Como foi o show de despedida do Sepultura no Rock in Ro 2026? Spoiler: teve mosh, teve homenagem de respeito e horário que não combinou com o tamanho do rolê.
- Abertura com vibe de pouco tempo
- Setlist atravessou décadas e fechou com impacto
- O momento “Corrupted” que acendeu o Palco Mundo
- Elenco completo: Derrick Green, Andreas Kisser e mais
- E agora, fica o quê depois do adeus?
Abertura com vibe de pouco tempo
O Rock in Rio 2026 já começou com aquele combo climático que ninguém pediu: chuva e vento. Mesmo assim, o Palco Mundo encheu. E por volta de 16h40, o Sepultura entrou em cena no segundo dia do festival, daquele jeito que metal com história sempre faz: sem pedir desculpa pra barulho.
O ponto é que o “adeus” merecia outro tipo de embalagem. Abrir os trabalhos no Palco Mundo é legal, mas para um fenômeno global, com uma trajetória que começou com Igor e Max Cavalera e seguiu com força total, parecia que faltou o festival colocar o grupo bem mais perto do horário nobre. Tipo, o Sepultura pedia palco e luz de “headliner” o tempo todo.
Setlist atravessou décadas e fechou com impacto
O show de despedida foi, na real, uma viagem guiada pelos últimos 30 anos. Derrick Green, agora já parte indissociável do rosto da banda desde 1998, comandou as músicas como quem segura a linha do tempo do Sepultura. E Andreas Kisser não ficou só na guitarra: ele celebrou a carreira do vocalista e o próprio legado em cada transição.
O setlist também fez bonito no EP mais recente, The Cloud of Unknowing. As quatro faixas do trabalho entraram no pacote completo: “All Souls Rising”, “Beyond the Dream”, “Sacred Books” e “The Place”. Todas as músicas do EP rolaram no palco, sem deixar nada sobrando pra “quem sabe depois”. Metal respeita o roteiro.
O momento “Corrupted” que acendeu o Palco Mundo
Pra começar, o grupo mandou o clássico combo que mistura peso e reconhecimento instantâneo: “Against”, “Choke”, “Kairos” e “Means to an End”, além de uma faixa do EP novo entrando junto na narrativa.
Quando a noite começou a cair, veio o aquecimento com “Mind War”, aquele tipo de música que parece simples, mas é totalmente destrutiva quando o público entende o recado. Aí, veio o momento apoteótico: “Corrupted”. E aqui é onde a galera virou um cardume de caos. O pedido de Andreas Kisser funcionou: mosh pits pipocaram e o Palco Mundo virou cenário de filme de turnê.
Elenco completo: Derrick Green, Andreas Kisser e mais
O Sepultura fez uma performance que reforça por que o grupo virou referência não só no metal, mas no rock como um todo. A formação parecia bem colocada na missão do dia, com Paulo Xisto e o jovem prodígio da bateria Greyson Nekrutman mostrando precisão e energia do começo ao fim.
Vale lembrar também o simbolismo de fechar o show com o nome da “despedida” em forma de clássico. A música final soou como um manifesto: Sepulnation ao lado de Green, Kisser e banda. Mesmo com o horário meio ingrato, o fim não foi fraco. Foi só… justo pro tamanho do que o Sepultura significa.
Para quem quer contextualizar a fase mais recente do grupo, a discografia e detalhes do Sepultura estão organizados na página da banda na Wikipédia.
Depois do adeus, é só “streaming” ou rola mais alguma coisa?
O Rock in Rio 2026 não foi só um show: foi uma carta aberta do Sepultura pra toda uma geração. E se a turnê de despedida marca o fim do palco, a obra segue. Agora a pergunta que fica é direta: você acha que o “adeus” vai virar só capítulo… ou a Sepulnation vai exigir continuação em outras formas?
Referência nerd extra: esse tipo de encerramento lembra aquele boss final que, mesmo depois de derrotado, continua assombrando a campanha. E metal não esquece.
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