Seth Rogen jogou uma bomba em público e detonou a carreira de Sylvester Stallone: segundo ele, o ator teria só 4 filmes bons em toda a filmografia.
- Introdução: a frase que virou meme
- Os “4 filmes” que ele considera realmente bons
- Por que ele zoou Rocky e o que estava em jogo
- A rivalidade Stallone vs Schwarzenegger e a escolha dele
- No fim, quem “ganha” nessa treta?
Introdução: a frase que virou meme
Sabe aquele momento em que alguém fala algo tão específico que a internet nem sabe se ri ou discute? Pois é. Durante uma participação no podcast Funny You Ask, apresentado por Ike Barinholtz, Seth Rogen soltou sua avaliação sobre Sylvester Stallone e foi bem pouco gentil.
O roteirista e diretor falou que Stallone fez algo como quatro bons filmes na carreira inteira. A maneira como ele colocou a ideia foi quase matemática, do tipo “tem, mas é pouca coisa”. E aí ele veio com exemplos que deixam claro que a opinião não era só de fã, era de crítico direto ao ponto.
O resultado? Comentários pipocando, gente defendendo o “rei da porrada” e gente concordando tipo “finalmente alguém falando a verdade”.
Os “4 filmes” que ele considera realmente bons
Quando Rogen entra no modo “ranking informal”, ele coloca alguns filmes populares no modo cinza, dizendo que são interessantes, mas não são aquilo que ele considera realmente bom.
Ele menciona o Demolidor como referência dentro do que poderia ser tolerável para muita gente, mas sem elevar demais o filme. Na lista de “talvez”: Tango & Cash – Os Vingadores. Sim, o recorte dele deixa claro que ele está separando “diversão” de “obra que funciona de verdade”.
Já a frase-chave foi o desprezo por parte do que, para o público, é quase sagrado. Para Rogen, é difícil chamar de bom tudo aquilo que muita gente coloca no pedestal. Em outras palavras: ele não está dizendo que Stallone é ruim. Ele está dizendo que é menos consistente do que parece.
Se você quer entender por que isso gera debate, faz sentido: Stallone vive naquela zona onde a carreira mistura carisma, cultura pop e franquias que viraram símbolos de uma era do cinema.
Por que ele zoou Rocky e o que estava em jogo
A parte mais polêmica foi quando ele falou sobre Rocky. Rogen afirmou que não dá “a mínima” para nenhum dos filmes da franquia, incluindo o Rocky como um todo.
Esse é o tipo de declaração que divide fãs em dois times: o time “isso é heresia” e o time “ok, mas eu também não gosto”. Porque Rocky não é só filme. É memória afetiva, trilha sonora, corrida épica e aquele sentimento de “o sonho acontece”. Para quem cresceu com isso, mexer na obra é cutucar o passado.
Ao mesmo tempo, se a leitura do Rogen for a de alguém que prioriza roteiro e construção dramática, dá para ver o ataque como uma tentativa de colocar a franquia em teste. E ele parece estar comparando o efeito geral das histórias com o que Stallone entrega em outros projetos.
Ou seja: a zoeira faz sentido quando você lembra que Seth Rogen costuma escolher um lado e defender sem pedir desculpa. Tipo a vida real, só que no Twitter, numa escala mais refinada.
A rivalidade com Schwarzenegger e a escolha dele
Rogen também entrou na conversa sobre a rivalidade clássica de Hollywood entre Stallone e Arnold Schwarzenegger. E aqui ele deixou claro que sua preferência é do Schwarzenegger.
Segundo ele, Stallone “não é tão bom quanto” Arnold. Nem perto. E ele foi além: disse que O Predador já é melhor do que qualquer coisa que Stallone já fez.
O engraçado é que essa comparação carrega um debate bem conhecido: enquanto Stallone ficou com o pacote de protagonistas carismáticos e franquias de ação e drama, Schwarzenegger frequentemente foi parar em projetos mais curtidos por direção e construção de atmosfera.
Se a gente pegar O Predador, por exemplo, o filme virou referência por causa do ritmo e do universo que ele cria em meio à bagunça da selva. E é exatamente esse tipo de coisa que faz o público sentir que não é só sobre “corpo, porrada e falas icônicas”. Tem também sobre execução.
No fim, a fala do Rogen funciona como uma provocação: ela obriga a gente a discutir o que considera “bom” em cinema. A resposta, quase sempre, vai ser pessoal. E daí vem o caos dos comentários.
No fim, quem “ganha” nessa treta?
Se tem uma coisa que a treta entre Seth Rogen e Stallone prova é que gosto não é argumento. Rogen pode bater o martelo e dizer “só quatro filmes bons”, mas a reação do público mostra que, para muita gente, Stallone é mais do que uma lista de títulos: é impacto cultural.
Agora, também dá para concordar com uma parte do raciocínio dele: nem todo mundo tem que amar Rocky ou achar que toda franquia vira automaticamente “obra-prima”. Cinema é isso, né? Tem gente que curte estética, tem gente que curte construção, e tem gente que só quer companhia para rir da cena icônica e voltar ao sofá.
Então, na sua cabeça, quem convence mais: Rogen ou o exército de fãs do Stallone? Só não vale fingir que essa discussão não é deliciosa.
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