Lanternas S01E05: Lights Out [ENTENDA] o fim do Anel

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Resumo de Lanternas S01E05 em clima de season finale: um herói é forçado a aposentar, o outro recusa o anel e a Terra fica sem Lanternas. Bora?

Quando o “Lights Out” apaga também os Lanternas

No quinto episódio de Lanternas, o clima muda do “mistério em andamento” pra “tapa na cara cinematográfico”. Lights Out (S01E05), exibido em 13 de setembro de 2026, fecha o arco da ameaça imediata e, pior, deixa uma pergunta que dói em quem curte DC: como seguir uma série chamada Lanternas quando um dos protagonistas simplesmente recusa o chamado?

Enquanto isso, a produção continua afinando o martelo do tema central: poder sem ética vira só engrenagem. E aqui, a engrenagem escolhe todo mundo. Até o que você achava que era “o bom” da história.

A dívida de Kerry e o resgate nas chamas

O episódio começa com um prólogo em 2007, jogando luz na Xerife Kerry Kane (Kelly Macdonald). A gente entende que a lealdade dela não nasceu do heroísmo em pôster. Ela nasceu de dívida.

Quando Kerry foge de mafiosos violentos de Gotham City, ela é salva por Zoe (Poorna Jagannathan). Só que o preço é um pacto sombrio: Kerry precisa proteger Zoe quando a hora chegar. E, pra deixar isso bem claro, ela até finge a própria morte cortando o dedo mindinho. Zoe regenera a lesão. A dívida fica.

Em 2016, o episódio retorna no momento em que Hal Jordan salta do carro em movimento e abandona John Stewart preso nos destroços. O fogo começa a tomar conta. Zoe aparece, deixa o fogo consumir parte da pele de John e, de brinde, oferece o acordo: preservar Zoe como prioridade, ajudar a encobrir a morte diante dos Guardiões de Oa e garantir que John herde o anel.

John aceita, mas do jeito que gente inteligente aceita. Aceita por sobrevivência. Não por convicção.

Hal arma, John vira isca e o caos explode

Enquanto isso, Hal segue com o orgulho como combustível. Ele se recusa a perder o posto de Lanterna Verde e monta um plano duplo: procura Antaan (Paul Ben-Victor) e entrega a localização do Caçador Cósmico (o Manhunter), só que com uma mentira por cima.

Hal afirma que o “androide” é William Macon (Garret Dillahunt), um fazendeiro. A ideia é simples e covarde: fazer os invasores se matarem e Hal ficar com a vantagem. Spoiler: não cola.

O ataque no rancho Macon vira massacre e revela o truque. Antaan confronta William e remove o coração, ainda pulsante. Não cristaliza. Ou seja, o homem era humano comum. A armadilha era de Hal. E a série deixa isso bem evidente: manipulação sem responsabilidade é só mais uma forma de vilania.

Na conversa entre os dois, fica claro que o Manhunter usa infiltração milimetricamente ensaiada: ao longo dos séculos, assume identidades de minorias étnicas e sociais para estudar estruturas de poder, seduzir líderes e só então atacar.

Rushville em ruínas e a luta pelo anel

Quando Zoe vê o disfarce cair, ela decide drenar energia restante do anel de Hal. Só que a forma como ela faz isso é em modo destruição total: ela ativa um satélite bélico e dispara um bombardeio orbital sobre Rushville, arrasando ruas, casas e até pessoas que juraram proteger Zoe.

Hal tenta conter o estrago, rastreia Zoe até a caixa d’água e encara seguranças sob nuvens de escuridão sólida. Sem bateria suficiente, ele rouba o helicóptero de Zoe e vai até um motel recarregar o anel na Bateria Energética.

No quarto, John embosca Hal. Aí é aquela luta corpo a corpo que parece filmada no suor. Mas o duelo termina do jeito mais “tá, vai dar ruim pra todo mundo”: um feixe do satélite acerta o motel, explode a estrutura e manda os dois para lados opostos.

Sniper, coração de cristal e a renúncia total

Zoe desce e acha que venceu. Hal está atordoado. Ela se prepara pra executar. Só que Hal sorri e solta a virada: John não foi covarde, foi isca viva. De centenas de metros, com rifle de precisão, John mira na cabeça de Zoe através da luneta e puxa o gatilho.

O tiro derruba Zoe e confirma a aniquilação definitiva do Manhunter. Pra fechar a mitologia com tapa de HQ, John se aproxima do corpo e extrai o coração, que se solidifica em cristal translúcido. A série dá aquela sensação de “regrinha antiga respeitada” na medida certa.

Com Rushville em cinzas e Antaan, Macon e Zoe mortos, John caminha com a Bateria Energética, o coração de cristal e o anel. Homens armados cercam, mas Kerry Kane intervém e abre caminho.

No bar, John conversa com a Guardiã Lianna (Laura Linney). Hal é destituído pela conduta desastrosa. A missão oficial estava cumprida. O anel agora seria de John. Só que ética não combina com obrigação.

John liga pros pais, ouve cobrança gananciosa e percebe que os Guardiões mentem tanto quanto Hal. Então ele coloca anel e bateria na mesa e recusa ser chamado. A série fecha com a Terra sem Lanterna Verde ativo, deixando tudo pronto para a resolução do assassinato de Hal Jordan no futuro.

Para contexto da mitologia e do universo, vale também uma olhada em Lanterna Verde na Wikipedia, só pra situar como esses símbolos evoluem entre mídia e adaptações.

Você toparia um “Lanterna Verde” que não quer mais o anel?

Depois de Lights Out, a pergunta que fica é simples e cruel: se o poder exige mentiras, alguém deveria mesmo aceitar? E mais: quando a Terra fica sem Lanternas, isso é derrota, recomeço ou vingança do roteiro?

Se você pensa “roteiro coragem demais” ou “me venderam um herói e entregaram um problema”, comenta aqui. Quem sabe a gente caça as pistas do que vem no salto temporal junto.

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