Sarah Aubrey no Paramount+ marca uma mudança importante na liderança das séries originais da plataforma, enquanto Jane Wiseman deixa o cargo.
- A troca no comando do Paramount+
- Duas plataformas, uma liderança
- O trabalho de Jane Wiseman
- A HBO também muda?
- O que esperar agora
A troca no comando do Paramount+
A Skydance anunciou a saída de Jane Wiseman, que chefiava os originais do Paramount+. No lugar dela, Sarah Aubrey, atual responsável pelas séries originais da HBO Max, também vai supervisionar os projetos de ficção da plataforma rival.
A mudança foi comunicada por Casey Bloys, co-CEO e diretor de conteúdo da Skydance DTC, em uma nota interna divulgada em 23 de outubro. A decisão faz parte de uma reorganização das áreas de streaming enquanto a união entre as empresas avança.
Por enquanto, não significa que os catálogos já vão virar um só ou que as plataformas mudem de identidade da noite para o dia. A orientação apresentada por Bloys é manter as operações e o ritmo das duas marcas até que estejam prontas para uma futura unificação.
Duas plataformas, uma liderança
A escolha de Aubrey concentra sob uma executiva duas áreas de séries que, até aqui, tinham comandos separados. No papel, isso pode ajudar a organizar prioridades e a definir com mais clareza onde cada projeto deve nascer. Na prática, é uma tarefa delicada: HBO e Paramount+ construíram reputações diferentes, e os assinantes não querem ver uma identidade engolida pela outra.
Bloys afirmou que a reorganização busca preservar a qualidade associada à HBO e, ao mesmo tempo, manter as duas plataformas funcionando. Também destacou a necessidade de deixar claras as responsabilidades das equipes para que criadores e produtores saibam a quem apresentar seus projetos.
É o tipo de movimento que costuma parecer só corporativo até começar a influenciar quais séries recebem sinal verde, quanto espaço existe para apostas arriscadas e como cada serviço monta sua programação. A decisão de reunir as áreas, portanto, pode ter impacto direto no que chega à tela, mesmo que o público não veja uma mudança imediata no aplicativo.
O trabalho de Jane Wiseman
Wiseman chegou ao Paramount+ depois da aquisição da Paramount pela Skydance, em 2025. Durante sua passagem, esteve à frente de uma operação de volume considerável e aprovou mais de 40 séries novas ou em andamento, segundo uma mensagem de despedida enviada por ela à equipe.
Entre os projetos associados à sua gestão estão Discretion, thriller jurídico com Nicole Kidman e Elle Fanning; The Best of Us, com Jeremy Strong; Ascent, estrelada por Viola Davis; e Fear Not, com Anne Hathaway. Ela também supervisionou a produção de Taylor Sheridan e da 101 Studios, uma peça importante na oferta de séries do serviço.
Na despedida, a executiva apontou resultados de audiência como parte do balanço. Landman teria permanecido por 13 semanas consecutivas entre os originais mais vistos no Top 10 da Nielsen, enquanto Dutton Ranch alcançou recorde de audiência. Já a terceira temporada de Lioness cresceu 62% em relação à anterior.
A HBO também muda?
Apesar da nova responsabilidade de Aubrey, a estrutura criativa da HBO permanece intacta neste momento. Francesca Orsi continua à frente de dramas e filmes, Amy Gravitt segue com as comédias, e Nina Rosenstein mantém a área de programas noturnos e especiais.
Os documentários continuam sob Nancy Abraham e Lisa Heller. Ou seja, a movimentação amplia o escopo de Aubrey, mas não anuncia uma troca geral de comando na HBO. Para quem acompanha as séries da marca, essa distinção importa: a equipe responsável pelas decisões criativas continua nos postos atuais.
Também houve uma promoção para Glenn Whitehead, que passa a ser presidente e diretor de operações da HBO e do Paramount+. Ele ficará responsável por negócios, produção e operações, além de orientar iniciativas relacionadas à inteligência artificial.
O que esperar agora
A principal pergunta é como Aubrey vai equilibrar duas marcas com públicos e tradições próprias. A HBO carrega uma imagem de prestígio construída ao longo de décadas; o Paramount+ tem apostado em franquias e séries de grande alcance, com produções de Sheridan entre seus carros-chefes. Fazer essas estratégias coexistirem sem transformar tudo numa fórmula única será o teste real.
Por ora, não foram anunciados cancelamentos ou mudanças específicas em séries por causa da saída de Wiseman. A notícia é, antes de tudo, um sinal de como a Skydance está distribuindo responsabilidades enquanto prepara a integração dos serviços. O resultado para quem assina vai depender menos do organograma e mais das histórias que receberem espaço para continuar e surpreender.
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