O remake de Ocarina of Time está nas mãos de uma equipe veterana da Nintendo, não da Monolith Soft.
- Quem está no comando do remake?
- Veteranos, mas com espaço para novas ideias
- O que pode mudar em relação ao clássico?
- A expectativa é alta, e com razão
Quem está no comando do remake?
A Nintendo finalmente abriu a porta dos bastidores de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, e a resposta é menos surpreendente para quem acompanha a franquia de perto: o remake é liderado pelo Grupo de Produção nº 3 da divisão Entertainment Planning & Development, a EPD. Em bom português, é uma equipe interna da própria Nintendo, com bastante quilometragem em Hyrule.
O nome da Monolith Soft, estúdio de Xenoblade Chronicles, apareceu entre as apostas dos fãs. Não foi ela, porém, quem assumiu a liderança do projeto. A entrevista da série Ask the Developer, publicada pela Nintendo, confirma a participação do Grupo de Produção nº 3. Isso não descarta uma possível ajuda externa em tarefas específicas, mas a empresa ainda não detalhou todos os créditos.
Entre os entrevistados estão Eiji Aonuma, produtor da franquia, e Hidemaro Fujibayashi, diretor veterano de Zelda. Também aparecem HokWai Ng, Aya Shida, Hiroki Taguchi e Masato Ohashi, integrantes do grupo responsável pelo desenvolvimento. Não é exatamente uma equipe estreante recebendo as chaves do castelo.
Veteranos, mas com espaço para novas ideias
O detalhe mais interessante não é só quem faz o jogo, mas como Aonuma decidiu acompanhar o processo. Segundo ele, a equipe teve liberdade para propor mudanças que julgasse realmente necessárias. O produtor diz que preferiu observar como os desenvolvedores mais jovens reinventariam o clássico, embora não tenha ficado completamente calado durante a jornada. Até em Hyrule deve existir alguém para dar aquele toque de “só uma observação”.
Essa postura faz sentido. Um remake de Ocarina of Time não pode ser uma simples troca de texturas, como se bastasse colocar uma roupagem bonita no Link e mandar o cartucho de volta para a loja. Ao mesmo tempo, mexer demais num jogo que ajudou a definir a aventura em 3D é pedir para os fãs sacarem a Master Sword das críticas.
Fujibayashi também destacou a importância de definir desde o começo o que seria alterado e o que deveria permanecer fiel ao original do Nintendo 64. Essa linha de cuidado é essencial: preservar não significa congelar tudo no tempo, mas entender por que cada elemento funcionava antes de decidir se ele ainda funciona hoje.
O que pode mudar em relação ao clássico?
A entrevista não revela uma lista completa de alterações, então ainda não dá para cravar o que mudou em cada templo, quebra-cabeça ou sistema. O que sabemos é que a equipe recebeu espaço para experimentar e, ao mesmo tempo, teve de trabalhar com limites claros em relação à versão original. É um equilíbrio delicado, mas necessário.
O remake também chega depois de Ocarina of Time 3D, lançado para Nintendo 3DS em 2011. Aquela versão já atualizou a apresentação visual e trouxe ajustes de qualidade de vida, mas a edição para Switch 2 tem a oportunidade de repensar a experiência com outra escala. A pergunta não é apenas “como ficará mais bonito?”, e sim “o que faz sentido atualizar sem apagar o que tornou essa aventura especial?”.
A expectativa é alta, e com razão
Ter veteranos no projeto não garante automaticamente um remake perfeito, claro. Mas é um bom sinal que pessoas ligadas à história da série estejam conduzindo a releitura, enquanto desenvolvedores mais jovens têm espaço para trazer ideias próprias. Essa combinação pode evitar tanto a cópia preguiçosa quanto a reinvenção que muda tudo só para justificar a existência do projeto.
O lançamento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Nintendo Switch 2 está marcado para 5 de novembro. Até lá, a Nintendo ainda pode revelar mais detalhes sobre a equipe e as mudanças. Por enquanto, o recado dos bastidores é promissor: o clássico está com gente que conhece sua importância, mas não pretende tratá-lo como peça intocável de museu.
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