Bobby Prince, compositor do Doom original, morre aos 81

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Bobby Prince, o compositor por trás do som que ajudou a definir o primeiro Doom, morreu aos 81 anos. E sim, aquela guitarra pesada que parece que saiu direto da fase “vai dar ruim” agora é luto.

Quem foi Bobby Prince e por que o Doom soa como Doom

Na quinta-feira (18), a indústria de games recebeu uma notícia triste: Bobby Prince, compositor da trilha do primeiro Doom, faleceu aos 81 anos. A confirmação veio por meio da família, que não detalhou a causa.

Prince não era só “mais um cara que fazia música para jogo”. Ele ajudou a criar um clima. Um tipo de energia sonora que virou referência para quem cresceu jogando no modo hard, com o som da sala virando um mini concerto de metal. Por décadas, muita gente associa o feeling de Doom ao que vinha junto nas caixas de som.

A trilha que virou assinatura: heavy metal em loop

Quando falamos da trilogia reboot de Doom, é impossível não notar como a estética sonora mantém os tons frenéticos que começaram lá em 1993. E aí entra Prince como peça central dessa história. Ele foi responsável por inaugurar uma tendência dentro da franquia, empurrando o jogo para aquele território em que o caos fica ainda mais cinematográfico.

A sonoridade puxava para o heavy metal com uma pegada acelerada, perfeita para o ritmo da ação e para o ritmo da cabeça do jogador que, no fundo, só quer saber: “mais um inimigo, por favor”. O resultado é uma trilha que funciona mesmo quando você nem está prestando atenção, porque o cérebro já entendeu o gênero.

Aliás, o mundo do Doom tem uma origem que ajuda a entender essa conexão. O motor e a vibe do jogo, com influência de uma cena forte de PC e shareware, criaram o terreno ideal para essa música virar marca registrada. Para contexto histórico, a página de Doom na Wikipedia resume bem como a franquia explodiu no começo dos anos 90.

Legado e reconhecimento: de cult a patrimônio sonoro

O impacto de Prince foi tão grande que, recentemente, o trabalho dele recebeu reconhecimento associado à ideia de preservação por importância cultural, algo digno de “arquivo histórico” no universo nerd. A notícia também citou que a trilha foi reconhecida como obra sonora relevante, o que reforça: não é só nostalgia. É influência real.

Várias figuras ligadas ao universo do desenvolvimento prestaram tributo. Entre eles, John Romero, uma das mentes creditadas como criadoras da franquia e considerado uma lenda dos jogos. Romero comentou que toda a equipe na Romero Games ficou profundamente triste e destacou o impacto pessoal e artístico que Bobby Prince deixou.

Do outro lado da trincheira, George Broussard, fundador da 3D Realms, também lamentou a morte e fez uma comparação que é muito a cara de quem vive games: chamou Prince de “Hans Zimmer dos games”. A ideia é clara: quando a trilha aparece, ela não vira só fundo. Ela comanda emoção.

Impacto no shareware e na geração gamer

Doom nasceu em um momento em que o PC era rei, a internet era mais “nois na briga” do que perfeito e a cultura do shareware era praticamente um sistema nervoso coletivo. E nesse cenário, Prince ajudou a definir uma geração de música para jogos no início da era do compartilhamento.

Quando você pensa em como muitos jogos tentaram copiar a sensação depois, fica fácil perceber: a trilha do Doom era um atalho para o jogador entender que aquilo era perigoso, rápido e sem cerimônia. O som virava instrução. Hoje, isso parece óbvio, mas naquela época foi quase revolucionário manter uma identidade sonora tão forte.

O legado dele também atravessa títulos além de Doom, já que Prince trabalhou com assinatura que acompanhou projetos da mesma família criativa e de estúdios que marcaram o período. A morte, portanto, não é só perda para quem joga Doom. É perda para quem lembra do começo da história dos games como conhecemos.

Quem vai colocar o metal no modo demônio agora?

A gente sabe que a música não para de tocar só porque alguém se foi. Só que, neste caso, o vazio é real. Bobby Prince deixa um legado que continua vivo em cada tentativa de capturar a mesma energia: combate em ritmo acelerado, atmosfera pesada e aquele “ta-tá, agora é Doom”.

Que fique registrado: quando o próximo jogador apertar start e sentir o som encaixando perfeitamente com o caos, vai estar ali um pedaço do que Prince criou. E isso, amigo, é eternidade gamer.

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