Duna: Parte 3 | Javier Bardem diz “vai além” de Messias

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Duna: Parte 3 pode ir mais longe do que o povo achou que já estava definido, e Javier Bardem soltou essa pista com cara de “não era só adaptação”.

O que Javier Bardem promete com Duna: Parte 3

Em entrevista ao Entertainment Tonight, Javier Bardem aumentou a expectativa para Duna: Parte 3. O ator, que faz parte do elenco do filme (e tem aquele jeitão de personagem que aparece pouco e muda tudo), contou que Denis Villeneuve não pretende “fechar conta” apenas com os acontecimentos de Duna: Messias, o segundo livro da saga de Frank Herbert.

Traduzindo: a sensação é que o terceiro capítulo pode funcionar como uma expansão do universo, em vez de um simples passo linear da adaptação. E isso, pra quem curte o estilo do diretor, é quase uma love letter para a gente que lê sinopse como quem joga RPG e quer tomar decisões.

Por que o filme “vai além” de Messias de Duna

Segundo Bardem, Villeneuve quer ir adiante do “último filme” a partir do que os leitores do livro já esperavam. Ele comentou que quem já leu Duna: Messias vai perceber que a obra vai além do que estava no roteiro mais óbvio. A comparação que fica na cabeça é a de quando você acha que o chefe final é X, mas aí ele troca de fase e manda uma mecânica nova.

O mais interessante aqui é o motivo: Duna sempre foi sobre camadas, consequência e política em escala cósmica. Então, se a narrativa estiver indo além, provavelmente é para explorar melhor os temas que orbitam o livro: destino, poder e o preço de virar “símbolo” para todo mundo.

O que muda na história quando Paul vira Imperador

Depois dos eventos de Duna: Parte Dois, a trama de Duna: Parte Três se passa anos adiante. Paul Atreides (interpretado por Timothée Chalamet) já não é mais só o nome numa profecia. Ele está no topo, como Imperador da galáxia, e isso vem com um pacote completo de ameaças.

O filme vai mostrar tentativas de assassinato, o peso do que foi feito para chegar até ali e como esse poder cobra juros. E, pra piorar, a Chani (Zendaya) enfrenta uma gravidez de risco, o que coloca a história num ponto bem cruel emocionalmente: mesmo quando você “vence”, o universo ainda te pega na volta.

Elenco e o nível de risco que a trama vai escalar

O elenco reforça o clima de guerra política e tragédia grande, do tipo que não cabe em sessão “pipoca e paz”. Anya Taylor-Joy entra como Alia Atreides, enquanto Robert Pattinson vive Scytale, descrito como um assassino hermafrodita. Florence Pugh retorna como Irulan e Rebecca Ferguson segue como Lady Jessica, personagens que sempre carregam informação demais para alguém dormir tranquilo.

E sim, tem Jason Momoa. Depois de Duncan Idaho no primeiro Duna, ele retorna em um papel ainda misterioso, o que é aquela estratégia clássica do Villeneuve: deixar gancho pra você ficar imaginando e, quando aparecer, bater com a força de “ok, era isso mesmo”.

Para contextualizar a base literária da saga, vale lembrar como Duna se organiza no universo de Frank Herbert.

Você acha que eles vão “estragar” ou vão elevar Duna: Parte 3?

Se Villeneuve realmente seguir a linha de “ir além” de Messias de Duna, a pergunta que fica é: você prefere uma adaptação mais fiel ao que o livro prevê, ou topa a ousadia de mexer na rota para surpreender?

Eu, particularmente, tô com a pulga atrás da orelha e com o coração acelerado. Porque se for um banquete como o Bardem sugeriu, a gente vai sair do cinema com aquela sensação de “meus amigos… isso aqui foi grande demais pra caber só numa linha do enredo”.

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