer as raízes de uma parte importante do estilo da FromSoftware. O resultado é uma obra antiga no calendário, mas longe de parecer peça de museu.
O que esses números não dizem
O desempenho comercial não confirma uma sequência, uma versão nova ou qualquer projeto futuro. Ele mostra apenas que ainda existe procura pelo jogo. E, claro, reacende aquela conversa recorrente entre fãs: será que a Sony vai fazer algo com essa franquia ou vai deixar Yharnam presa ao PS4 por mais uma década?
Por enquanto, não há anúncio oficial de continuação ou relançamento nos dados divulgados. O que existe é um jogo que continua vendendo, uma comunidade que não largou o assunto e uma cidade que ainda guarda sustos suficientes para os recém-chegados. Se Bloodborne prova alguma coisa com esses números, é que certas caçadas não terminam quando os créditos sobem.
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