Orbitals chega com um trailer de jogabilidade que mete logo na cabeça: é quase It Takes Two, só que com estética anime retro e espaço no meio. E sim, a curiosidade já tá em modo turbo.
- Do que é que a gente tá a falar com “Orbitals”?
- Co-op de dois jogadores, sem desculpa
- Unreal Engine 5 e cenários que parecem “saídos” do anime
- Switch 2 e o truque do Joy-Con 2 (e GameShare)
- Porque é que isso faz pensar em Pragmata e afins
Do que é que a gente tá a falar com “Orbitals”?
Orbitals é um exclusivo do Nintendo Switch 2 da Shapefarm, estúdio japonês sediado em Tóquio, e o jogo pega numa fórmula bem conhecida para criar outra coisa no mesmo espírito: uma aventura cooperativa para dois. Só que aqui o cenário é espacial e a vibe é “anime retro” com toque sci-fi, tipo quando a gente vê um episódio especial e pensa: “ok, isto é canon”.
No trailer, acompanhamos Maki e Omura a viajarem pelas estrelas para salvar a casa de uma tempestade cósmica perigosa. O que interessa não é só o plot, é o sentimento de “estamos a fazer coisas juntos” em etapas diferentes. E sim, a sensação geral é a de estar a ver um jogo construído para coop, não só para deixar duas pessoas apertarem botões.
Os criadores também destacam o uso do Unreal Engine 5 para vários locais do jogo. Traduzindo: os cenários parecem ter aquela ambição visual que faz o jogador parar um segundo e pensar se não é tudo demasiado bonito para ser real. E quando a apresentação tem essa confiança, geralmente a jogabilidade vem acompanhada.
Co-op de dois jogadores, sem desculpa
A primeira grande comparação que nasce aqui é inevitável: It Takes Two. Não porque o jogo seja igual, mas porque a ideia central bate certo. Orbitals foi desenhado para a dupla se complementar, o que normalmente significa mecânicas que obrigam colaboração. Em jogos desse tipo, a graça é quando um jogador “desbloqueia” uma solução e o outro dá continuidade, criando aquele ritmo de equipa que dá gosto.
Além disso, quando um jogo faz a narrativa depender do duo e não de “dois controladores ao acaso”, ele tende a ter melhor pacing. Ou seja: a coop deixa de ser só um modo extra e vira parte do próprio design. E num exclusivo do Switch 2, isso é particularmente esperto, porque a plataforma já vive muito de partidas rápidas, encontros em casa e sessões que são quase sociais.
Se a Shapefarm conseguir manter essa estrutura consistente até ao fim, Orbitals pode acabar naquele nicho delicioso de “jogo que toda a gente recomenda” quando vai lá a casa. Aquelas conversas de grupo no Discord começam com “tem de jogar este” e acabam com uma maratona.
Unreal Engine 5 e cenários que parecem “saídos” do anime
Outro ponto que chama atenção é a forma como a direção criativa e o jogo parecem conversar com o visual. A equipa mencionada no trailer destaca trabalho em locais feitos no Unreal Engine 5, e isso normalmente dá dois resultados: mais detalhe no ambiente e efeitos que ajudam a vender o mundo.
Orbitals usa a estética anime retro como casca, mas por baixo dá para sentir a preocupação com atmosfera. Espaço, luzes, caminhos e transições em movimento. Quando tens um visual assim, a jogabilidade precisa de estar à altura porque qualquer fricção aparece mais. A boa notícia é que a apresentação foca em ação e progressão, então não parece um jogo parado a “vender estilo”.
E, falando de estilo, a comparação com outros títulos que mexeram com expectativas de forma estranha é inevitável. Às vezes, a forma como a gente vê um jogo no primeiro trailer já diz muito sobre o que ele quer ser: um “sonho” ambicioso ou uma ideia madura. Orbitals pelo menos está a apostar na maturidade visual desde o começo.
Switch 2 e o truque do Joy-Con 2 (e GameShare)
Como exclusivo Switch 2, Orbitals aproveita um dos argumentos mais legais da plataforma: jogar em coop local com o Joy-Con 2 e ainda assim facilitar a vida de quem quer chamar um amigo sem complicações.
Segundo a informação revelada, dá para usar um só Joy-Con 2 para dar o outro a um amigo e jogar em ecrã dividido. E para quem não está no mesmo espaço, existe também GameShare, que permite partilhar o jogo com outra Switch 2 ou até com uma Nintendo Switch. Isso é aquele tipo de solução que reduz barreiras. Não é só “jogo para multiplayer”, é “jogo que funciona quando a vida atrapalha”.
Se isto vier bem implementado, Orbitals pode ser aquele lançamento que mantém a conversa ativa durante semanas. Porque, convenhamos, muita gente quer coop, mas odeia logística.
Porque é que isso faz pensar em Pragmata e afins
Quando eu vejo um jogo promissor com estética muito marcada e ambição técnica, eu penso logo em como a indústria já tentou coisas parecidas. Por exemplo, Pragmata ficou na memória de muita gente exatamente por causar expectativas gigantes. Não é comparação direta, mas é o mesmo efeito: o trailer gera vontade de acreditar e também gera curiosidade sobre execução. Se Orbitals acertar no “meio”, pode ser uma daquelas surpresas positivas.
Orbitals também lembra o espírito bizarro e curioso de algumas experiências japonesas que pegam numa premissa simples e viram uma viagem absurda. E aqui a premissa é espaço e tempestade cósmica, com um duo humano a navegar o caos. É aquele tipo de história que fica no teu feed e não sai, porque tem cara de “história com personalidade”.
Para quem acompanha releases, o ideal é esperar por mais gameplay e entender o loop. Mas, sinceramente? O trailer já fez o trabalho: mostrou a intenção de fazer um coop com identidade, e isso no Switch 2 é quase ouro.
Se quiseres contextualizar o que a Unreal Engine 5 permite em termos de produção e ambientes, vale a pena dar uma olhada. Ajuda a perceber porque é que tantos jogos hoje conseguem apresentar mundos tão cheios.
Vai ser o próximo jogo “chama o amigo e bora”?
Orbitals está a chegar com um trailer de jogabilidade que prende logo pela combinação: coop para dois, estética anime retro e viagem espacial, com a cereja de ser exclusivo do Nintendo Switch 2 e ainda apostar em local dividido e GameShare. Se a Shapefarm mantiver a energia e transformar a ideia em mecânicas memoráveis, pode mesmo entrar naquela lista mental dos jogos que viram evento. E aí, meu amigo, a tempestade cósmica é só desculpa. O verdadeiro perigo é a gente ficar viciado.
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