Sessão de Terapia volta ao streaming: a partir de 22 de maio, a sexta temporada chega no Globoplay com novos debates sobre saúde mental.
- O que muda na sexta temporada?
- Novos pacientes e temas que pegam no emocional
- Selton Mello na direção e no papel de Caio Barone
- Ritmo de lançamento: episódios toda semana
- Vale maratonar mesmo?
O que muda na sexta temporada?
A sexta temporada de Sessão de Terapia, produção original Globoplay, volta ao streaming nesta sexta-feira, 22 de maio. A proposta continua a mesma: um consultório que vira palco de conversa profunda, daquelas que fazem a gente parar e pensar “ok, isso aqui fala comigo também”. Só que agora o psicanalista Caio Barone, interpretado por Selton Mello, entra numa vibe diferente.
Nesta temporada, Caio aparece mais ameno e focado no autocuidado. E isso não é só figurino ou cena bonitinha. A série vai expandindo a agenda de pacientes, trazendo questões relacionadas a maternidade, pressão social e relógio biológico, além de autocobrança e aquele combo mortal de pressão corporativa que a internet insiste em vender como “progresso”.
Tem também um clima interessante de inversão de papéis entre pais e filhos, com discussões sobre envelhecimento, negação do tempo passando e a hipervalorização da juventude. Traduzindo: são debates que puxam para o real, mas com a naturalidade de quem está conversando, não de quem está dando aula.
Novos pacientes e temas que pegam no emocional
Se você curte narrativas em formato de sessões, sabe que a graça está no contraste entre as pessoas e as camadas do que elas carregam. Na sexta temporada, os novos pacientes de Caio são Érica (Olivia Torres), Morena (Alice Carvalho), Ulisses (Paulo Gorgulho) e Ingrid (Bella Camero). Cada um traz um “modo de viver” e um jeito particular de encarar o que sente.
O roteiro joga luz em temas bem atuais, tipo pressão para ser mãe (ou a culpa por não estar vivendo isso no ritmo esperado), ansiedade social e o peso de performar uma vida perfeita. E, claro, entra aquela pauta que todo mundo finge que não pensa, mas pensa: relacionamento com o próprio corpo. A série costura tudo com diálogos que parecem reais, daqueles em que você percebe tarde demais que estava se identificando.
Para completar o tabuleiro, o terapeuta ganha uma nova psicanalista: Rosa Gabriel, vivida por Grace Passô. A presença dela adiciona outra camada de interpretação para as sessões, como se o texto fosse desdobrado em camadas, meio “jurisdição emocional” e meio conversa franca. Tem aquele sabor de ficção, mas que parece documentário do coração.
Selton Mello na direção e no papel de Caio Barone
Além de protagonizar como Caio, Selton Mello também assume a direção. E isso conversa com o que ele diz sobre o método da série: em vez de “atuação engessada”, a proposta é buscar espontaneidade e liberdade dentro do texto. Para o ator, a atuação meio não atuação é o caminho para que o espectador acredite no que está vendo e, principalmente, sinta que aquilo pode ser familiar.
Selton comenta que traz para o trabalho uma base de pureza e simplicidade. É um contraste legal com o mundo caótico em que a gente vive. Enquanto tudo é barulho, a série tenta ser foco. E tem uma sacada: ele descreve a importância de o elenco usar o próprio molho, sem perder a estrutura.
Também vale notar que, nesta temporada, Caio retoma estudos e busca atualização, e pela primeira vez aceita supervisionar colegas. É como se a série desse um passo além do consultório e abrisse uma trilha sobre formação, cuidado e responsabilidade emocional. Se pensar em vibe, é mais “técnica e humanidade” do que “terapia de slogan”.
Por sinal, quem curte esse tipo de conteúdo pode acompanhar referências e debates sobre o tema no site da APA (American Psychological Association), que tem materiais acessíveis sobre saúde mental e práticas psicológicas.
Ritmo de lançamento: episódios toda semana
Na sexta temporada, a cadência é bem “organiza tua agenda”: cinco novos episódios sobem no streaming todas as sextas-feiras. Ou seja, nada de despejar tudo de uma vez e deixar a experiência virar maratona automática. A ideia é manter você na conversa por semanas, acompanhando o desenrolar de cada paciente.
Outro detalhe importante: o primeiro episódio ficará disponível para não assinantes. Para quem gosta de testar antes de entrar no modo full protagonista, é uma boa. E sim, essa é a estratégia mais eficaz possível: você sente o formato, pega o tom e decide se quer continuar com a assinatura.
A obra tem autoria de Jaqueline Vargas e produção criativa de Roberto d’Avila. Então já dá para esperar aquele texto com ritmo de sessão, pausas calculadas e diálogos que não parecem feitos para “chegar em plot twist”, mas para chegar em verdade emocional.
Você vai encarar essas sessões ou vai fingir que não precisa?
Sessão de Terapia voltou e, dessa vez, traz pautas que parecem ter sido escritas com a própria timeline da vida real em mente: maternidade, envelhecimento, autocobrança, pressão corporal e as mudanças nas relações entre pais e filhos. A pegada geek aqui é pensar como a série funciona como um RPG emocional, onde cada paciente traz uma build diferente de lidar com o mundo.
Se você gosta de conteúdo que não é só entretenimento, mas também provoca reflexão, essa sexta temporada é uma daquelas que merecem lugar na sua rotina. E com lançamentos toda sexta, fica fácil justificar: “não é maratona, é calendário”.
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