Euphoria no HBO Max voltou com força, mas a recepção da terceira temporada virou um campo de batalha. Dá para virar o jogo ou essa fase divisiva chegou para ficar?
- O que fez a 3ª temporada explodir no ranking
- Por que a crítica caiu e o público ficou morno
- A virada para personagens adultos funcionou?
- Zendaya ainda segura o hype como um boss final
- Ainda tem tempo para mudar a percepção
O que fez a 3ª temporada explodir no ranking
A volta de Euphoria ao streaming começou com aquele “efeito calendário”: muita gente apertou play no primeiro episódio como se fosse estreia de temporada de evento esportivo. E sim, a série assumiu o topo global da HBO Max em menos de um dia, passando por cima do domínio recente de The Pitt. Na prática, a plataforma provou que ainda tem uma máquina de audiência rodando.
Segundo dados do FlixPatrol, a produção rapidamente virou a mais assistida do mundo dentro do catálogo da HBO Max logo após o lançamento do primeiro episódio da terceira temporada. Isso é aquele tipo de vitória que vem antes até da discussão começar. Spoiler do debate: começou na mesma semana.
Por que a crítica caiu e o público ficou morno
O problema é que, se o interesse do público é forte, a conversa crítica foi na contramão. A terceira temporada acumula apenas 44% de aprovação no Rotten Tomatoes, bem distante da faixa de 78% a 80% vista nas temporadas anteriores. Entre o público, a aprovação também não engrenou tanto, ficando em torno de 51%.
Parte das críticas aponta repetição de temas, excesso de cenas explícitas e, principalmente, questionamentos sobre como a série retrata personagens, com foco especial em mulheres. Em outras palavras: o que antes parecia ousado agora parece, para alguns espectadores, menos necessário e mais insistente. E quando a obra divide, ela vira tendência pelo lado errado também.
Do lado do fandom, a desconfiança já vinha antes, alimentada por expectativas e pelo que os trailers entregaram. A sensação para muita gente foi: “ok, voltou… mas será que agora vai piorar?” A terceira temporada responde com intensidade, só que nem todo mundo curte o caminho.
A virada para personagens adultos funcionou?
Uma das escolhas narrativas mais comentadas é o salto temporal. A série coloca seus personagens cinco anos depois dos eventos da segunda temporada. Esse tipo de mudança costuma ser arriscado, porque mexe com a identificação emocional do público. Ao mesmo tempo, faz sentido: o intervalo entre temporadas passou de quatro anos, e a produção optou por acompanhar a evolução real das pessoas.
O resultado é um Euphoria com cara de recomeço: menos “adolescência em ebulição” e mais consequências, postura e novos conflitos. Só que nem todo mundo quer ver a história perder aquele caos juvenil que virou marca registrada. Para uma parcela do público, o salto apaga parte do impacto que vinha justamente da fase adolescente.
Ainda assim, dá para argumentar que a série está tentando fazer o que muita obra deixa para depois: mostrar que o trauma não vira meme e nem desaparece no último capítulo. É mais vida real do que parece.
Zendaya ainda segura o hype como um boss final
No meio do tiroteio de opiniões, Zendaya segue como o principal trunfo. A performance como Rue continua sendo o tipo de atuação que faz você relevar defeitos de roteiro e manter o olhos presos na tela. E aqui tem um fator geek de respeito: Zendaya não é só “a estrela do momento”. Ela já fez história e, com o tempo, virou referência até para quem não acompanha tanto a série.
Além disso, a plataforma acertou no ritmo: episódios novos semanalmente aos domingos. Isso dá fôlego para o debate esfriar, para teorias nascerem e para a narrativa reorganizar o olhar. Em séries polarizantes, timing é metade da estratégia.
No fundo, a terceira temporada ainda está no ar e, enquanto isso, ela continua conseguindo uma coisa que poucas produções fazem: manter o público conversando, mesmo quando a conversa é “que isso, meu irmão”.
Ainda tem tempo para mudar a percepção?
Tem. Euphoria pode tanto reverter a percepção negativa com desenvolvimento mais consistente quanto consolidar de vez a fase mais divisiva, dependendo de como fechar os arcos e como justificar as decisões que geraram ruído. Por enquanto, a série continua gigante no streaming, mas já não é unanimidade.
Resumindo em linguagem de internet: a HBO Max ganhou audiência, a crítica perdeu o controle e a gente vai ter que assistir até o final para saber se a terceira temporada é evolução… ou se é só mais um level que a galera odiou no lançamento.
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