Pluribus está na Apple TV e ainda assim eu demorei uma eternidade para assistir. E sim: eu também sou do time que não curte Breaking Bad (não joguem pedras, rsrs), mesmo com o mesmo criador, Vince Gilligan. Spoiler: a série tem muito mérito, mas não é “amor imediato”.
- Contexto rápido: por que Pluribus parece um “Bad” só que ao contrário
- O que funciona de verdade em Pluribus (spoiler: não é só hype)
- O que me perdeu no caminho: ritmo, fala demais e aquele sono sneaky
- Para quem Pluribus faz sentido e para quem é cilada
- Pluribus na Apple TV: você aguenta o estilo de Vince Gilligan?
Contexto rápido: por que Pluribus parece um “Bad” só que ao contrário
Num mundo dominado por uma felicidade quase obrigatória, a escritora Carol Sturka é uma das poucas “imunes ao vírus” que transformou a população em uma massa de positividade automática. Os chamados “Outros” existem como exceção, enquanto a sociedade corre atrás do mínimo de desconforto possível, como se fosse um filtro do Instagram permanente.
E aí entra o núcleo da história: 12 indivíduos impassíveis e um grupo instável de resistências. Carol se recusa a assimilar a nova ordem mundial, e o drama nasce daí. Não tem “monstrinho verde” e naves espaciais do nada. A série aposta na sugestão, no desconforto e em uma paranoia bem mais psicológica do que visual.
O que funciona de verdade em Pluribus (spoiler: não é só hype)
Vamos falar do óbvio, que às vezes também é o que mais convence: Rhea Seehorn. Ela está insuportável, no sentido bom. Totalmente convincente no papel principal, com aquela habilidade de deixar o personagem com peso mesmo quando ele não “explica tudo”. E a cereja do bolo é que dá para se identificar com a Carol em vários momentos, mesmo discordando da raiva dela.
A série também acerta bastante na atmosfera: trilha sonora que gruda, fotografia bonita e uma sensação constante de que tem alguma coisa fora do lugar. Em ficção científica, isso é ouro, porque o medo não precisa gritar para ser sentido. Inclusive, tem uma cena com um cabritinho no último episódio que foi daquele tipo que corta o coração sem pedir licença.
O que me perdeu no caminho: ritmo, fala demais e aquele sono sneaky
Agora, minha opinião de fã exigente do caos: eu não aguento gente que fala demais. E a Carol é verborrágica ao extremo. Se você gosta de conversas longas como quem abre um lore de RPG, sinta-se bem-vindo. Se você é do time “me mostra a coisa”, pode sentir o passo arrastando.
O ritmo é bem particular, com momentos de lentidão extrema. Sabe quando você pisca e pensa “será que eu tava prestando atenção mesmo?” Pois é. Eu senti exatamente isso em alguns trechos, principalmente por lembrar do estilo que fez meu estômago revirar em Breaking Bad.
Mesmo assim, teve salvação parcial: o personagem Manousos (paraguaio) ficou muito na minha cabeça, e eu juro que ele deveria ter aparecido antes. Isso ajudaria o andamento. Também curti Diabaté, que tenta aproveitar tudo que a situação nova tem de bom, mesmo quando o mundo está ruindo. Tem humor e humanidade ali.
Para quem Pluribus faz sentido e para quem é cilada
Se você curte o estilo Vince Gilligan e gosta de séries que constroem tensão pelo comportamento, não só por ação, Pluribus tem tudo para te agarrar. E se você ama Breaking Bad, a chance de você curtir é alta, porque a “assinatura” está na forma de narrar, mesmo mudando o tema.
Mas se você é como eu, que não aguenta o ritmo lento e as falas que parecem “exposição demais”, considere isso um alerta. A série é premiada e está concorrendo a vários Emmys, então o reconhecimento é real. Só que nem todo mundo tem a mesma tolerância ao estilo.
No fim, o último episódio dá um cliffhanger daqueles. A segunda temporada já foi aprovada e deve demorar para chegar, possivelmente em 2028. Ou seja: ou você embarca agora, ou vai ficar em modo “vou aceitar quando a maratona virar inevitável”.
Pluribus na Apple TV: você aguenta o estilo de Vince Gilligan?
Eu aguento, mas não do jeito que ele gosta. A série é boa, tem atuação absurda e uma estética que funciona. Só que para o meu gosto, ela peca em ritmo e em fala.
Agora me diz: você é do time “só assisto se for viciante na primeira semana” ou curte quando a série demora para te conquistar?
Links externos (fonte de apoio): Para contexto sobre a obra e o criador, veja Vince Gilligan na Wikipédia. E para acompanhar as indicações e a temporada, confira o site oficial do Emmy.
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