Crítica do filme Superman – O herói que volta ao seu tom na DC
Superman (2025) é aquele tipo de filme que resgata algo que andava meio esquecido dentro do próprio universo dos super-heróis: esperança. Assistir a essa nova versão dirigida por James Gunn foi, em muitos momentos, como voltar no tempo. Tive a sensação de estar revendo aquele antigo Superman de muitos anos atrás antes da fase de Zack Snyder — aquele mais solar, confiante, que acredita no lado bom das pessoas e tem uma certa leveza nos diálogos. Como se estivesse lendo uma HQ clássica ou assistindo a uma daquelas animações antigas do Homem de Aço. E, sinceramente? Foi incrível.
James Gunn entrega uma visão renovada do personagem, sem perder a essência. A história não tenta transformar o Superman em algo que ele não é. Pelo contrário, ela mergulha fundo na ideia de que Clark Kent é, acima de tudo, um símbolo de humanidade. Ele erra, sente, ama, se frustra — e isso tudo está ali, em momentos pequenos, mas poderosos.
Dois diálogos, em especial, me marcaram profundamente. O primeiro, entre Clark e Jonathan Kent, quando eles falam sobre identidade e futuro — a frase sobre como “não são os pais que definem quem você vai ser” é simples, mas bate forte. O segundo, quando o Superman revela que tem sentimentos, que não é imune às dores do mundo, e que se magoa e se apaixona como qualquer um… foi como abrir o coração do personagem e deixá-lo falar diretamente com o público. É esse tipo de profundidade que separa os filmes genéricos dos realmente memoráveis.
O tom do longa é equilibrado. Há espaço para ação (bem executada, inclusive), emoção, e também para leveza. E aqui preciso destacar uma surpresa que, honestamente, roubou a cena: Krypto, o cachorro. O melhor amigo canino do Superman entrega os melhores alívios cômicos do filme. Sempre que ele aparece, a sala reage. Ele é engraçado, expressivo e traz aquela pitada de diversão sem quebrar o tom da narrativa.
No geral, Superman (2025) é um filme que funciona porque sabe quem é o seu herói. Ele não tenta ser sombrio ou desconstruído demais — ele é otimista, inspirador e cheio de humanidade, como o Superman deve ser. É um novo começo que, ao mesmo tempo, parece uma volta às raízes. E talvez seja exatamente disso que os filmes de herói estavam precisando.







