Bob Iger, ex-CEO da Disney, soltou aqueles detalhes de bastidor que fazem qualquer fã de filmes e séries pensar: “será que o mundo acabaria em um crossover?” Em entrevista, ele disse que a empresa negociou a compra da franquia James Bond e que chegou perto de fechar o acordo do Twitter.
- Como a Disney montou a lista de alvos
- James Bond estava na lista do “vai ou racha”
- Disney e Twitter: a compra que quase aconteceu
- Marvel, Star Wars e o efeito dominó dos negócios
- A conversa com a Apple e outras fusões frustradas
Como a Disney montou a lista de alvos
Segundo Iger, a fase mais agressiva de aquisições foi quando a empresa parecia ter encontrado o “modo turbo”. Depois da compra da Pixar, em maio de 2006, a estratégia virou praticamente um RPG de expansão de inventário: criar uma lista de alvos e ir riscando um por um, sem medo de mirar alto.
Ele descreve esse momento como uma virada de chave, do tipo “as nuvens se dissiparam e o sol voltou”. E aí entra o ponto nerd e irresistível: não era só sobre manter o catálogo. Era sobre garantir IPs e canais de distribuição que segurassem a maré por anos e anos.
James Bond estava na lista do “vai ou racha”
No meio dessa lista, apareceram nomes que viraram pilares da Disney no mundo nerd: Marvel e Star Wars. Beleza, isso todo mundo já conhece. O plot twist mesmo é o James Bond.
Iger afirma que a Disney avaliou comprar os direitos do espião britânico, aquele pacote completo de glamour, gadgets e trilhas que já nascem com clima de cinema. Só que, ao contrário de Marvel e Star Wars, o negócio com Bond não se concretizou. Hoje, os direitos do 007 pertencem à Amazon MGM Studios, que acabou ficando com o domínio do agente secreto.
Agora, imagina o universo: um Bond cruzando com projetos da Disney, teria sido tipo ver o multiverso antes da hora. Mas por enquanto fica só no “quase”, aquele tipo de história que alimenta discussões em comunidade e alimenta teoria de fã.
Disney e Twitter: a compra que quase aconteceu
Se James Bond era um alvo cinematográfico, o Twitter era quase um “ataque ao ecossistema”. Iger disse que a Disney chegou perto de fechar a compra da rede social, na época em que o dono era Jack Dorsey. O plano era usar o Twitter como plataforma de distribuição global do conteúdo da Disney.
O detalhe curioso é que, na manhã exata em que o contrato seria assinado, ele recuou. Não foi falta de interesse, foi medo de que a rede virasse uma distração enorme. Em termos bem sinceros: a Disney já tinha tantas responsabilidades com produção, estúdios e lançamentos que arranjar um “segundo universo” de plataforma social poderia virar um bossfight de gestão.
Anos depois, o Twitter foi vendido ao Elon Musk e rebatizado como X. O que reforça a ideia de que, quando alguém fala “tava na lista”, a gente não está falando de sonho distante. Estava perto, de verdade.
Marvel, Star Wars e o efeito dominó dos negócios
O lado mais interessante dessa história é como as aquisições bem-sucedidas viraram um efeito dominó na cultura pop. A Disney conseguiu consolidar Marvel e Star Wars como motores de bilheteria, séries e programação contínua. Isso abriu espaço para expansão de universos, spin-offs e um calendário que parece nunca parar.
Quando Iger fala de “riscar itens da lista e comprar todos”, dá para entender que a lógica era: IP forte mais distribuição mais eficiência vira praticamente um ecossistema de entretenimento.
E aí você pensa: mesmo que Bond não tenha entrado, o raciocínio segue valendo. A Disney segue buscando roteiros de impacto e marcas com apelo global, porque o público quer histórias, mas os negócios querem previsibilidade.
A conversa com a Apple e outras fusões frustradas
Além de Bond e Twitter, a entrevista menciona conversas internas e formais sobre uma fusão com a Apple. Iger tinha amizade com Steve Jobs e chegou a participar de conselho, o que ajudou o diálogo. A proposta, na visão dele, era algo transformador, como se fosse “partes iguais” em um acordo do tipo “entreguem o próximo nível”.
Mas a Apple não teria demonstrado o mesmo entusiasmo e as negociações não avançaram além do preliminar. E essa não foi a única tentativa frustrada: houve também uma busca por aquisição do BuzzFeed, que acabou vetada de última hora pelo fundador Jonah Peretti. Ou seja, mesmo em modo caça, nem tudo “conecta” no tempo certo.
Para quem acompanha o mercado de mídia, o recado é claro: por trás de franquias que a gente ama, sempre existe uma sala com muita matemática e um monte de “quase”. E, às vezes, o quase vira lenda.
E se Disney tivesse comprado Bond e Twitter? O que mudaria no nosso fandom?
No fim, a entrevista do Financial Times deixa uma sensação bem geek: o mapa do entretenimento poderia ter mudado bastante. Disney com James Bond seria uma mistura cinematográfica que muita gente gostaria de ver. Já Disney com Twitter seria uma reorganização de como as grandes marcas “gritam” lançamentos no mundo digital.
Bob Iger pode ter recuado em um contrato e perdido uma franquia, mas a história prova que a empresa estava disposta a ir além do óbvio. E isso, convenhamos, é exatamente o que mantém a cultura pop sempre à beira do próximo crossover.
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