Séries da Toei deixam Prime Video: Dragon Ball e One Piece

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A partir de agosto, as séries da Toei deixam Prime Video com títulos clássicos como Dragon Ball, Sailor Moon e One Piece sendo removidos do catálogo.

Por que as séries da Toei deixam Prime Video?

No início de 2025, muitos fãs receberam um alerta: a Amazon e a Toei  Animation não renovaram o contrato e, por isso, séries da Toei deixam Prime Video. Isso acontece quando licenças expiram e as negociações ficam caras, principalmente envolvendo franquias que movimentam bilhões em merchandising e conteúdo global. Relatórios internos mostraram que o investimento em conteúdos licenciados caiu de 23% em 2022 para menos de 15% do orçamento total em 2024, indicando uma guinada clara: menos dependência de licenças e mais foco em IPs originais.
Além disso, a Amazon tem priorizado produções originais — séries, filmes e até reality shows baseados em IPs próprios — para se destacar num mercado cada vez mais disputado. Com orçamento limitado para licenciamento, muitos animes clássicos acabaram cortados para otimizar custos. É quase como escolher entre soltar um Kamehameha ou guardar energia para a próxima saga intergaláctica.

Quais títulos foram removidos das séries da Toei?

Entre os principais animes que saíram do Prime Video, destacam-se:
Dragon Ball Z (incluindo todos os oito filmes originais e versões remasterizadas);
One Piece (temporadas iniciais até o arco Dressrosa na maioria das regiões);
Sailor Moon em todas as temporadas clássicas;
Cavaleiros do Zodíaco em versões remasterizadas, exceto o CGI ‘A Lenda do Santuário’.
Além disso, na Netflix dos EUA alguns arcos de One Piece ainda aparecem pontuais, enquanto no Crunchyroll global Dragon Ball permanece firme. Fãs europeus recorreram a VPN ou até a DVDs e Blu-rays, hoje quase relíquias de museu geek.

Impacto para os fãs brasileiros

O Brasil sempre foi um dos mercados mais apaixonados por animes, e a saída dessas produções afeta diretamente quem assinou o Prime Video pensando em reviver a nostalgia ou apresentar clássicos para a geração Z. Com o plano anual girando em torno de R$ 250, a quebra no catálogo de Toei desvaloriza a assinatura para quem tinha como principal motivação maratonar animes. Muitos fãs pediram reembolso proporcional ou desconto, mas até agora a resposta oficial foi apenas um comunicado padrão.
Além disso, com a alta do dólar e assinaturas cada vez mais caras, ter duas ou três plataformas não é para qualquer guerreiro de elite. Esse movimento de renovação de licenças reforça a necessidade de escolher com cuidado onde gastar seu yen digital.

Alternativas para assistir às séries da Toei

Se você ficou órfão de animes, ainda há opções para continuar a saga tradicional:
Crunchyroll: mantém Dragon Ball Z, todos os filmes e grande parte de Sailor Moon;
Netflix: oferece One Piece até o arco Wano e temporadas específicas de Sailor Moon;
Funimation (integrada à Crunchyroll em algumas regiões) traz extras de Cavaleiros do Zodíaco;
Aluguel digital (YouTube, Google Play): compra avulsa de temporadas ou filmes;
Loja física: coleções em Blu-ray continuam sendo opção para quem preza qualidade máxima.
Serviços nacionais como Looke e Telecine Play também oferecem pacotes de anime, mas o custo por título pode sair mais alto que a assinatura de um serviço internacional.

E agora, vale a pena migrar de plataforma?

Num mundo ideal, teríamos todos os animes reunidos num só lugar, mas a guerra de licenças segue intensa. Se você é fã incondicional da Toei Animation, talvez valha a pena investir em duas ou três plataformas para garantir acesso total. Já quem curte apenas um universo específico pode escolher o serviço que abriga seu título favorito.

No fim, a pergunta que fica é: até onde você está disposto a ir para reviver técnicas de luta intergalácticas e salvar o mundo ao lado de Goku, Luffy ou Usagi? Pagar por catálogo completo ou esperar a próxima rodada de renegociações? O multiverso geek aguarda sua decisão.