Boruto esquece metade do Time 7? Sakura some de novo

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Roteiro parece ter esquecido metade do Time 7, e o resultado é aquela sensação ruim de Shippuden: personagem que a gente ama aparece, faz um “oi, já volto” e some de novo.

Quando o Time 7 vira figurante no novo arco de Boruto

Quem cresceu com Naruto e depois entrou na maratona de Naruto Shippuden sabe o golpe: em certos arcos, tem personagem que vira “cena bônus”. Só que, em vez de um intervalo rápido, vira um padrão. Agora, em Boruto: Two Blue Vortex, a reclamação vem com força e, sim, o texto basicamente grita que o roteiro parece ter esquecido metade do Time 7.

O mangá segue em ritmo intenso, puxando novos vilões e a grande ameaça dos Otsutsuki, com clima de apocalipse ninja. Só que, enquanto a história amplia o tabuleiro, parte do elenco veterano fica travada no canto, como se estivesse esperando um patch que nunca chega. E olha que o problema não é a ausência total. É a presença mínima, intercalada, quase automática, que deixa a gente com aquele pensamento: “Ué, cadê a função dessa pessoa na trama?”

Sakura: a dor invisível que dói mais porque o público pede

Sakura Haruno não sumiu completamente. Ela surge de tempos em tempos cuidando do hospital de Konoha ou em cenas rápidas com a filha. Só que, para quem acompanhou o crescimento dela como personagem, isso soa como pouco. Afinal, estamos falando de alguém que já mostrou, em momentos pontuais, ter presença de impacto, especialmente quando a narrativa decide parar de tratar Sakura como “suporte emocional com Chakra”.

O detalhe que deixa a frustração ainda mais alta é que o público quer a personagem em destaque. Em uma enquete global citada no debate entre fãs, Sakura apareceu entre as mais queridas da franquia. Ou seja, não é caso de “ninguém liga”. É caso de todo mundo liga, mas os autores parecem estar demorando para atender.

Na prática, isso vira um contraste incômodo: de um lado, o anime e o mangá avançam para novos conflitos; do outro, Sakura fica com participação reduzida. E é aí que o sentimento de Shippuden volta, aquele hábito chato de deixar a heroína quase sempre distante da ação grande.

Por que o anime está jogando fora potencial dos “veteranos”

Em Shippuden, rolaram exemplos clássicos do “Sakura aparece à distância”. Em arcos longos, ela virava torcida pelo Naruto, aparecia para soltar uma técnica médica e sumia. Teve arco em que Sakura brilhou de verdade, tipo aquele momento marcante contra Sasori, mas no fim sobrava pouco espaço para continuar expandindo a evolução dela.

Agora, em Boruto, a sensação é de que o roteiro repetiu a mecânica e apertou o botão de “modo economizar”. O foco em Sarada, Boruto e Mitsuki, somado à nova ameaça do Shinju, naturalmente consome tempo de tela. Mas o problema é quando isso significa deixar personagens centrais para a identidade do mundo praticamente sem participação em eventos que gritam por elas.

Pega como exemplo o cenário emocional de Sarada. Com o pai desaparecido por causa das Árvores Divinas, conflitos com Boruto e dúvidas sobre o caminho dela, quem faz mais sentido para ser “chão” e termômetro emocional do que a mãe dela? Sakura adulta já mostrou que pode entregar cenas fortes, como no mini-arco da Primavera Escarlate, quando enfrentou um usuário perigoso e defendeu a família com firmeza. Foi um flash. Desde então, silêncio quase total.

Sem falar do óbvio ninja: se existe alguém que deveria estar de pé de guerra para resgatar o Sasuke, a resposta parece ser a esposa dele. E a ausência nesse momento específico incomoda mais porque não é falta de capacidade, é falta de prioridade narrativa. Para referência de leitura e contexto de obra, o site oficial de Naruto ajuda a localizar a cronologia e a identidade dos personagens dentro da franquia.

Quando o novo anime de Boruto volta ao ringue?

Por enquanto, não existe data oficial. O anime entrou em hiato em março de 2023, e desde então fica naquele “em breve” sem calendário. O estúdio responsável é o Studio Pierrot, que tem histórico de caprichar na animação quando decide encarar o material com força. Então, a expectativa é que o retorno venha com adaptação mais consistente dos arcos que o mangá já embalou.

As apostas mais otimistas falam em estrear entre 2026 e 2027, mas, sinceramente, o melhor é não se iludir. A fila do lançamento é longa. Quando Boruto finalmente voltar, a adaptação deve recortar esses acontecimentos envolvendo Sarada e o novo cenário, e aí a pergunta vai voltar com força: Sakura vai continuar virando figurante ou vai finalmente ganhar uma frente própria na história?

Vai dar pra parar de tratar Sakura como “participação especial”?

O recado para o roteiro é simples: Naruto sempre foi sobre escolhas difíceis, crescimento e presença. Quando o Time 7 fica metade fora da guerra, a história perde emoção. E o pior é que a gente já conhece esse filme: o hábito de Shippuden reaparece, e a sensação de “sumiu de novo” volta a rondar os fãs.

Se Boruto quer evoluir de verdade, precisa deixar os veteranos saírem do banco. Porque ninguém pediu para o anime transformar o Time 7 em estatística. A gente quer ação, conflito e desenvolvimento. E, principalmente, a Sakura no lugar que ela merece.

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