HBO Max: 5 filmes com 90%+ da crítica para maratonar

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HBO Max tá com aquela sensação rara de “clicar e acertar”: uma leva de filmes com mais de 90% de aprovação da crítica, perfeita pra maratonar sem cair em furada de streaming.

Onde a crítica virou fã na HBO Max

A HBO Max andou caprichando e juntou títulos que batem forte com a crítica, quase todo mundo aplaudindo. No Rotten Tomatoes, aparecem avaliações que passam da casa dos 90% e, de quebra, o público costuma acompanhar o hype. O mais legal é que a lista não parece “programação genérica” de streaming: o mix vai de thriller policial com clima de conspiração até animação do Batman com dilemas morais e um terror que te encara de volta.

Se você curte maratona com variedade, melhor ainda: cada filme conversa com um humor diferente. É quase como se a HBO Max tivesse montado um “cardápio” de gêneros pra não enjoar no segundo episódio, porque aqui não tem descanso. E pra quem gosta de comparar qualidade técnica, é impossível ignorar que alguns desses títulos também têm prestígio de cinema tradicional.

Falando em prestígio, vale lembrar como o Oscar funciona como termômetro cultural: algumas produções da lista tiveram corrida longa em premiações e isso ajuda a explicar por que a crítica foi tão certeira. A vibe é de cinema bem feito, do tipo que você termina e pensa: “ok, isso aqui merece conversa no grupo”.

Os Infiltrados e o suspense que não pisca

Os Infiltrados (2006) é quase um manual de suspense. Martin Scorsese dirige com mão de ferro e cria um jogo de desconfiança em que todo mundo parece estar mentindo, inclusive quando tá falando a verdade. Leonardo DiCaprio vive o policial Billy Costigan infiltrado na organização de Frank Costello, enquanto Matt Damon, como Colin Sullivan, trabalha por dentro da polícia como informante. O resultado é uma tensão constante, daquelas que seguram o estômago.

No Rotten Tomatoes, a crítica crava 91%, e o público vai junto, com 94%. A sensação é de que o filme não perde ritmo: cada cena empurra a próxima, e quando você vê, já passou da metade sem perceber. Se você gosta de histórias de espionagem e reputações quebrando no tempo certo, esse aqui é o prato principal.

E tem um detalhe que deixa nerd de cinema arrepiado: o filme venceu o Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção, ou seja, não é só “bom porque sim”, é cinema com currículo pesado.

Whiplash e a obsessão que vira pancada musical

Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014) é aquele drama musical que transforma disciplina em conflito. Miles Teller interpreta Andrew Neiman, um baterista jovem e obcecado em ser grande no jazz. Só que o treino vem com um custo psicológico absurdo quando ele é colocado sob a tutela do professor Terence Fletcher, vivido por J.K. Simmons, que chega parecendo um vilão de filme, mas usando carisma de chefão.

A crítica dá 94% e o público também marca 94%. O que faz o filme funcionar é a mistura de linguagem: dá para sentir a bateria na montagem, a tensão no silêncio e a pressão crescendo como se fosse uma conta atrasada. É o tipo de filme que te deixa com aquela vontade de “eu consigo”, mas também te lembra que ninguém vira perfeito sem quebrar alguma coisa no caminho.

E se você curte ver atuação brilhando, vai ser difícil não admirar o nível de consistência. É raro um filme manter a intensidade por tanto tempo sem virar repetição.

Um Dia Daqueles: comédia em modo sobrevivência

Um Dia Daqueles (2025) entra na lista como alívio cômico com timing de relógio. A história segue Dreux, interpretada por Keke Palmer, e Alyssa, vivida por SZA, duas melhores amigas que entram em desespero ao descobrir que o namorado de Alyssa usou o dinheiro do aluguel. A partir daí, a dupla embarca numa corrida caótica contra o tempo, com humor acelerado e situações que parecem improvisadas, mas funcionam redondinho.

Na crítica, o filme está com 94% e, no público, 89%. Ou seja: é unanimidade qualificada, com um lado mais “fresco” para quem quer rir sem perder a energia narrativa. A química das protagonistas é o coração da comédia, e a trama vai escalando os problemas sem dar aquela pausa artificial de “vamos respirar”.

No fundo, o filme acerta porque usa amizade e caos como motores de roteiro. É tipo quando a missão é salvar algo simples, mas o universo resolve transformar tudo em boss fight.

Pecadores: terror com gosto de Oscar

Pecadores (2025) é terror do tipo que trabalha com atmosfera e ameaça constante. O filme acompanha irmãos gêmeos interpretados por Michael B. Jordan, que retornam à cidade natal buscando um novo começo. Só que, como o nome promete, a paz dura pouco. O que começa como recomeço vai virando um pesadelo, com suspense psicológico e aquele clima que te deixa com vontade de conferir a porta mesmo sabendo que já fechou.

A crítica cravou 97% e o público foi ainda mais entusiasmado, com 96%. Além disso, o longa recebeu 16 indicações ao Oscar, um recorde histórico, vencendo quatro. Isso explica por que o filme não é terror “só de susto”: ele tem construção de imagem, direção sólida e roteiro que sabe dosar o medo.

Se você quer alternar terror com drama e thriller na mesma semana, esse é o título que fecha a maratona com gosto de “mais um e acabou”. Spoiler: quase nunca acaba.

Quantos desses você aguenta maratonar sem pausa?

Agora a parte boa: dá para montar uma trilha que combina com seu humor. Quer tensão de espionagem? Os Infiltrados. Quer intensidade emocional com trilha que te puxa pra dentro? Whiplash. Quer rir com caos e amizade à prova de despejo? Um Dia Daqueles. E quando o dia pede medo com qualidade, Pecadores entra como decisão óbvia.

Se a HBO Max continuar trazendo catálogo assim, o risco não é de você não encontrar filme. O risco é ficar viciado em qualidade e virar o chato do grupo que só recomenda coisa “que realmente presta”. E, sinceramente? A galera merece.

Referência geral sobre o universo de premiações: site oficial da Academia.

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