Mera×Death: Monster Strike troca monstros por romance

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Mera×Death muda o rumo de Monster Strike com uma história de amor entre um rapaz e a própria Morte.

Uma virada de tom para Monster Strike

Monster Strike passou anos construindo sua identidade em torno de monstros, confrontos grandiosos e aventuras ligadas ao jogo mobile da MIXI. Agora, a franquia vai testar uma ideia bem diferente: em vez de colocar criaturas gigantes no centro da ação, vai contar uma história de amor entre um rapaz e a própria Morte.

O novo anime se chama Mera×Death: Shinigami to Boku no Ijō na Koi, título que pode ser traduzido como “Mera×Death: O Amor Estranho Entre Mim e o Deus da Morte”. A premissa já deixa claro que a produção não pretende seguir a fórmula habitual da série. E, convenhamos, trocar uma batalha contra monstros por um romance com a Morte é uma mudança de rota e tanto.

A MIXI confirmou o projeto neste domingo, acompanhado de um vídeo promocional e de uma imagem principal. Por enquanto, os detalhes divulgados se concentram no conceito, na data de estreia e na equipe. O mistério em torno da relação entre os protagonistas pode ser justamente o que fará a curiosidade falar mais alto.

Quando estreia e quem está na equipe

Mera×Death estreia no Japão em 5 de janeiro de 2027. A exibição está prevista para a TOKYO MX e outras dez emissoras, além de plataformas de streaming. A produção ainda não especificou quais serviços vão receber a série, então, por enquanto, não dá para cravar onde o público de fora do Japão poderá assistir.

A direção é de Kenta Kushitani, que já trabalhou em episódios de Birdie Wing -Golf Girls’ Story-, Shangri-La Frontier e Kaiju No. 8. O anime será produzido pelos estúdios Qzil.la e keel, combinação que reúne profissionais com experiência em projetos de animação e sequências de abertura.

Daisuke Ōhigashi, ligado a Fate/strange Fake, supervisiona e escreve os guiões. Tadashi Sakazaki assina o design de personagens, enquanto a música ficará por conta de Masaru Yokoyama, Kana Hashiguchi e Natsuki Hamada. É uma equipe com nomes que já passaram por produções bem diferentes, algo que combina com a proposta de sair do caminho mais previsível.

Um romance com a Morte no centro

Uma história romântica envolvendo a personificação da Morte não é exatamente um território desconhecido para a ficção, mas o contexto de Monster Strike dá outra camada à aposta. A franquia costuma ser associada a ação e criaturas fantásticas; agora, a pergunta é se consegue usar esse universo para sustentar uma narrativa mais íntima e emocional.

O título japonês chama a relação de “estranha”, o que sugere que o anime não quer vender um romance convencional. Ainda não foram revelados detalhes suficientes para saber como os protagonistas se conhecem ou quais obstáculos vão enfrentar. Melhor assim: deixar espaço para a série apresentar suas próprias surpresas, em vez de entregar tudo antes da estreia.

Se a produção equilibrar humor, fantasia e sentimento, pode conquistar também quem nunca abriu o jogo. Nem toda adaptação precisa funcionar como vitrine de batalhas. Às vezes, uma mudança de gênero bem pensada é o que impede uma franquia de ficar presa à própria fórmula.

O legado animado da franquia

O jogo mobile de Monster Strike chegou ao Japão em 2013 e, desde então, a marca acumulou uma trajetória considerável na animação. A primeira série, lançada online em 2015, teve 52 episódios. Depois vieram novas temporadas, arcos centrados em personagens como Arthur, Lucifer e Solomon, além de End of the World, que encerrou uma das fases da produção para o YouTube em 2019.

A franquia também experimentou formatos diferentes. Em 2020, o especial Hareruya: Unmei no Sentaku permitiu que o público escolhesse entre duas opções para decidir o final dos últimos dez minutos. Já Monster Strike: Deadverse Reloaded, lançada em 2025, foi a primeira série da marca a estrear diretamente na televisão.

No cinema, a marca ganhou três filmes, entre eles Monster Strike The Movie, Sora no Kanata e Lucifer: Dawn of Despair. Portanto, Mera×Death não chega para preencher um vazio: chega depois de uma década de experimentação, mas com uma proposta que se afasta bastante do repertório mais conhecido.

Uma aposta que pode surpreender

O maior desafio de Mera×Death será fazer o romance parecer essencial, e não apenas uma ideia curiosa usada para chamar atenção. Com um protagonista ligado à Morte, existe espaço para explorar temas como despedida, tempo e o valor dos encontros, mas o anime ainda precisa transformar essa premissa em personagens que deem vontade de acompanhar.

Por outro lado, a mudança pode ser exatamente o fôlego de que uma franquia longa precisa. Monster Strike já mostrou monstros, filmes, especiais interativos e histórias para diferentes formatos. Agora, vai descobrir se também consegue fazer o público torcer por um casal improvável. Em janeiro de 2027, saberemos se essa paixão tem química ou se a Morte vai roubar a cena por motivos bem mais literais.

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