Daniela Tassy salva o mundo no blockbuster chinês Terra à Deriva 2 e entrega o motivo do seu personagem cair no colo do diretor. Vem entender.
- Como a Dani virou a Emilia Soares
- Ação na Lua e maternidade na força motriz
- Por que o filme bate no botão da união internacional
- Como foi atuar com astronauta e tela azul (sem drama, só gravidade)
- Por que isso conecta Brasil e China de um jeito inesperado
Como a Dani virou a Emilia Soares
Lá no começo de 2022, a Daniela Tassy mandou um vídeo para os produtores de Terra à Deriva 2: Destino. A ideia era bem mais “normal” do que o resultado final: ela achava que estava testando para um papel menor, daquelas presenças internacionais que surgem rapidinho cobrindo o apocalipse cinematicamente inevitável.
O plot twist ficou por conta do diretor Frant Gwo. Ele gostou da fita, propôs reconfigurar a participação dela no filme e, assim, nasceu a Emilia Soares. Ou seja: não foi só elenco encaixado em escala global, foi adaptação de personagem baseada na atuação e no idioma.
No teste original, o estúdio queria alguém que falasse espanhol ou português. A Dani foi pelo caminho mais confortável: a língua materna. Ela gravou na pandemia e fez uma cena de guerra, com um fundo devastado e efeitos para completar o cenário. E depois, com outra rodada de teste, veio o salto definitivo: “ok, agora é astronauta”.
Ação na Lua e maternidade na força motriz
Em Terra à Deriva 2, a Emilia aparece em uma das cenas mais longas e heroicas do filme na Lua. Só que, no longa, a gente não recebe um dossiê completo sobre o background dela. Na entrevista, a Tassy explica que definir a Emilia exigiu mergulhar num passado e em motivações específicas, porque atuar não é só decorar fala e entrar em cena.
Segundo ela, a Emilia tem um papel de destaque: é líder dos astronautas brasileiros e está num grupo majoritariamente masculino. Mas o que realmente puxa o coração do personagem é a condição de mãe. A lógica emocional é simples e forte: ela quer deixar algo para a filha, não quer sacrificar a humanidade por slogan distante, mas pelo que vem em cadeia de cuidado.
O filme também contrapõe gente que pensa em “nada disso vai me afetar daqui 100 anos”. A Emilia escolhe o oposto. E, do ponto de vista do tema, a mensagem fica bem explícita: não é sobre “ser chinês” ou “ser brasileiro” para salvar o planeta. É sobre gente tentando salvar gente.
Por que o filme bate no botão da união internacional
O universo de Terra à Deriva é literalmente global: missão na Lua, diferentes nacionalidades e a ideia de cooperação como ferramenta de sobrevivência. A Dani foi direto em como enxerga essa mensagem: o planeta não pertence a uma nação, pertence a todos.
Ela conecta isso com temas do mundo real, tipo meio ambiente e o modo como a humanidade decide agir quando o futuro começa a ficar “na janela”. A crítica dela é aquela clássica de respeito ao próximo: exploração tem que ficar no século passado, porque ganhar destruindo só vira atraso coletivo.
E tem outro ponto nerd que deixa a conversa gostosa: ela diz que o filme não é para assistir uma vez e pronto. Tem camadas, narrativas paralelas e detalhes que aparecem em releituras. É tipo RPG: você mata o boss hoje, mas amanhã descobre que tinha quest secundária escondida.
Como foi atuar com astronauta e tela azul (sem drama, só gravidade)
O set de Terra à Deriva 2 é um daqueles que dá vontade de perguntar “como que faz isso sem quebrar o elenco?”. A Dani conta que usaram tela azul, mas não como “tudo é CG”. Muito do ambiente era físico. Até detalhes da roupa de astronauta eram reais.
O traje tinha partes funcionais, incluindo um sistema de ar para ela respirar mesmo com o capacete. E ela brinca que, sem isso, seria sufocada, então basicamente era “tirar o personagem da realidade seria ilegal”. Além disso, ela menciona a iluminação com LED para aparecer na câmera e lembra do peso: cerca de 10 quilos de roupa. Mesmo sem ir para a Lua, ela sentiu a gravidade na pele.
No cenário, havia uma astronave construída como estúdio, com elementos que se moviam para acompanhar a ação. O céu e o horizonte, em contraste, eram o que mais dependia de substituição digital. Resultado: a atuação tinha referência real o tempo todo, o que ajuda a performance e evita aquela sensação de estar atuando para “nada”.
Se quiser contexto extra sobre o diretor e a franquia, a página de Terra à Deriva ajuda a organizar o que veio antes e como a série evoluiu.
Brasil e China se reconhecem quando a Lua vira ponte. Você acha que isso vai mudar a forma como a gente recebe blockbuster estrangeiro?
A Daniela Tassy não virou “só mais uma atriz internacional” em Terra à Deriva 2. Ela virou um recado. Um lembrete de que cooperação não é discurso vazio e que representatividade também é engenharia de produção, decisão de direção e, no fim, escolha de personagem.
E a parte mais interessante é que ela relata ter sentido essa conexão com o público na China em outras experiências, como ao ver reações ao assistir filmes brasileiros em cartaz. Para ela, apesar da distância, brasileiros e chineses têm coisas em comum, inclusive a paixão pelo cinema. Agora fica a pergunta para a audiência: você vai assistir com esse olhar de “humanidade unida”, ou vai encarar só como mais uma missão épica em CG?
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