Resident Evil no Steam: Capcom libera os clássicos, mas DRM

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Resident Evil chegou de volta ao radar do PC: a Capcom adicionou os três jogos originais ao Steam. Só que tem um porém que já tá dando treta na comunidade.

Capcom trouxe os clássicos para o Steam

A Capcom adicionou ao Steam os três primeiros jogos de Resident Evil: Resident Evil 1 (1996), Resident Evil 2 (1998) e Resident Evil 3: Nemesis (1999). A novidade é basicamente o sonho molhado de quem cresceu com zumbi, chuva fina e aquele clima de “tem algo errado nessa porta”.

Desde a quinta-feira (2), os títulos aparecem no catálogo com preço de R$ 57,00 cada, mas em promoção com 50% de desconto. Aí a conta fica bem agressiva: a trilogia sai por R$ 85,50 no total, ou R$ 28,50 por jogo. Ou seja, sim: é o tipo de oferta que faz a carteira dar aquela hesitada e o dedo aceitar o caos.

A trilogia que virou referência no survival horror

Esses jogos não são só “clássicos antigos”. Eles ajudaram a moldar o gênero survival horror como a gente conhece hoje. E no Steam, eles chegam com o apelo óbvio para novatos, mas também para veteranos que já sabem exatamente onde ficam os sustos mais baratos.

No Resident Evil 1, você entra na história junto da equipe Bravo do Serviço de Táticas Especiais e Resgate (STARS) de Raccoon City. Na prática, é aquela missão clássica: explorar a Mansão Spencer nas Montanhas Arklay para investigar o desaparecimento da equipe Alpha. O jogo é aquele “manual de tensão”, com gerenciamento de recursos e sensação constante de perigo.

Resident Evil 2 é o tipo de sequência que não só mantém o nível como amplia o universo. A trama acontece alguns meses depois do primeiro e traz, pela primeira vez, Leon Kennedy e Claire Redfield. É o ponto onde a franquia começa a ficar ainda mais “cinematográfica” no jeito de conduzir as cenas, sem perder o nervosismo do gameplay.

Fechando a trilogia, Resident Evil 3: Nemesis coloca você novamente na pele de Jill Valentine. E quem já jogou sabe: esse antagonista é daqueles que não respeitam nem o espaço pessoal. A presença do Nemesis funciona quase como uma força gravitacional do medo, te empurrando para frente mesmo quando você quer só respirar.

O porém: DRM polêmico e dor de cabeça no Steam Deck

O entusiasmo inicial vem, mas o “porém” aparece logo em seguida. Alguns jogadores estão relatando que as edições do Steam têm uma proteção DRM considerada desnecessária, com reclamações do tipo “não funciona direito no Steam Deck”.

Essas críticas lembram um episódio anterior que também fez barulho: quando a Capcom adicionou, e depois removeu às pressas, uma forma de DRM para Resident Evil 4 Remake que virou assunto por afetar a experiência de quem joga no PC. Ou seja: a comunidade não tá doida, ela só tá repetindo o roteiro porque, aparentemente, já viu essa cena antes.

Em discussões na Steam Community, fãs destacam que as edições do Steam são iguais às da GOG em conteúdo, mas que o diferencial estaria justamente na camada de DRM e em detalhes do launcher. Também surgem queixas sobre salvamentos na nuvem e conquistas que não estariam presentes como se espera em outras versões.

O argumento recorrente é direto: esses jogos sobreviveram por anos graças à comunidade e aos mods. Para quem curte esse tipo de liberdade, DRM extra soa como “estragar um rolê que já funcionava”.

O que muda na prática para quem joga no PC

Se você joga no PC e a sua prioridade é performance e estabilidade, vale olhar com carinho para o combo DRM + compatibilidade. Especialmente se você usa Steam Deck ou depende de um setup que já é sensível a camadas extras.

Por outro lado, para quem só quer chegar nos clássicos, ajustar controles e partir para o caos, pode ser que a experiência seja “ok” e pronto. O problema é que, no universo gamer, “ok” não é padrão suficiente quando a gente tá falando de ícones do horror que marcaram época.

Também tem o aspecto do valor: com desconto na trilogia, a tentação é grande. Mas ainda assim, fica aquele teste silencioso da comunidade: quem compra primeiro vira quase um QA informal. Clássico: a gente chama de “testar no mundo real”, mas é só a versão moderna de “ser cobaia por amor ao game”.

Clássicos no Steam, mas DRM demais: é justo?

No fim, ter Resident Evil original no Steam é uma ótima notícia para quem queria revisitar (ou finalmente começar) a origem do survival horror. A treta é que, se a proteção extra atrapalha plataformas e muda o comportamento da experiência, o “porém” vira parte do custo.

Em outras palavras: sim, dá para comemorar. Mas também dá para torcer para a Capcom ouvir o barulho e deixar a trilogia respirar sem travar o caminho dos jogadores e dos mods. Afinal, zumbi a gente já sabe lidar. Difícil mesmo é lidar com DRM.