Glen Powell foi atrás da equipe da Illumination por um filme solo de Star Fox. Resultado? Ele acabou conquistando o papel que conectou a franquia espacial ao universo de Super Mario Galaxy: O Filme. Sim, a vida imita fanfic, só que com orçamento de cinema.
- De Star Fox direto para Mario
- O lobby do Miyamoto e a virada do universo
- A paixão do ator e o que a Illumination ouviu
- Como Fox McCloud encaixou na história
- Mais filmes de Mario no horizonte?
De Star Fox direto para Mario
Uma das grandes surpresas de Super Mario Galaxy: O Filme foi a chegada de Fox McCloud, o protagonista de Star Fox, no elenco de personagens do longa. E o mais divertido: quem dubla o personagem em inglês é Glen Powell, estrela de Twisters, e a conexão dele com o universo da Nintendo é antiga, daquelas que começam em “um dia eu queria…” e terminam em “olha eu aqui no estúdio”.
Segundo os relatos divulgados, o caminho até esse papel não foi aleatório. Powell já tinha um histórico de querer um filme de Star Fox, e foi atrás da equipe da Illumination para viabilizar essa ideia. Na prática, ele estava oferecendo o sonho dele, só que o cenário já tinha conversas rolando nos bastidores sobre a inclusão de Star Fox no novo filme de Mario.
Essa história ganhou mais peso quando a Nintendo, representada por nomes criadores importantes, comentou o processo por trás da decisão. Não é só “contratou ator famoso”. Tem mais camada. Tem “fã com acesso” e tem “criador negociando internamente” para fazer a coisa funcionar.
O lobby do Miyamoto e a virada do universo
Em entrevista à Forbes, Shigeru Miyamoto, criador de Mario e um dos responsáveis por Star Fox, comentou como a ideia surgiu. O ponto interessante é que a proposta veio do estúdio de animação: a Illumination teria sugerido a inclusão de Fox McCloud, e Miyamoto precisou entrar no modo “convencimento corporativo” dentro da Nintendo.
Miyamoto disse que concordou com a proposta, mas que antes teria de fazer um trabalho de lobby, porque incluir um personagem de outra franquia sempre gera reações internas. Afinal, não é só colocar um cameo. É integrar o personagem ao tom do filme, ao universo e ao que Super Mario Galaxy está tentando construir.
O criador também deixou claro que a própria ambientação espacial do filme ajudou a justificar a presença de Fox. Se o enredo se passa no espaço e a franquia Star Fox nasceu exatamente dessa vibe, faz sentido. Em outras palavras, não é “deu na telha”. Tem coerência.
A paixão do ator e o que a Illumination ouviu
Do lado da produção, Chris Meledandri, chefe da Illumination, reforçou que o interesse de Powell em Star Fox não era só papo. Ele teria proposto interpretar Fox McCloud em um filme solo, sem saber que a Nintendo já conversava sobre a participação do personagem em Super Mario Galaxy.
Meledandri descreveu o momento como se fosse um daqueles casos em que duas linhas de história se cruzam sem você perceber. “Powell explicou que precisava entender o quanto ele amava o personagem”, segundo a fala atribuída ao executivo. E a real vibe ali era: o ator não estava fazendo “trabalho padrão de Hollywood”. Ele estava fazendo fanservice com contrato, do jeito certo.
Além disso, Miyamoto sugeriu que o elenco do filme é formado por muitos fãs de Mario. Ou seja: a energia dos bastidores parece ser a de um universo compartilhado sendo construído por gente que realmente conhece o material base. Isso diminui o risco de virar só uma colagem de referências. A intenção é dar continuidade, e não apenas somar nomes.
Como Fox McCloud encaixou na história
Quando a Nintendo anuncia a inclusão de um personagem, o público não espera menos do que justificativa. E aqui, do jeito que foi apresentado, Fox McCloud não aparece “porque sim”. Ele entra como parte da própria proposta do filme, que mistura escalas e estilos visuais enquanto adapta o clima dos jogos de Super Mario Galaxy.
Na crítica do IGN Brasil mencionada no texto original, a presença de Fox é descrita como “não gratuita”. O filme alterna entre animação 3D, 2D e até referências de 8 e 16 bits, então inserir um personagem de outra franquia, ainda mais espacial, tende a conversar bem com a estética. É como se o multiverso de Mario ganhasse um novo satélite.
E tem outro detalhe: o ponto de vista do espectador é de recompensa. Você percebe que as escolhas foram feitas com planejamento, não só com marketing. Powell, como dublador, ainda adiciona aquele carisma de ator mainstream que chama atenção, mas que carrega a credencial de ser fã da franquia.
Mais filmes de Mario no horizonte?
O que sobra dessa história é uma sensação meio “nível secreto desbloqueado”. Se Miyamoto e a equipe estão empolgados com a possibilidade de explorar mais personagens, então a presença de Fox McCloud pode ser só o começo do plano maior: continuar expandindo o universo cinematográfico de Super Mario Galaxy: O Filme, com oportunidades para novas intersecções entre franquias Nintendo.
Quer dizer, se até um sonho de Glen Powell virou papel no longa e se a Nintendo viu potencial real nisso, fica difícil não pensar: o próximo personagem a cair no espaço pode ser… quem? E melhor ainda: dessa vez, vai ser coincidência ou lobby de fã?














