Once, novo filme de Pablo Larraín sobre o Golpe do Chile

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Golpe de Estado do Chile vai virar filme com a ajuda de Pablo Larraín, e a Netflix entra no jogo com Once.

O que é Once e por que o título é tão “nerd”

Segundo o jornal chileno La Tercera, o próximo filme de Pablo Larraín para a Netflix se chama Once. Sim, esse título vem da pronúncia espanhola do número 11, e já dá pra sentir que o projeto tem uma pegada bem específica: simbologia, precisão e uma narrativa que não vem “solta” por aí.

A ideia do longa gira em torno do Golpe de Estado do Chile de 1973, aquele momento em que tudo parece desabar de uma vez. E, no pacote, a trama promete focar no que acontece imediatamente após o golpe, com imagens e acontecimentos que deixam a história com cara de pesadelo acordado.

11 histórias conectadas em 18 horas de caos

A estrutura narrativa do filme, de acordo com o que foi divulgado, segue 11 histórias entrelaçadas, construídas ao redor do golpe militar no Chile ocorrido em 11 de setembro de 1973. A linha do tempo fica concentrada em um período curtíssimo, mas denso: as 18 horas que vêm depois do golpe. É basicamente o tipo de recorte que deixa o espectador sem espaço para respirar.

Dentro desse intervalo, o longa deve mostrar o caos e as consequências que surgiram logo na sequência dos eventos. Um dos pontos citados é o bombardeamento do Palácio de La Moneda, além do assassinato do presidente Salvador Allende. Ou seja: não é “um período histórico qualquer”. É o coração duro do que aconteceu quando a política virou guerra, e a guerra virou rotina.

Também rola aquela sensação de que o filme vai apostar em múltiplas perspectivas para montar o tabuleiro. É como se cada personagem fosse uma peça e, juntas, elas explicassem o tabuleiro inteiro. Um clima bem “crossover” de destinos, só que com gravidade.

Elenco e equipe: quem está por trás da pancadaria emocional

O elenco do projeto já traz nomes relevantes do cinema chileno. Estão na lista Alfredo Castro, Marcelo Alonso, Octavia Bernasconi, Roberto Farías, Fernanda Finterbusch, Alejandro Goic, Camila Milenka, Valentina Muhr, Marcial Tagle e Lukas Vergara. Traduzindo: tem gente experiente pra carregar cenas pesadas sem virar caricatura.

Na parte técnica, outro nome chama atenção: Rodrigo Prieto. Ele é conhecido pelo trabalho com Martin Scorsese em filmes como O Lobo de Wall Street, Silêncio, O Irlandês e Assassinos da Lua das Flores. Se esse time já fez imagem ganhar vida antes, imagina o que pode rolar em um drama histórico que precisa de atmosfera, textura e impacto visual. O que promete é cinematografia que não poupa.

E aqui tem um detalhe legal: Larraín costuma ser cirúrgico com linguagem. Então a fotografia tende a funcionar como ferramenta de narrativa, não como “enfeite”. Vai ser história com peso de imagem.

Produção no segundo semestre: quando a gente vai assistir?

O filme Once é descrito como uma produção de guerra e deve ter o início da produção principal no segundo semestre. O problema é que, por enquanto, não há previsão de lançamento. Então a gente fica naquela espera que é meio inevitável: a ansiedade cresce, as teorias também, e a galera vai acompanhando cada detalhe como se estivesse caçando easter egg.

Como a história se passa em um período concentrado e gira em torno de 11 de setembro, a expectativa é que o ritmo do filme seja tenso, quase claustrofóbico. E, com um título que já entrega a referência, dá pra imaginar que até a forma como as histórias se cruzam deve ter “design”, no sentido de planejamento mesmo, não só coincidência.

Entre elenco forte, direção de Pablo Larraín e fotografia de Rodrigo Prieto, a chance de Once virar assunto é alta. Mesmo sem data, ele já chega com o tipo de promessa que faz a gente pensar: “ok, isso aqui vai doer”.

E aí, Larraín vai transformar história em golpe na alma?

Se a proposta se confirmar como a estrutura descrita, Once pode ser aquele filme que mistura precisão histórica com uma montagem emocional bem afiada. O Golpe de Estado do Chile de 1973 tem tudo para ser abordado não só como evento, mas como ruptura total, com consequências que ecoam por dentro das pessoas. E, quando é o Larraín que pega na tesoura, a sensação é que a história não vai ficar parada na prateleira. Vai mexer.

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