Lanternas chega na HBO Max e dá aquela esperança pro novo universo da DC, mas já tem muita produção que não saiu do papel. Spoiler geek: nem tudo o que James Gunn planejou vingou.
- Antes do brilho: por que tanto projeto travou
- O projeto secreto que o próprio Gunn cortou
- Monstro do Pântano e Sargento Rock: dois casos bem diferentes
- The Authority ficou pelo caminho, mas personagens podem voltar
- E agora, o que isso diz sobre a DC?
Antes do brilho: por que tanto projeto travou
Às vésperas da estreia de Lanternas, a DC tenta reorganizar o tabuleiro depois de mudanças gigantes. Desde que James Gunn assumiu o comando, a ideia era ter um universo mais coeso, com planos claros e execuções certeiras. Só que, como em qualquer campanha de RPG com GM meticuloso, nem todo NPC vira protagonista.
Na prática, vários filmes e séries entraram no radar com elenco, roteiro e até diretor definidos, mas foram perdendo força por motivos bem “industria cinematográfica”: problemas de roteiro, conflitos de agenda, dificuldades de produção e, principalmente, mudanças de direção no que encaixava (ou não) nos planos do universo.
E isso importa porque a gente não assiste só o que vem. A gente também lê o que não chegou. E, nesses “engavetados”, dá para sentir o estilo do Gunn: ele não quer enchimento. Se não funciona, ele corta.
O projeto secreto que o próprio Gunn cortou
Entre os cancelamentos mais curiosos, tem um longa “secreto” que teve sinal verde, com roteirista e diretor ligados ao desenvolvimento. Em entrevista, Gunn explicou que diferentes versões do roteiro não atingiram o nível esperado.
O detalhe é o jeito da decisão: em vez de empurrar com a barriga ou esperar “dar sorte” no set, ele encerrou a produção para não transformar um projeto que não acredita em produto final. O risco aqui é óbvio: pode existir material bom no caminho, mas a execução final precisa ser do tipo que encaixa na visão do universo, não só na empolgação do momento.
Isso reforça por que tantos fãs ficam atentos a cada anúncio. Qualquer detalhe vira pista: se não “bate” com o plano macro, a DC pode simplesmente dizer “não é agora”.
Monstro do Pântano e Sargento Rock: dois casos bem diferentes
Monstro do Pântano foi anunciado em 2023 como parte do arco Deuses e Monstros. A proposta era bem específica: terror gótico, clima pesado e energia que foge do padrão “super-herói uniforme”. A direção poderia ficar com James Mangold, de Logan (2017), o que já deixava a expectativa lá em cima.
O problema foi a falta de tração. Mangold seguiu para outros projetos, e o filme entrou num hiato prolongado. Traduzindo: pode ser retomado, mas, no momento, parece estacionado. Pra um universo que tenta ser consistente, pausas longas viram um tipo de “cancelamento silencioso”.
Já Sargento Rock puxava para o lado guerra e mistério, com a busca da Lança do Destino antes dos nazistas. O filme teve ecos fortes: Colin Farrell chegou a negociar para liderar depois da saída de Daniel Craig, enquanto Justin Kuritzkes atuava no roteiro.
O que travou foi outra coisa: locações. Ajustes de agenda, atrasos e mudanças de direção pesaram. Luca Guadagnino também saiu da produção, e aí o projeto ficou sem diretor e sem movimento. É aquele tipo de situação que, sinceramente, faz qualquer fã torcer para “voltar um dia”, mas sem garantia.
The Authority ficou pelo caminho, mas personagens podem voltar
Se existe uma baixa mais chamativa, é The Authority. O filme prometia um time de heróis com métodos mais violentos e radicais, com cara de “militarismo de superpoder”, bem diferente do que a DC costuma vender no mainstream. O projeto entrou no arco Deuses e Monstros, e Jeremy Slater foi anunciado como roteirista.
Depois, a história virou pausa estratégica. Gunn afirmou que o filme foi colocado em segundo plano e, mais tarde, confirmou que The Authority não estava mais em desenvolvimento ativo por não se encaixar nos planos atuais. Ou seja: não é necessariamente um “morreu”, é mais “não está na linha do que a DC quer construir agora”.
Mas aqui vem a parte gostosa de nerd pragmático: isso não significa que tudo acabou. A Engenheira (María Gabriela de Faría), integrante da Authority nos quadrinhos, já apareceu em Superman. Então existe a chance de a DC reaproveitar membros, sem necessariamente fazer o filme do jeito original.
Lanternas vai suavizar esse histórico ou a DC ainda vai cortar mais?
No fim, a sensação é bem “continua a campanha”: Lanternas chega para ampliar uma franquia que já vem sendo preparada, mas o histórico de engavetados mostra que a DC não vai hesitar em cortar o que não serve. E você: acha que essa limpeza é sinal de foco, ou só mais um capítulo da DC desistindo do que prometeu?
Referência sobre o universo cinematográfico da DC (Wikipédia)
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