Hajime Isayama: “Impossível criar outro Attack on Titan”

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Se você achou que superar o final do anime foi difícil, imagina ser o cara que criou tudo isso. Pois é, Hajime Isayama, a mente brilhante (e levemente sádica) por trás de Attack on Titan, abriu o jogo recentemente e mandou a real: ele não acha que consegue repetir o feito. O mangaká confessou que criar algo tão icônico novamente é uma missão praticamente impossível.

O peso da obra-prima: O desabafo de Isayama

Galera, vamos ser sinceros: criar um dos maiores fenômenos da cultura pop do século XXI não é para qualquer um. Durante uma exibição especial do filme Attack on Titan: The Last Attack, Isayama enviou uma mensagem aos fãs que foi, no mínimo, um balde de água fria para quem esperava uma nova série épica saindo das mãos dele em breve.

O autor revelou que, desde que o mangá terminou sua serialização em 2021, ele praticamente largou a caneta no que diz respeito a desenhar diariamente. A rotina insana de um mangaká, que a gente sabe que destrói a saúde de qualquer um (vide o nosso amado Togashi de Hunter x Hunter), parece ter cobrado seu preço. Isayama disse que, embora não esteja vivendo uma vida de puro lazer, o ritmo frenético de criação ficou no passado.

Tanque vazio e o medo da auto-cópia

Aqui a conversa fica profunda. Sabe quando você joga tudo o que tem num projeto e sente que sua alma ficou lá? Foi exatamente isso que o Isayama descreveu. Ele usou uma metáfora bem forte, dizendo que sua primeira serialização foi um processo onde ele “despejou tudo até ficar completamente vazio”.

O medo dele é genuíno e até humilde. Ele afirmou: “Se eu tentasse criar uma nova obra, acabaria sendo apenas uma cópia dos elementos que desenhei em Attack on Titan”. Isso mostra um nível de autocrítica absurdo. Em vez de ordenhar a vaca e lançar qualquer coisa genérica só para ganhar dinheiro com o nome dele, ele prefere admitir que o bloqueio criativo é real.

Para entender melhor o impacto cultural que causa essa pressão, vale a pena dar uma olhada na trajetória de Hajime Isayama e como ele saiu do anonimato para o estrelato global em tempo recorde.

A vida pós-Titãs: O que ele tem feito?

Mas calma, o homem não sumiu da face da Terra. Apesar de dizer que “não está mais trabalhando” no sentido tradicional de mangaká semanal, ele ainda dá as caras. Ele mencionou que ocasionalmente faz ilustrações, dá autógrafos e participou de projetos pontuais, como o Project Breeze do dublador Yuki Kaji (a voz do Eren Yeager).

Além disso, em 2025, ele soltou um one-shot chamado “The Theory of Ill-Natured Men and AI”, também em colaboração com o Yuki Kaji. Ou seja, a chama criativa não apagou totalmente, ela só não é mais aquele incêndio florestal que consumia a vida dele 24 horas por dia.

O legado continua sem ele?

Agora, se você é fã da franquia e está preocupado com o fim do conteúdo de Shingeki no Kyojin, pode respirar aliviado (ou não). Mesmo com a “aposentadoria criativa” do autor principal, a máquina de dinheiro não pode parar. Um produtor da franquia já soltou que existem planos para continuar desenvolvendo filmes e colaborações em jogos.

O sucesso é inegável. A adaptação do anime, que teve aquela temporada final estendida que parecia eterna, foi recentemente reconhecida com o Global Impact Award no Crunchyroll Anime Awards de 2025. Isso prova que, com ou sem Isayama na liderança diária, a marca Attack on Titan já transcendeu seu criador.

Tatakae ou Aposentadoria?

No fim das contas, Hajime Isayama entregou uma obra que definiu uma geração. Se ele sente que não consegue superar isso agora, talvez seja melhor assim do que manchar o currículo com uma obra forçada. Ele nos ensinou a lutar (Tatakae!), mas também é importante saber a hora de descansar. O cara já fez história, e se ele quiser passar o resto da vida apenas supervisionando bonecos e jogando videogame, quem somos nós para julgar? O legado dos Titãs já é eterno.