Mercado de jogos usados movimentou cerca de US$ 7,2 bilhões em 2025 e isso muda o jogo para quem coleciona mídia física e para quem acha que tudo vai ser só digital.
- O nugget dos usados: US$ 7,2 bi em 2025
- Por que isso vai além do colecionismo
- PlayStation e o efeito dominó da mídia física
- Preservação, controle e o custo bilionário do ecossistema
- O que acontece com os usados quando o disco some?
O nugget dos usados: US$ 7,2 bi em 2025
Uma análise do Data Intelo aponta que o mercado de jogos usados movimentou cerca de US$ 7,2 bilhões ao longo de 2025. E tem mais: o estudo prevê crescimento de 7,5% ao ano até 2034, quando o valor pode chegar a US$ 13,8 bilhões.
Agora segura essa: mais de 38% das transações de video games nos Estados Unidos ao longo do último ano envolveram um game usado. Isso vale para plataformas atuais e também para títulos retrô como NES, Genesis e PlayStation 1.
Por que isso vai além do colecionismo
Sim, colecionador é movido a nostalgia e cheirinho de plástico. Mas os números sugerem algo maior: o usado funciona como uma porta de entrada para quem quer baixar custo, experimentar jogos sem bancar preço cheio e, claro, montar biblioteca para revisitar clássicos.
Outro detalhe que impressiona: jogos de console representam 42,3% de todas as movimentações de segunda mão. PC aparece em segundo lugar com 31,8%, e portáteis fecham em 25,9%. Ou seja, é um ecossistema inteiro, não um nicho só de “caçadores de relíquia”.
PlayStation e o efeito dominó da mídia física
O tema fica ainda mais quente com o anúncio da PlayStation de encerrar a fabricação de mídias físicas. A partir de 2028, a Sony deve passar a distribuir jogos apenas em formato digital, seguindo a tendência de abandonar discos no longo prazo.
Na prática, isso pode mexer direto na oferta de usados, já que o mercado vive de reposição: menos mídia física fabricada, mais raridade de unidades novas e, consequentemente, pressão em preços no mercado secundário. Para referência de cenário de distribuição e histórico de políticas, vale olhar também a página sobre a PlayStation no Wikipedia.
Preservação, controle e o custo bilionário do ecossistema
O impacto não é só financeiro. Também aparece um alerta bem “nerd raiz”: preservação de software e controle de comercialização. Quando a distribuição passa a ser totalmente digital, a dependência de plataformas aumenta e a liberdade do usuário diminui, especialmente em operações tradicionais de troca e venda.
Por outro lado, a decisão da Sony não significa que todo mundo vai seguir igual na velocidade de um carregamento instantâneo. Empresas podem adotar caminhos diferentes, e o ecossistema de usados tende a encontrar novas formas de existir. Só que a pergunta é: vai ser mais “mercado orgânico” ou mais “tudo sob guarda do ecossistema”? Para entender a lógica do mercado secundário, a discussão sobre usados e preservação costuma ser ligada a empresas como a GameStop, que já comentou sobre o assunto em análises públicas da indústria.
Se você curte esse tema, também dá para acompanhar com contexto em reportagens recentes do setor, porque a tendência mexe com o futuro do colecionismo e com a forma como jogos envelhecem.
O que acontece com os usados quando o disco some?
Se em breve a mídia física virar coisa de arquivo de museu, o mercado de jogos usados vai se adaptar ou vai perder a base? Porque, no fim, o usado não é só “baratinho”: é parte da cultura gamer e do jeito que a gente mantém os jogos vivos. Qual seu palpite: digital mata o usado ou só muda o formato da briga?
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