O curta de Resident Evil 7 criado por Chandler Riggs transforma a visita à propriedade dos Baker em terror live-action.
Uma visita nada tranquila
Quem já jogou Resident Evil 7: Biohazard sabe que aceitar um convite para a casa dos Baker é uma péssima ideia. Agora, a história ganhou uma versão em curta-metragem feita por fãs, com Chandler Riggs, o Carl de The Walking Dead, à frente do projeto e também no papel principal.
Intitulado Biohazard, o filme acompanha Ethan Winters em busca da esposa desaparecida. A investigação leva o personagem até a propriedade da família Baker, onde uma infecção misteriosa transformou seus moradores em ameaças de primeira linha. É o tipo de passeio em que a gente percebe que devia ter ficado em casa antes mesmo de encontrar a porta de entrada.
O curta foi lançado gratuitamente no YouTube em 14 de outubro de 2026. A produção recria elementos da trama do jogo de 2017 e aposta no terror para trazer à tela aquela sensação de vulnerabilidade que fez o retorno da série às raízes funcionar tão bem.
Quem está por trás da câmera?
Riggs criou e dirigiu o projeto, além de estrelar como Ethan. A associação com The Walking Dead não fica só nele: Jason Douglas, que também participou da série, interpreta Jack Baker, o grande pesadelo da família e um dos antagonistas mais marcantes de Resident Evil 7.
Ver atores ligados a uma produção famosa de mortos-vivos mergulhando no horror dos Baker é uma combinação que faz sentido. Mas o que chama atenção aqui não é apenas o elenco conhecido: o curta foi pensado como uma produção independente, feita por fãs e sem fins comerciais. Não é uma adaptação oficial nem tem vínculo com os responsáveis pela franquia.
Os Baker ganham vida
Em vez de depender de uma enxurrada de efeitos digitais, a equipe investiu em cenários físicos, efeitos práticos e cenas de ação. Para chegar ao clima decadente da propriedade, uma antiga fábrica de charutos em Tampa Bay, nos Estados Unidos, foi transformada em parte do território dos Baker.
Essa escolha combina com a identidade do jogo. Resident Evil 7 assusta muito mais quando a sujeira parece real, o espaço é apertado e cada corredor dá a impressão de esconder alguma coisa desagradável. A atmosfera não precisa de um monstro feito em computador aparecendo a cada dois minutos; às vezes, uma casa velha e uma família com péssimas maneiras já resolvem o serviço.
A produção também teve apoio de Greg Nicotero, conhecido pelo trabalho com efeitos especiais em The Walking Dead. Com efeitos práticos e uso limitado de recursos digitais, Biohazard tenta construir uma versão palpável daquele horror caseiro e grotesco que diferencia a aventura de Ethan de outros capítulos da série.
Vale a visita?
Para fãs, a graça está em ver uma equipe independente tentando transportar para o live-action uma história que já nasceu com cara de filme de terror. O curta não precisa competir com uma superprodução oficial para despertar curiosidade: basta reconhecer o cenário, sentir a tensão da visita e acompanhar Ethan tentando sair dali inteiro, o que já é uma meta bastante ambiciosa.
Também é um bom lembrete de como uma franquia querida pode inspirar projetos feitos por pura paixão. Resident Evil 7 marcou uma virada importante para a série ao trocar parte da ação grandiosa por um terror mais íntimo. A adaptação de Riggs parece mirar justamente nessa sensação, com uma equipe que claramente conhece o tipo de pesadelo que está tentando recriar.
Se você sente saudade da casa dos Baker, mas prefere enfrentá-la sem gastar munição nem procurar ervas verdes, Biohazard pode ser uma visita interessante. Só não espere uma produção oficial: a proposta é um tributo de fã, e é melhor entrar sabendo disso. Ainda assim, a combinação de Chandler Riggs, Jason Douglas e efeitos práticos dá motivos de sobra para conferir o resultado.
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