Judi Dench em A Batalha de Riddick: flores, claro

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Judi Dench em A Batalha de Riddick começou com um buquê tão gigantesco que nem cabia no camarim. Vin Diesel chegou preparado para impressionar.

Um buquê de outro mundo

Convencer uma atriz do calibre de Judi Dench a entrar numa aventura espacial pede um argumento forte. Vin Diesel, ao que tudo indica, decidiu que flores em escala de nave-mãe seriam um bom começo. A lembrança foi compartilhada pela atriz em seu novo livro de memórias, Is It Too Late to Make a Run for It?, escrito em parceria com Brendan O’Hea.

Segundo o relato, Diesel enviou o arranjo antes de visitá-la no Haymarket Theatre, em Londres. O buquê era tão grande que a equipe não conseguiu levá-lo até o camarim pelas escadas: a solução foi deixá-lo na entrada dos artistas. Dench descreveu o tamanho com uma comparação bem pouco discreta: tinha mais ou menos o comprimento e a largura de um caiaque.

A atriz brincou que, diante de um presente daqueles, era difícil dizer não. Também se chamou de “barata” e “fácil demais de conquistar”. É uma tirada ótima, mas não precisa virar tese sobre negociação em Hollywood: o episódio é, antes de tudo, uma memória divertida de bastidores. A história foi repercutida pela Variety.

O convite no teatro

Depois do gesto floral, Diesel foi pessoalmente ao teatro para perguntar se Dench toparia participar de A Batalha de Riddick, lançado em 2004 e dirigido por David Twohy. O ator também produziu o longa, que levou o universo de Eclipse Mortal para uma escala maior, com Riddick enfrentando uma ameaça intergaláctica.

O detalhe curioso é o contraste: de um lado, uma produção de ficção científica cheia de batalhas e mundos alienígenas; do outro, um convite feito com a delicadeza de quem aparece com um jardim inteiro debaixo do braço. Diesel não mandou só flores. Mandou flores que quase precisavam de uma equipe de transporte própria.

Quem era Aereon?

No filme, Dench interpreta Aereon, uma embaixadora alienígena que cruza o caminho de Richard B. Riddick, personagem vivido por Diesel. Ela ajuda o protagonista em sua jornada e ocupa um lugar importante na trama, que amplia a mitologia da franquia para além da sobrevivência brutal vista no primeiro longa.

O elenco também reúne Thandiwe Newton, Karl Urban, Colm Feore e Alexa Davalos. É um conjunto de nomes respeitável para uma aventura que mistura ação, ficção científica e disputa de poder. E Dench traz justamente o tipo de presença que faz uma figura política alienígena parecer alguém com história própria, não apenas uma personagem criada para explicar o mapa da galáxia.

Mesmo sendo lembrada por papéis em dramas e produções históricas, a atriz já mostrou que pode passear por gêneros diferentes sem perder a imponência. Em Riddick, sua participação ajuda a dar peso a um universo que, convenhamos, tem bastante músculo e pouca cerimônia.

Presentes que abrem portas

O buquê não foi a única lembrança de Dench sobre convites acompanhados de agrados. Ela também contou que Kenneth Branagh lhe deu um lenço bordado com as iniciais de sua personagem ao chamá-la para Assassinato no Expresso do Oriente, de 2017. Dench disse que ele sabia que o presente poderia fazê-la aceitar e completou que faria qualquer coisa por Branagh.

Não dá para afirmar que flores ou lenços garantem um “sim” em Hollywood. Mas, pelo menos nas histórias de Dench, um presente pensado com carinho pode tornar o convite mais memorável. No caso de Diesel, a estratégia veio em tamanho de caiaque. E, pelo visto, funcionou: Aereon entrou para a saga de Riddick e ganhou um lugar curioso na carreira de uma atriz que nunca precisou ficar presa a um único tipo de papel.

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