Duna: Parte 3 vai apostar forte no visual: Denis Villeneuve revelou que chamou dois jovens cineastas para criar cenas psicodélicas, sem explicar quais seriam.
- Do “fez teste” ao delírio visual
- A unidade minúscula de experimentos
- Por que psicodelia combina com Duna
- O que dá para esperar do filme
- Se a visão é louca, a profecia fica ainda mais sinistra
Do “fez teste” ao delírio visual
Em vez de só seguir o roteiro e pronto, Denis Villeneuve decidiu adicionar um tempero bem “alucinação controlada” ao processo de Duna: Parte 3. Segundo o diretor, ele montou uma unidade especial com dois cineastas jovens, cuja função era experimentar diante da câmera para trazer “imagens loucas e insanas” para o longa.
O detalhe que deixa a gente com aquela pulga atrás da orelha geek é que Villeneuve não especificou quais cenas seriam essas. Traduzindo: pode ser um momento de transição, uma visão, um ritual, ou até uma passagem que amarra o tom político e místico da história, que já é bem densa por natureza. E quando o cara que fez Blade Runner 2049 fala em “experimentos”, geralmente é sinal de que a estética vai dar aquele salto.
A unidade minúscula de experimentos
Villeneuve descreveu o esquema de um jeito bem direto. Ele disse que criou uma equipe pequena, com dois diretores, e que a tarefa era fazer ensaios e experimentos de imagem. Em termos práticos, isso soa como um laboratório criativo: em vez de esperar que a “magia da direção” aconteça só no set, ele quis terceirizar parte do risco para quem tem velocidade e repertório para testar.
Esse tipo de abordagem lembra bastante como o cinema de autor costuma trabalhar quando quer quebrar padrões visuais. A diferença aqui é que estamos falando de uma franquia gigantesca, com escala épica, já acostumada a areia, império e poder em chamas. Ou seja: a psicodelia vai ter que conviver com a arquitetura grandiosa de Duna sem virar só “efeito por efeito”.
Para contextualizar o clima da saga, vale lembrar que a história vem do universo de Frank Herbert, onde visões e manipulações permeiam decisões políticas. E é nessa zona que experiências visuais podem funcionar como tradução do que os personagens vivem por dentro. Em algum nível, isso é linguagem: nem toda revelação é dada por diálogo, às vezes ela vem em forma de imagem.
Por que psicodelia combina com Duna
Tem gente que ouve “psicodélico” e já pensa em exagero gratuito. Mas Duna sempre foi sobre percepções distorcidas, crenças que viram armas e símbolos que mudam o rumo de mundos. A psicodelia, nesse caso, pode ser tratada como visualização de alteração mental, não como carnaval.
Isso conversa com os temas do livro e com a forma como Villeneuve já tem um carinho particular por imagens de impacto. Ele costuma construir cenas que parecem pintura em movimento, e quando você soma isso com experimentos específicos, o resultado tende a ser algo mais “orgânico” e menos genérico.
O que também ajuda é o contexto do filme. Em Messias de Duna, a história avança para um Paul Atreides agora Imperador da galáxia, lidando com tentativas de assassinato e a consequência física e emocional do próprio poder. Se tem um momento em que o cinema pode deixar a realidade respirar como pesadelo, é quando a narrativa entra nesse modo.
Para quem gosta de ir atrás do que inspira o diretor, a relação entre o universo de Herbert e a cultura pop pode ser explorada em Paul Atreides e nos conceitos recorrentes da saga.
O que dá para esperar do filme
Com Duna: Parte 3, a expectativa é que a produção continue a escalada de espetáculo, mas sem perder o lado filosófico. O longa se passa anos depois da vitória de Paul sobre os Harkonnen e vai mostrar ele como Imperador, sofrendo golpes, enquanto Chani enfrenta uma gravidez de risco. Sim, é a mistura clássica de política de alto nível com dilemas humanos que desabam rápido.
O elenco também reforça o clima de tragédia e profecia. Anya Taylor-Joy será Alia Atreides, Robert Pattinson interpreta o assassino hermafrodita Scytale, e voltam Florence Pugh como Irulan e Rebecca Ferguson como Lady Jessica. Jason Momoa retorna em papel misterioso, o que já dá espaço para o tipo de surpresa visual que Villeneuve parece gostar.
E aqui entra a treta do “não especificou quais são as cenas”. Se a equipe dos dois cineastas fez experimentos, isso pode significar que a psicodelia apareça em pontos estratégicos, talvez em transições, em momentos de tensão psíquica ou em sequências que servem de ponte entre acontecimentos maiores.
Além disso, a produção deve ganhar novas imagens em IMAX durante sessões de A Odisseia. Então, mesmo que o público não tenha acesso a tudo no trailer, existe a chance de que essas experiências visuais respirem em telas gigantes, daquelas que fazem a gente sentir que está dentro do quadro.
Se a visão é louca, a profecia fica ainda mais sinistra
No fim das contas, a escolha de Villeneuve por chamar dois diretores para criar imagens psicodélicas reforça a ideia de que Duna: Parte 3 não vai ser só “mais uma etapa do épico”. Vai ser uma etapa que tenta levar a estética até o limite, como se o filme quisesse mostrar a mente antes de mostrar a guerra.
E sejamos honestos: com a escala e o peso dramático da saga, uma pitada de delírio bem coreografado pode ser exatamente o que falta para transformar a tela em experiência. Agora é esperar o que essas “imagens loucas e insanas” vão ser, porque do jeito que o universo de Herbert funciona… se tem visão, tem preço.
Sugestão para o seu Set-up Nerd:
Encontramos produtos incríveis com desconto!















