Brasil Game Show 2026 colocou lado a lado grandes franquias, ideias malucas e indies brasileiros que merecem atenção.
- Uma feira de todos os tamanhos
- Os grandes nomes roubaram a cena?
- Nostalgia com sinal de alerta
- Indies brasileiros e ideias fora da caixa
- O que ficou da feira
Uma feira de todos os tamanhos
Onze jogos testados rendem um retrato bem variado da BGS: teve produção grandona com personagens queridos, retorno de série clássica e projetos independentes que chegam com mais personalidade do que orçamento. A graça de uma feira assim está justamente em sair da fila de um lançamento aguardado e topar com algo que você nem sabia que queria jogar.
As impressões da equipe mostram também que uma demo curta pode dizer bastante, mas não conta a história inteira. Às vezes, vinte minutos bastam para fisgar alguém; em outros casos, um desempenho técnico instável deixa aquela pulga atrás da orelha.
Os grandes nomes roubaram a cena?
Final Fantasy VII Revelation chegou com a responsabilidade de fechar a trilogia remake e apresentou Vincent Valentine e Cid Highwind como personagens jogáveis, além do novo sistema FITs. É uma amostra pequena, mas daquelas que fazem o fã começar a especular sobre como o grupo vai funcionar na reta final da aventura. O jogo está previsto para 8 de abril, no PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
Já Alien: Isolation 2 apostou no desconforto que a série sabe fazer tão bem. Sem o detector de movimento, avançar exige atenção redobrada, e o Xenomorfo continua sendo o colega de corredor que ninguém gostaria de encontrar. A demo é curta, mas morrer algumas vezes faz parte do pacote, aparentemente. O jogo está previsto para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
Stranger Than Heaven, da RGG Studios, começou com uma curva de aprendizado nas lutas, mas foi ganhando ritmo conforme a demo apresentava combates e desafios diferentes. A impressão foi de um sistema complexo, porém divertido depois que os controles entram na cabeça. O lançamento está marcado para 15 de janeiro nas mesmas plataformas.
E teve uma surpresa portátil: Call of Duty: Modern Warfare 4 rodou no Nintendo Switch 2 com fluidez e qualidade gráfica melhores do que se poderia esperar. A versão de PC era a do beta aberto de agosto, mas a edição para o console da Nintendo foi o destaque da apresentação. O jogo chega em 23 de outubro.
Nostalgia com sinal de alerta
Crazy Taxi: World Tour tinha tudo para ser aquele reencontro gostoso com a infância, incluindo a trilha sonora que os fãs associam à série. Só que os problemas visuais e a taxa de quadros instável tiraram parte da empolgação. Pode ser coisa dos computadores da demo, mas, quando a primeira impressão parece precisar de um mecânico, a nostalgia não consegue resolver tudo.
O gameplay também parece repetir bastante a fórmula original. Isso pode ser exatamente o que parte do público quer, mas a franquia vai precisar mostrar que ainda tem algo novo a dizer. A previsão é chegar em 2027 para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
Indies brasileiros e ideias fora da caixa
Entre os jogos independentes, Poly Fighter mistura luta e roguelike de um jeito convidativo para quem ainda não domina o gênero. Vencer adversários permite incorporar habilidades e montar combinações diferentes, uma ideia que abre espaço para experimentar sem exigir que todo mundo chegue sabendo fazer combo de campeonato. Já está em Acesso Antecipado no PC.
O brasileiro Tears of Fire chamou atenção pelo visual 2D desenhado à mão e pela mistura de exploração metroidvania com referências como Hollow Knight, Celeste e Dead Cells. O projeto começou como trabalho de conclusão de curso e continuou depois que a equipe decidiu formar um estúdio. Ainda não tem data de lançamento.
Também brasileiro, Marionetes acompanha uma marionete que luta pela própria liberdade depois de ser jogada numa fornalha. A aventura de plataforma 3D tem inspiração em Alice: Madness Returns e nasceu como projeto acadêmico. Sem data por enquanto, mas com uma premissa que já dá vontade de descobrir o que vem depois.
Eye of the Match transforma decisões de arbitragem em jogo, na linha de Papers, Please. Um lance duvidoso na área colocou a equipe diante daquela escolha familiar a qualquer torcedor: ignorar a falta ou marcar o pênalti que parece correto. O título ainda não tem previsão de lançamento.
O que ficou da feira
Dois jogos completam a rodada. Virtue and a Sledgehammer, dos criadores de The Red Strings Club e The Cosmic Wheel Sisterhood, aposta num ritmo contemplativo, reflexão sobre existência e robôs para derrubar com um martelo. A estranheza parece vir de fábrica, e isso é elogio. O lançamento para PC está previsto para 27 de outubro.
Caravana 2000 foi a armadilha perfeita para quem pensa em jogar só mais uma partida. A mistura de sobrevivência em hordas com referências brasileiras e cultura pop cria um caos viciante, daqueles em que a pessoa só lembra que existe fila quando alguém espera o controle. Há uma demo disponível na Steam, e o jogo ainda não tem data de lançamento.
No fim, a BGS 2026 teve um pouco de tudo: franquias que carregam expectativa, nostalgia que precisa provar seu valor e projetos nacionais com ideias próprias. Se a feira serve para descobrir jogos antes de todo mundo, os indies foram os que mais deram motivo para continuar prestando atenção depois que as luzes do evento se apagaram.
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