Janela de Cinema do Recife prepara cinco dias de sessões no Cinema São Luiz, com 31 filmes e uma programação que mistura novidades e clássicos.
- Um festival para vários gostos
- Os títulos que já chamam atenção
- Clássicos e cinema pernambucano
- Ingressos e programação
- Cinco dias no São Luiz
Um festival para vários gostos
A 17ª edição do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife acontece de 28 de outubro a 1º de novembro, no Cinema São Luiz. São 31 obras selecionadas, entre longas e curtas-metragens nacionais e internacionais, além de uma série. É uma programação com espaço para descobertas, reencontros e, claro, aquela discussão pós-sessão que começa na calçada e só termina no jantar.
A curadoria é assinada pelo cineasta Kleber Mendonça Filho e pelo crítico e pesquisador Pedro Azevedo Moreira. Kleber também participa do evento como diretor: seu curta-metragem Sul de Teerã será exibido durante o festival. Para quem acompanha o cinema pernambucano, essa presença já dá um motivo extra para prestar atenção à seleção.
Os títulos que já chamam atenção
Entre os filmes em destaque está Tudo Pode Ser Visto, documentário de Nathan Fielder e Lance Oppenheim. A seleção também inclui Club Kid, dirigido por Jordan Firstman, e Tigre de Papel, de James Gray. São nomes e propostas diferentes, o que ajuda a dar à mostra uma cara menos previsível do que uma sequência de títulos escolhidos só para agradar a um único tipo de cinéfilo.
Outro filme anunciado é Era uma Vez no Harlem, de William Greaves e David Greaves. A variedade do recorte é justamente um dos pontos interessantes aqui: há produções recentes ao lado de obras de outras épocas, em uma programação que pode levar o público a sair da sessão com um nome novo na lista de diretores para acompanhar.
Clássicos e cinema pernambucano
O festival também aposta em títulos que ganham força na tela grande. Entre eles está a restauração de Os Demônios, clássico de Ken Russell lançado em 1971. A seleção inclui ainda A Dama de Xangai, de Orson Welles, filme de 1947 que volta a encontrar o público em uma sala de cinema. Clássicos assim não são só peças de museu: vistos coletivamente, podem soar bem mais vivos do que numa sessão solitária em casa.
Da produção pernambucana, aparece Luciana, a Comerciária, filme de 1976 dirigido por Mozart Cintra. Já Yellow Cake, de Tiago Melo, é apresentado como um dos destaques brasileiros da programação. A combinação entre obras locais, nacionais e internacionais é um bom lembrete de que festival também serve para ampliar o mapa, não apenas para correr atrás do lançamento mais comentado.
Ingressos e programação
A lista completa de filmes com os horários das sessões será divulgada na segunda-feira, 26 de outubro, pelo Instagram oficial do festival. Vale acompanhar a atualização antes de montar o roteiro, especialmente porque a seleção tem 31 obras e o evento acontece em apenas cinco dias.
Os ingressos antecipados começam a ser vendidos em 26 de outubro, pelo perfil do Cinema São Luiz ou pelo site Ingressos Fundarpe. A entrada custa R$ 10, com meia-entrada a R$ 5. Quem preferir comprar presencialmente poderá procurar a bilheteria, que abre uma hora antes do início de cada sessão.
Cinco dias no São Luiz
Com títulos contemporâneos, filmes restaurados e uma obra pernambucana de 1976, a 17ª Janela promete uma programação variada sem depender de um único chamariz. O Cinema São Luiz recebe o festival entre 28 de outubro e 1º de novembro, e a divulgação dos horários deve ajudar o público a escolher entre as sessões.
Se você está no Recife, vale reservar um tempo para olhar a grade assim que ela sair. Entre Club Kid, Yellow Cake, Os Demônios e os outros títulos anunciados, há bons motivos para trocar uma noite de streaming por uma sala cheia. A tela grande ainda tem esse pequeno superpoder: fazer um filme virar conversa.
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