Releitura de Pulse: Sony e Spyglass [ENTENDA] tudo

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Pulse, o techno-horror japonês que marcou época, vai ganhar uma releitura. Agora Sony e Spyglass estão no comando com a direção de Dave Boyle.

O que a Sony e a Spyglass estão fazendo com Pulse?

Segundo informações exclusivas do Deadline, a Screen Gems (da Sony) e a Spyglass estão desenvolvendo uma releitura de Pulse, o clássico do terror japonês que ficou famoso por misturar suspense tecnológico com atmosfera sobrenatural.

A ideia aqui não é apenas “refazer por refazer”. O original do estúdio japonês tem DNA próprio: um ritmo hipnótico, fenômenos ligados a um “site” misterioso e uma sensação bem específica de paranoia urbana. Se a releitura perder isso, vira só mais um filme de susto fácil.

De quebra, a produção já vem com gente de peso em duas frentes: desenvolvimento do roteiro e participação de empresas que trabalham exatamente nesse tipo de terror psicológico. A aposta da vez tem cara de tentativa de capturar a mesma febre do começo dos anos 2000, só que com estética e linguagem atuais.

Quem é Dave Boyle e por que essa escolha importa?

Quem sentou na cadeira de direção é Dave Boyle. E tem um detalhe que chama atenção: ele também vai fazer uma revisão do roteiro de Luke Piotrowski. Ou seja, a participação dele não é só “dirigir atores e filmar bonito”. Ele vai mexer no coração da história.

Boyle tem histórico de narrativas com forte conexão com o Japão. Entre as referências do currículo, aparecem obras como House of Ninjas e Tokyo Cowboy. Isso importa porque Pulse não é apenas “terror em Tóquio”. Ele é sobre como a tecnologia parece invadir a rotina das pessoas, e a cultura local ajuda a construir essa sensação.

Além disso, a repercussão recente dele com Never After Dark (que venceu prêmio do público na SXSW) sugere que ele entende bem o tom entre estranhamento e tensão crescente. Agora vamos ver se ele consegue traduzir o terror lento do original para uma versão moderna sem tropeçar no ritmo.

O que já sabemos do enredo e o que ficou em segredo

Os detalhes da nova versão, incluindo localização, estão em segredo. Até agora, o que vaza é que a história acontece na era moderna e gira em torno de novos personagens.

Isso é uma faca de dois gumes. Por um lado, dá espaço para atualizar a “ameaça tecnológica” para algo mais compatível com a vida atual. Por outro, o charme de Pulse está no choque entre juventude, cotidiano e um fenômeno que ninguém consegue explicar direito.

Em termos de produção, Parker Finn e Jonathan Fass aparecem como produtores pela Bad Feeling, a empresa por trás de Sorria e do remake de Possessão. A combinação indica interesse em terror com construção de tensão e momentos que grudem no cérebro.

Pulse original vs. releitura: o que pode mudar sem matar o clima

O Pulse de 2001, dirigido por Kiyoshi Kurosawa, foi aclamado pela crítica em Cannes. Ele funciona como techno-horror sobre jovens em Tóquio lidando com fenômenos sobrenaturais ligados a um site misterioso. Em outras palavras: é terror com conceito.

Se a releitura usar a mesma “estrutura emocional”, tem tudo para agradar quem curte horror que não depende só de jump scare. Mas se for para transformar em thriller padrão, com explicações demais e ganchos previsíveis, perde a magia.

O caminho mais inteligente parece ser preservar o núcleo: o mistério constante, a sensação de que algo está “chegando” antes de ser visto, e a atmosfera de inquietação que escala aos poucos. Atualizar o contexto do digital pode ajudar. Só não pode matar o silêncio, o estranhamento e o desamparo que o original carrega.

Para contextualizar esse universo, dá para conferir mais sobre o filme na página do Pulse (2001) na Wikipédia.

Vai ser mais um remake ou a releitura vai capturar o mesmo fantasma do original?

Honestamente? O potencial existe, mas o desafio é gigantesco: Pulse é aquele tipo de filme que envelheceu por causa da atmosfera, não por causa da moda do susto. Se Dave Boyle e o time acertarem o tom, pode rolar uma releitura que respeita o passado e ainda assusta no presente. Se não, vira só lembrança cara de um terror que merecia ser vivido de novo.

Você acha que essa releitura tem tudo para surpreender ou já nasce com aquela vibe de “remake sem alma”?

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