Festival do Rio 2026: a corrida pelo Oscar chegou

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Festival do Rio 2026 terá 16 filmes na disputa por uma vaga no Oscar e uma programação internacional cheia de nomes de peso.

Olho na corrida do Oscar

O Festival do Rio acontece de 1º a 11 de outubro e anunciou uma seleção internacional com 16 produções inscritas na disputa por uma indicação ao Oscar 2027 de Melhor Filme Internacional. É aquela época boa para descobrir títulos que talvez ainda demorem a chegar ao circuito comercial, mas já estão chamando atenção mundo afora.

Entre os filmes destacados estão representantes de vários cantos do planeta. A lista divulgada inclui:

  • Cartas Amarelas, coprodução entre Alemanha, França e Turquia;
  • Rose, representante da Áustria;
  • Covarde, indicado pela Bélgica;
  • Soumsoum, a Noite das Estrelas, do Chade;
  • O Degelo, do Chile;
  • Dua: Tempos de Guerra, do Kosovo;
  • A Mais Doce, de Marrocos;
  • Elefantes na Névoa, coprodução que envolve Nepal, Brasil, Alemanha, França e Noruega;
  • Os Frutos da Terra, da Noruega;
  • Cidadão Osama, documentário da Palestina;
  • Quem Matou Narciso?, do Paraguai;
  • We Are All Strangers, de Singapura;
  • 9 Templos para o Céu, da Tailândia;
  • Traços da Guerra, documentário da Ucrânia.

O Brasil também marca presença nessa conversa com Feito Pipa. Vale lembrar: estar inscrito na disputa não significa ter vaga garantida entre os indicados. O Oscar ainda vai afunilar a corrida, mas o festival oferece uma chance de ver vários concorrentes antes dessa etapa decisiva.

Filmes que já chegam com prêmios

Alguns títulos desembarcam no Rio com troféus importantes na bagagem. Cartas Amarelas, de Ilker Çatak, venceu o Urso de Ouro em Berlim. Já Rose, dirigido por Markus Schleinzer, rendeu à atriz Sandra Hüller o Urso de Prata de melhor interpretação. Para quem acompanha a atriz desde Zona de Interesse ou Anatomia de uma Queda, esse crédito já é um belo chamariz.

Covarde, de Lukas Dhont, também chega premiado: Emmanuel Macchia e Valentin Campagne dividiram o reconhecimento de melhor ator em Cannes. E O Degelo, suspense de Manuela Martelli, passou pela mostra Un Certain Regard, em Cannes. Não é pouca coisa para uma seleção que já parece feita para abastecer conversas cinéfilas por semanas.

Mais estreias para ficar de olho

A programação vai além da corrida internacional do Oscar. A Grande Estreia é uma comédia musical de Jesse Eisenberg com Julianne Moore, Paul Giamatti e Halle Bailey. Martin McDonagh apresenta Cavalo Selvagem Nove, que deu a John Malkovich o prêmio de melhor ator em Veneza.

Tem ainda Contos Paralelos, do iraniano Asghar Farhadi, com Isabelle Huppert, Virginie Efira, Vincent Cassel e Pierre Niney; Ink, de Danny Boyle, que abriu o Festival de Veneza; e Rosebush Pruning, do cearense Karim Aïnouz. A seleção inclui também Prima Facie, com Cynthia Erivo, e Hope: O Primeiro Impacto, de Na Hong-jin.

Entre outros destaques estão Eu Juro, vencedor de dois prêmios no BAFTA; Rainha ao Mar, com Juliette Binoche e fotografia do brasileiro Adolpho Veloso; The Man I Love, com Rami Malek; e Josephine: Fragmentos de um Crime, premiado em Sundance. Um cardápio bem variado, sem exigir que você escolha entre cinema de autor e nomes conhecidos.

Abertura, encerramento e mostras

A Bola Preta, representante da Espanha, abre o festival. O encerramento fica com Club Kid, de Jordan Firstman, exibido em Un Certain Regard, em Cannes. O longa acompanha Peter, promoter de festas em Nova York cuja rotina vira de cabeça para baixo quando ele descobre que tem um filho de dez anos. Cara Delevingne está no elenco.

Os filmes se espalham por mostras como Panorama Mundial, Première Latina, Midnight Movies e Clássicos & Cults. Há espaço também para novos diretores em Expectativas, documentários em Itinerários Únicos e histórias ligadas a questões contemporâneas em O Estado das Coisas. Ou seja: dá para montar uma maratona de acordo com o humor do dia, do suspense ao resgate de clássicos.

Vale colocar na agenda?

Se você gosta de chegar ao Oscar já com alguns palpites próprios, o Festival do Rio é uma bela oportunidade de sair na frente. E mesmo sem acompanhar a temporada de premiações, a mistura de produções internacionais, diretores reconhecidos e novas vozes faz a programação valer uma olhada.

Com sessões entre 1º e 11 de outubro, a dica é escolher os títulos com antecedência e não deixar os mais disputados para a última hora. Afinal, filme premiado em Cannes, Berlim ou Veneza costuma despertar curiosidade até de quem só queria “ver um negocinho”. A gente conhece essa história: começa com um ingresso e termina discutindo o Oscar na saída do cinema.

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