Man of Tomorrow vai mostrar um Lex Luthor diferente, segundo Nicholas Hoult, sem transformar o vilão em herói.
- Um Lex em novos territórios
- Uma aliança com prazo de validade?
- Armadura, Brainiac e mais pressão
- O que esperar da sequência
Um Lex em novos territórios
Nicholas Hoult está de volta como Lex Luthor em Man of Tomorrow, e a promessa é que o personagem não fique apenas repetindo a fórmula do primeiro filme. Em entrevista ao Entertainment Tonight, o ator descreveu o novo Lex como alguém que vai por caminhos inesperados. A mudança, pelo jeito, está menos em abandonar quem ele é e mais em colocá-lo diante de situações que ainda não vimos.
No Superman de 2025, Lex foi movido por uma obsessão feroz pelo Homem de Aço. O desprezo pelo herói levou o bilionário a atitudes extremas, deixando claro que sua rivalidade não era uma simples disputa de ego. Hoult reconhece que essa base já foi estabelecida e diz estar animado para explorar outros lados do personagem ao lado de James Gunn.
Isso não significa que teremos uma redenção relâmpago. Lex não precisa virar um sujeito gentil para surpreender: basta que seus interesses entrem em choque com os de Superman de um jeito novo. O melhor cenário é aquele em que ele continua sendo inteligente, orgulhoso e perigosamente convencido de que está no controle, mesmo quando a situação prova o contrário.
Uma aliança com prazo de validade?
A trama coloca Superman e Lex trabalhando juntos para enfrentar uma ameaça ao planeta. Sim, é o tipo de parceria que parece ter sido negociada com uma mão no aperto e a outra procurando uma saída de emergência. Para Clark, salvar o mundo vem primeiro. Para Lex, é difícil imaginar que a oportunidade de usar essa situação a seu favor passe despercebida.
Essa dinâmica pode ser o grande motor do filme. Em vez de repetir o confronto direto entre os dois, a sequência tem espaço para brincar com desconfiança, objetivos diferentes e aquela pergunta básica: até quando cada um vai tolerar o outro? Lex pode ajudar porque precisa, porque enxerga uma vantagem ou porque não aceita que outra pessoa resolva uma crise antes dele. Qualquer uma dessas opções combina com o personagem.
Também é uma chance de deixar a relação entre os protagonistas mais interessante sem apagar o que já aconteceu. Uma aliança não apaga o ódio, assim como uma conversa civilizada não transforma automaticamente dois rivais em amigos. Se Gunn mantiver essa tensão acesa, a parceria pode ser mais divertida do que uma sequência inteira de socos.
Armadura, Brainiac e mais pressão
A ameaça que força essa colaboração é Brainiac, interpretado por Lars Eidinger. O vilão é uma inteligência artificial poderosa e, em algumas histórias dos quadrinhos, está ligado à destruição de Krypton. É um adversário que pode colocar em jogo muito mais do que uma rivalidade pessoal, o que dá à história uma escala maior sem tirar o foco da relação entre Superman e Lex.
E tem outro detalhe que os fãs dos quadrinhos estavam esperando: Lex finalmente vai usar sua armadura verde em um filme live-action. O equipamento é a resposta tecnológica do vilão à força quase impossível do Superman. Não é exatamente uma disputa justa, mas, convenhamos, Lex nunca foi conhecido por aceitar que o outro lado tenha vantagem.
A armadura também ajuda a marcar a diferença entre os dois filmes. No primeiro, Lex atacava principalmente com influência, inteligência e manipulação. Agora, pode entrar pessoalmente na briga, enquanto Brainiac aumenta a pressão sobre os dois. É uma combinação que dá ao personagem uma nova função na trama, sem obrigar o roteiro a fingir que ele virou outra pessoa.
O que esperar da sequência
David Corenswet retorna como Clark Kent, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Hoult como Lex. A expectativa é que também voltem os integrantes da chamada Gangue da Justiça: Nathan Fillion como Lanterna Verde, Isabela Merced como Mulher-Gavião, Edi Gathegi como Senhor Incrível e Anthony Carrigan como Metamorfo.
Com James Gunn novamente na direção e no roteiro, Man of Tomorrow tem uma boa oportunidade de expandir esse universo sem tratar cada personagem como peça de uma fila para a próxima cena de ação. O próprio comentário de Hoult aponta para uma mudança de dinâmica entre os personagens, mas ainda não entrega exatamente como ela vai funcionar. Melhor assim: algumas surpresas ficam mais saborosas quando o trailer não explica tudo.
A sequência de Superman chega aos cinemas brasileiros em 8 de julho de 2027, exatamente dois anos após o lançamento do filme anterior. Até lá, a pergunta que fica não é se Lex vai gostar de trabalhar com Superman. É quanto tempo ele vai conseguir fingir que essa parceria é uma decisão racional, e não mais uma chance de provar que é o homem mais inteligente da sala.
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