Segunda temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos está levando um “clima inimigo” nas Ilhas Canárias. Entre chuvas históricas e cenários alagados, o cronograma precisou respirar, mas a HBO quer manter o lançamento em 2027.
- O que aconteceu com as gravações da 2ª temporada
- Therese fez a represa transbordar e estragou o set
- De Belfast para Gran Canária: a piada sem graça da produção
- Ira Parker explica como a série está driblando o problema
- Vai atrasar de verdade ou é só um capítulo extra nos bastidores?
O que aconteceu com as gravações da 2ª temporada
A produção da segunda temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos teve que interromper trabalhos por causa das consequências da tempestade Therese, que atingiu as Ilhas Canárias em março. Segundo o que foi relatado por autoridades locais, o volume de água foi tão grande que parte dos cenários construídos foi submersa, causando uma pausa forçada no cronograma de gravações.
O motivo é bem direto e bem “Westeros ao contrário”: em vez de clima árido e castigado pela seca, a equipe passou a lidar com chuvas e inundações no local reservado para as filmagens. A boa notícia, ao menos para quem já está contando os dias desde o fim da primeira leva de capítulos, é que o show segue em desenvolvimento. A previsão de lançamento para 2027 continua sendo a referência oficial.
Therese fez a represa transbordar e estragou o set
O espaço contratado ficava próximo à represa de Las Niñas, que acabou transbordando durante o temporal. Com a inundação, estruturas medievais de madeira e jardins artificiais que estavam prontos sofreram danos. Em produções desse tipo, isso não é “só um detalhe” do clima: imagina montar cenários para ficar perfeito em câmera e depois ver tudo virar lama. Dá para sentir o meme acontecendo na hora.
Quando o set é afetado, a equipe precisa decidir o que ainda é aproveitável, o que vai ser refeita e quanto tempo real será perdido com reparos e segurança da área. O resultado costuma ser um efeito dominó: datas de gravação se reorganizam, equipes fazem rodízio e algumas cenas entram no modo “espera até o céu colaborar”.
De Belfast para Gran Canária: a piada sem graça da produção
Existe uma ironia que vira quase uma cena adicional da série. A produção tinha transferido as gravações de Belfast, na Irlanda do Norte, para a ilha de Gran Canária justamente para retratar o ambiente árido descrito em A Espada Juramentada, livro de George R.R. Martin que inspirou a história.
Em outras palavras: a escolha do lugar foi planejada para combinar com o clima do universo. Só que, em vez de poeira e calor, veio água. É como se o mundo real tivesse decidido refutar a ambientação com um “capítulo extra” apocalíptico. Para quem acompanha o tom mais acolhedor e humano de O Cavaleiro dos Sete Reinos, ver a produção enfrentando um caos meteorológico desses é quase irônico demais.
Para contexto, dá para lembrar como o universo de Martin costuma ser influenciado por detalhes de atmosfera, e não é pouco. Se o cenário é parte do storytelling, quando a natureza resolve meter a colher, o roteiro do cronograma também muda.
Ira Parker explica como a série está driblando o problema
Em entrevista publicada pela Entertainment Weekly, o showrunner e cocriador Ira Parker comentou as consequências da tempestade e o plano em andamento. A fala dele resume o espírito do momento: a equipe está hospedada em um hotel em Gran Canária, aguardando a chuva passar, enquanto segue trabalhando em atividades que não dependem diretamente do set.
Parker também mencionou que estão fazendo planos alternativos e planejando as próximas etapas. Em produções grandes, isso significa ajustar prioridades, revisar logística e organizar o que pode ser filmado em condições melhores. No fundo, é a rotina de quem precisa manter tudo sob controle, sem virar uma bagunça total.
E tem um ponto importante para os fãs: mesmo com o revés, a previsão de estreia da segunda temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos segue mantida para 2027. Agora, entre “manter a previsão” e “entregar no ritmo ideal”, existe aquele intervalo onde a sorte e o clima contam muito.
Vai atrasar de verdade ou é só um bloqueio temporário?
Por enquanto, o recado oficial é de continuidade. O que aconteceu foi sério o bastante para danificar partes do cenário e exigir pausa nas gravações, mas também houve movimentação de bastidores para minimizar o impacto. Pelo que foi dito, o desenvolvimento dos episódios continua e a produção não abandona a data-alvo.
Ao mesmo tempo, é difícil ignorar que tempestades desse tipo podem gerar atrasos em cascata: reformas, reconstruções e reorganização do calendário. E isso vale ainda mais para uma série que quer manter qualidade de ambientação, figurino e cenografia.
Enquanto o céu em Gran Canária não decide colaborar, o jeito é esperar: como o próprio Parker indicou, o time está fazendo sua parte, com planos alternativos, e torcendo por um pouco de sorte. Se 2027 for mantido, a tempestade vira só mais uma história curiosa do “como eles fizeram” na vida real. Se não for, bem, vai sobrar para a gente tratar o intervalo como mais uma espera épica estilo Game of Thrones, só que com guarda-chuva.
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