Chefe da Pixar fala sobre uso de IA no futuro das animações e deixa claro que a meta é manter tudo “profundamente humano” mesmo com novas ferramentas.
- O que Pete Docter avisou na D23
- IA como ferramenta, não como substituta
- O que muda na criação de um filme animado
- E os próximos projetos da Pixar?
- A Pixar vai “automatizar” a criatividade?
O que Pete Docter avisou na D23
Durante o painel Worldbuilders, no evento D23, o Chefe Criativo da Pixar, Pete Docter, soltou uma visão bem direta sobre IA. A ideia central? Sim, a tecnologia explodiu nos últimos anos. E sim, ferramentas novas chegam com força. Mas a missão do estúdio continua a mesma: entregar histórias com coração e alma.
Em outras palavras: o estúdio não quer transformar animação em linha de produção robótica. Ele quer que a tecnologia ajude a fazer mais coisas, mais rápido e com mais opções criativas, sem perder o que torna um filme da Pixar memorável.
IA como ferramenta, não como substituta
Docter resumiu a sensação de evolução ao longo dos últimos anos. Ele comparou com décadas de trabalho em que “filmes foram feitos da mesma maneira”. Agora, existem novas tecnologias e novas ferramentas para entender como usar.
A frase que mais pesa aqui é a que reforça a intenção do estúdio: continuar profundamente humano. Em termos geek, é como se a Pixar dissesse: “a IA pode ser o turbo do pipeline, mas a direção artística continua nas mãos de gente que sente”.
O que muda na criação de um filme animado
Mesmo sem entrar em detalhes técnicos no painel, dá para ler nas entrelinhas o tipo de benefício que a IA costuma trazer para produção: processos mais eficientes e variações criativas que ajudariam equipes a explorar caminhos rapidamente. Em animação, isso pode significar mais iterações em menos tempo, desde testes visuais até refinamentos de ideias.
O ponto é que “fazer mais rápido” não é o mesmo que “fazer melhor”. O desafio vira manter consistência de estilo, voz narrativa e decisões emocionais. É aí que entra a tal parte humana: a IA pode sugerir ou automatizar tarefas, mas quem escolhe o que vai ficar é a equipe criativa.
Se você já acompanhou o papo sobre IA na indústria, sabe o clima: muita gente teme perda de identidade. Do lado da Pixar, a mensagem é evitar esse destino, mantendo a experiência do espectador como norte.
E os próximos projetos da Pixar?
Enquanto o debate sobre IA rola solto, a Pixar também segue no modo “lançamento em sequência”. O próximo filme do estúdio aparece na cobertura como Gatto, com estreia marcada para março de 2027.
E tem mais novidades pipocando no mesmo evento: Viva: A Vida é uma Festa 2, Os Incríveis 3 e Frozen 3 foram citados como anúncios recentes relacionados às produções.
Falando especificamente de Os Incríveis 3, o texto da notícia também aponta detalhes de direção e equipe: Peter Sohn assume a direção, com Brad Bird no roteiro e produção executiva. Ou seja: mesmo com IA no radar, a Pixar continua apoiada em nomes com identidade autoral muito forte.
Para quem curte acompanhar tudo no universo da Disney, vale sempre ter em mãos as informações oficiais do estúdio, como as que aparecem em páginas de contexto como a da Pixar.
A Pixar vai “automatizar” a criatividade?
No fim, a pergunta que fica é: quando a IA estiver mais madura no pipeline, a Pixar vai usá-la para ampliar a criatividade ou para encurtar demais o caminho? Se a promessa de “profundamente humano” for cumprida, o futuro das animações pode ser menos sobre substituir pessoas e mais sobre multiplicar possibilidades. E aí, na sua visão, a IA vai ajudar a Pixar a contar histórias melhores ou vai virar só mais uma ferramenta barulhenta?
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