Devil May Cry na Netflix: clipe “See U in Hell”

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Devil May Cry na Netflix ganhou mais um clipe musical de deixar qualquer fã dos anos 2000 com aquela sensação de “tá, isso é exatamente o meu gosto”. A Temporada 2 vem aí com “See U in Hell”, uma canção inédita de Papa Roach feat. Hanumankind, e o vídeo já entrega novas cenas do anime.

O que rolou no clipe “See U in Hell”

O novo clipe de Devil May Cry da Netflix chegou com tudo: “See U in Hell” traz uma pegada de rock/nu metal bem familiar para quem cresceu ouvindo rádio torcendo pro próximo lançamento estourar. E tem a cereja do bolo: a faixa é inédita e feita para a série, com Papa Roach feat. Hanumankind.

O vídeo funciona naquele estilo que lembra muito Anime Music Video dos anos 2000: cortes acelerados, atmosfera de “final boss prestes a acontecer” e cenas inéditas da Temporada 2. Ou seja, não é só trilha sonora bonita, é montagem com cara de fanvid, só que produzida em escala Netflix.

Dante e Vergil: o trauma que vira trilha

Se na Temporada 1 o destaque foi a banda Evanescence com “Afterlife”, aqui o foco emocional continua firme. A base da história da Temporada 2 é a relação entre Dante e o Vergil, guiada pelo trauma ligado ao irmão. É aquela dinâmica que dá pra resumir em uma frase: eles estão juntos, mas também estão quebrados.

No anime, o Vergil aparece com a Yamato e “adotado” por uma figura associada a Mundus, costurando pontos com o clima do primeiro Devil May Cry. E é curioso como a letra de “See U in Hell” combina com essa ideia de inferno interno, de repetição do passado e de luta que parece não ter fim.

Quem acompanha sabe: a série do Adi Shankar costuma apostar em ícones e referências pop. Mesmo com a discussão clássica na internet sobre mudanças em relação aos jogos, a Temporada 1 foi bem recebida o suficiente para dar uma força extra nas buscas e no interesse pelos games. E isso, no fim, é o que conta quando o assunto é manter a franquia viva.

Lista oficial de músicas: AMV vibes total

Além do clipe novo, a série revelou a lista oficial de faixas para a Temporada 2. Dá para sentir que a produção quer nostalgia com tempero moderno, tipo “playlist de quem tá revendo as memórias e ainda tá caçando desafio”. Entre os destaques, rolam remixes “Power Glove”, presença de Korn e uma surpresa no mínimo simpática com participações ligadas ao universo do jogo.

Os nomes na lista oficial incluem:

  • Papa Roach ft. Hanumankind – “See U in Hell”
  • Casey Edwards & Amira Elfeky – “Bazooka”
  • Korn – “Freak On A Leash (Power Glove Remix)”
  • Evanescence – “My Immortal (Band Version)”
  • Avril Lavigne – “Sk8er Boi”
  • Papa Roach – “Getting Away With Murder (Power Glove Remix)”
  • Drowning Pool – “Bodies”
  • Amy Lee – “Meet Me in the Afterlife (Power Glove Remix)”
  • Bryce Vine – “Street Punks On A Freight Train”
  • Capcom – “Dante’s Office (7 Hells Battle)”
  • Gunship – “The Gates Of Disorder (Power Glove Remix)”
  • Power Glove ft. Gunship – “Shall Never Surrender”

Se você achou que ia ser só “rock genérico de anime”, melhor sentar porque o negócio tem identidade.

Anos 2000 misturados com elementos de jogo

O clipe “See U in Hell” também tem aquele cuidado de quem sabe que fã liga para detalhe. Há elementos visuais que remetem aos jogos, incluindo referências a Devil May Cry 3. E isso é importante porque a série tenta ser uma ponte entre o mundo do game e o mundo do anime, sem virar apenas “um personagem numa história qualquer”.

O resultado é uma sensação de “inferno coreografado”. O ritmo da música conversa com a montagem das cenas, e a letra vira quase um narrador do que Dante e Vergil estão vivendo. É o tipo de AMV que você veria no início dos fóruns e fóruns virariam caos, só que agora em versão mainstream, com produção de estúdio e tudo.

Para contextualizar a discussão sobre adaptações, vale lembrar que a própria Netflix trata o projeto como uma aposta forte de cultura geek, e dá para acompanhar esse tipo de material também no site da Netflix, onde a comunicação oficial costuma aparecer junto das campanhas.

Por que isso importa para quem ama DMC

No fim, Devil May Cry é sobre estilo, caos e família em conflito. A Temporada 2 parece querer terminar com costuras maiores, inclusive com possíveis ligações para eventos depois na linha do tempo, deixando aquele gostinho de “será que vai falar do Nero?”.

E tem mais: música é linguagem de fandom. Quando a Netflix acerta o pacote musical, ela ajuda o público a sentir que a série respeita a energia da franquia. Dante e Vergil continuam tretando, mas também continuam sendo uma espécie de família que vive complicando tudo e, mesmo assim, puxando um ao outro para sobreviver.

Agora é esperar a Temporada 2 estrear e ver se o inferno vai estar do jeito que a gente gosta: rápido, barulhento e com coração de quem já jogou e voltou para jogar de novo.

O inferno pode ter trilha sonora… e agora tem a sua

Com “See U in Hell” de Papa Roach feat. Hanumankind e uma lista que vai do rock clássico às remixagens, Devil May Cry na Netflix reforça uma identidade bem anos 2000. É aquele tipo de escolha que faz o fã pensar: “ok, desta vez eles entenderam a vibe”.

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