Galileo Galilei no Brasil foi aquele tipo de show que dá nostalgia no primeiro acorde e ainda cria novas memórias no final. Na estreia da banda japonesa no Anime Friends 2026, em São Paulo, deu pra sentir o “tô sonhando” dos fãs virando realidade no Distrito Anhembi.
- Primeira vez no Brasil: por que esse show era especial
- AF Festival dia 4: turnê NAKED HERO e clima elétrico
- Setlist que costura anime, rock e emoção
- Meet and Greet: encontro histórico fora do palco
- O Galileo Galilei volta pro Brasil?
Por que alguns shows viram memória afetiva (e outros só passam)
No mundo geek, tem apresentação que é só barulho gostoso e tem apresentação que vira referência. A estreia do Galileo Galilei no Anime Friends 2026 entrou na segunda categoria. Não foi apenas “tocar músicas famosas”, foi construir uma ponte emocional entre quem cresceu ouvindo trilhas e quem caiu de paraquedas nessa história agora.
E olha que não era qualquer cenário. O evento rolou no Distrito Anhembi, em São Paulo, num dia com energia de festival raiz. Dá pra dizer que o show funcionou igual aquele episódio que você assiste e fica pensando por dias. Tipo “terminei, mas não acabou”.
Primeira vez no Brasil: por que esse show era especial
O Galileo Galilei é conhecido por músicas que marcaram diversos animes. E quando um grupo assim finalmente passa pelo Brasil, a expectativa não é só por repertório, é por reencontro. A banda chegou para os fãs com o peso do rock alternativo japonês e com um histórico de composições sensíveis.
No palco, a formação teve Yuuki Ozaki no vocal e guitarra, Kazuki Ozaki na guitarra, Fumito Iwai no baixo, Masaki Okazaki na bateria e DAIKI nos teclados. Ou seja, não foi show “meio termo”. Foi um set construído com carinho e precisão.
AF Festival dia 4: turnê NAKED HERO e clima elétrico
A apresentação foi parte da turnê mundial NAKED HERO e aconteceu no dia 4 de julho, dentro do AF Festival. Desde o começo, o público parecia já conhecer o caminho. A galera cantou junto como se cada refrão fosse uma cena de anime que passa na memória.
Tem show que começa com “vamos ver no que dá”. Esse começou com intenção clara: criar atmosfera. E funcionou, porque a banda soube alternar melancolia, energia e aquele toque emocional que só música japonesa bem feita entrega.
Setlist que costura anime, rock e emoção
O setlist foi um passeio certeiro. A abertura com “Asu E” colocou todo mundo no modo contemplativo, com uma sonoridade melancólica que vira assinatura. Em seguida veio o que realmente faz o público do Anime Friends suspirar: “Circle Game (Anohana Version)”.
Essa música, eternizada por _Anohana_, foi um dos pontos altos da noite. O sentimento foi coletivo: todo mundo acompanhando verso a verso, como se o palco virasse uma extensão do próprio anime.
Depois, “Aoi Shiori”, tema de abertura de _Anohana: The Flower We Saw That Day_, transformou o evento em coral. E aí a banda fez a mágica que muita gente tenta e poucas acertam: manteve emoção, mas escalou energia com “Climber”, conhecida dos fãs de _Haikyu!!_.
Fechando com variações do som do Galileo, “SPIN!” mostrou faceta mais moderna e experimental, quebrando expectativas sem perder a identidade. No encerramento, “Hoshi wo Otosu” deixou aquele gostinho de “acaba, mas fica”. O tipo de despedida que faz a gente querer rewind.
Setlist no Anime Friends 2026: Asu E (明日へ); Circle Game (Anohana Version); Koi no Jumyou; Boku Kara Kimi E; Amadeus; Aoi Shiori; Toriaezu Imawa; Natsuzora; Climber; Arashi no Atode; SPIN!; Hoshi wo Otosu.
Se você gosta de entender o impacto cultural dessas obras, vale complementar a leitura com o contexto de _Anohana_, já que as músicas do Galileo Galilei são indissociáveis da experiência que muita gente teve com a série.
Meet and Greet: encontro histórico fora do palco
Além do show, rolou Meet and Greet nos dias 4 e 5 de julho. E aí vem a parte que fãs sempre contam com brilho nos olhos. Não é só “tirar foto”. É atravessar a barreira entre fã e artista, tipo sair do modo espectador e virar personagem da própria história.
Pra quem esperava há anos ver o Galileo Galilei ao vivo, esse extra deixou tudo ainda mais especial. O público foi embora com lembrança em dobro: a que aconteceu no palco e a que aconteceu perto dos ídolos.
Depois de tanta emoção, o Brasil vai ganhar outro show do Galileo Galilei em breve?
Com um setlist que misturou nostalgia e evolução, um palco cheio de energia e encontros que viraram capítulo pessoal, fica difícil não acreditar que a banda vai querer repetir a dose. Mas será que a próxima visita vem com show solo, ainda maior e mais longo? Agora me diz: qual música do Galileo Galilei você queria ver ao vivo num retorno ao Brasil?
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