O Espetacular Homem-Aranha 2 pode até ter uma atuação que agrada, mas o filme não convenceu o criador de Invincible, Robert Kirkman.
- Aprovou a atuação de Andrew Garfield
- Por que Kirkman detonou o resultado final
- Electro, Duende Verde e a sensação de pressa
- Quando Garfield voltou e o Universo ficou mais esperto
- Ainda vale a pena rever?
Aprovou a atuação de Andrew Garfield
Robert Kirkman, criador de Invincible e homem que entrega sangue, impacto e consequências (tipo um multiverso com orçamento de respeito), não gostou do filme O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro (2014). Mas calma lá: ele não criticou ninguém do elenco à toa. Kirkman chegou a elogiar a atuação de Andrew Garfield como Peter Parker.
O ponto é que, mesmo com Garfield no modo “Homem-Aranha com coração e culpa no bolso”, a história não encaixou. É aquela treta que a gente já viu em game: você curte o combate, mas a campanha tem umas decisões de design meio aleatórias. A sensação é a mesma.
Por que Kirkman detonou o resultado final
Kirkman revelou em podcast, no The Escape Pod, que a sequência foi seu filme de super-herói menos favorito. E ele foi bem direto: chamou o resultado de “terrível” e ainda soltou a crítica mais honesta possível, sem filtro e com julgamento tipo chefe final.
Segundo a avaliação dele, existem momentos realmente bons no filme. Só que o pacote inteiro, do jeito que foi montado, virou um “ok, e o que exatamente isso queria dizer?”. Em outras palavras: é como se o filme estivesse tentando agradar todo mundo ao mesmo tempo, e no fim acabou não agradando de verdade nem quem queria ser emocionado, nem quem queria ser entretido sem tropeços.
O enredo acompanha Peter tentando equilibrar vida pessoal, superpoderes e o relacionamento com Gwen Stacy, interpretada por Emma Stone, enquanto cresce a parte mais sombria da trama envolvendo segredos da morte de seus pais.
Electro, Duende Verde e a sensação de pressa
No centro disso tudo, está Electro, vivido por Jamie Foxx. O vilão é um prato cheio para um filme de herói moderno, com visual marcante e um conceito que poderia render bastante tensão e evolução. Só que, na leitura de Kirkman, a execução não sustentou o impacto.
Além disso, o filme também abre espaço para a transformação do Harry Osborn (Dane DeHaan) no Duende Verde. O problema não é existir caminho para uma continuação. O problema é quando o roteiro tenta colocar várias peças no tabuleiro ao mesmo tempo, sem dar tempo do jogo “respirar”. Resultado? Você sente que a trama está sempre chegando atrasada na própria emoção.
Em vez de aprofundar os conflitos com calma, o longa parece acelerar demais. E aí, mesmo com atuações fortes, você fica com aquela pulga atrás da orelha: “beleza, mas por que isso tudo importa da forma que o filme contou?”.
Quando Garfield voltou e o Universo ficou mais esperto
Apesar da bilheteria ter sido saudável, O Espetacular Homem-Aranha 2 não repetiu o mesmo tipo de sucesso do primeiro filme. No box office, os números não desmentem, mas a recepção não acompanhou. E isso fica ainda mais evidente quando você olha o caminho depois.
Andrew Garfield ficou afastado do papel por um tempo e retornou sete anos mais tarde em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021), que juntou várias eras do personagem e virou um evento pop com cara de “multiverso de verdade”, sabe? Ali, a franquia parece que entendeu melhor o que o público queria: impacto emocional com equilíbrio e nostalgia na medida certa.
Para contexto sobre o que foi esse fenômeno, dá para ver como a produção foi recebida em páginas de referência como a Wikipedia, que organiza elenco, trama e repercussão por aí.
Ainda vale a pena rever?
Mesmo com a pancada do Kirkman, O Espetacular Homem-Aranha 2 não deixa de ter momentos que funcionam, principalmente quando o foco cai no carisma do Peter de Garfield e no potencial dos vilões. Só que, pelo menos para Robert Kirkman, faltou aquele “encaixe” que faz um filme de super-herói parecer inevitável, e não improvisado.
No fim, é aquele dilema geek: alguns assistem de boa e curtem, outros sentem que o roteiro tropeça. Se você é do time que liga mais para performances do que para estrutura, talvez ainda agrade. Se você quer história redonda, aí a crítica do criador de Invincible pesa mais.
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