Street Fighter exigiu nove semanas de preparação física e coreográfica de Noah Centineo para as lutas de Ken.
- Nove semanas longe do botão de reiniciar
- O dublê também faz parte do personagem
- A luta que Centineo mais curtiu
- Ken e Ryu: provocação e confiança
- O que esse preparo pode entregar?
Nove semanas longe do botão de reiniciar
Interpretar Ken não foi só vestir o cabelo loiro e entrar no ringue com pose de quem já sabe que vai ganhar. Em entrevista ao Omelete, Noah Centineo contou que passou cerca de nove semanas se preparando para as cenas de luta de Street Fighter. Foram três semanas em Los Angeles e outras seis na Austrália, antes do começo das filmagens.
O cronograma envolveu treino com dublês e também com colegas de elenco, entre eles Andrew Koji, que interpreta Ryu, e Callina Liang, a Chun-Li. A ideia era chegar ao set com os movimentos trabalhados, em vez de tentar aprender uma coreografia inteira no intervalo entre uma tomada e outra. Porque, convenhamos, até no videogame a gente precisa praticar antes de acertar um combo bonito.
Para um filme baseado numa franquia de luta, esse preparo importa bastante. O público reconhece os personagens e chega com expectativas sobre como eles se movem. Não basta que a cena tenha pancada: ela precisa transmitir que estamos vendo Ken, Ryu e companhia, e não apenas atores trocando golpes numa sequência genérica.
O dublê também faz parte do personagem
Centineo treinou em Los Angeles com Anis Cheurfa, seu dublê para Ken. O ator destacou que Cheurfa não é apenas alguém que aparece para executar movimentos perigosos: os dois dividem o trabalho de construir o personagem nas cenas de ação. É uma observação importante, já que o resultado depende da colaboração entre quem está diante da câmera e quem ajuda a levar a coreografia ao limite.
O coordenador de dublês e diretor da segunda unidade, John Valera, e sua equipe também foram parte central do processo. Centineo atribuiu a eles o trabalho que permitiu que as lutas ganhassem forma. Em produções desse tipo, a ação não surge por mágica na edição. Há repetição, marcação, ritmo e uma equipe inteira garantindo que o espetáculo pareça intenso sem virar uma sequência confusa.
Esse trabalho de bastidor é fácil de esquecer quando a cena funciona. A gente vê o golpe encaixado e pensa no personagem; raramente lembra de quantas vezes alguém precisou repetir aquele movimento para que tudo ficasse seguro e convincente. Mas é justamente aí que mora parte da graça do cinema de ação.
A luta que Centineo mais curtiu
A luta favorita do ator acontece no fim do filme, num confronto entre Ken e Ryu. Segundo Centineo, é a sequência mais longa entre dois personagens no longa e foi gravada ao longo de três ou quatro noites. Dá para entender por que ela ficou marcada: não é só mais uma briga, mas o encontro de dois nomes que carregam uma rivalidade clássica da franquia.
Ele também elogiou o trabalho do diretor de fotografia Ken Seng e da equipe de design de produção na criação do ambiente da sequência. O cenário, a luz e o espaço ajudam a dar personalidade a uma luta. Quando esses elementos conversam com a coreografia, o confronto pode contar algo sobre os personagens, em vez de funcionar como uma pausa barulhenta entre duas partes da história.
Ken e Ryu: provocação e confiança
Na conversa sobre a química com Andrew Koji, Centineo contou que os dois têm uma dinâmica naturalmente provocadora, mas também construíram uma conexão e confiança fortes. As seis semanas de preparação compartilhadas antes das gravações ajudaram essa relação a se aproximar do que os personagens precisavam transmitir.
É um contraste que combina com Ken e Ryu: existe rivalidade, mas não necessariamente uma simples vontade de destruir o outro. Para a cena funcionar, os atores precisam acreditar na tensão e, ao mesmo tempo, confiar um no outro o bastante para executar a coreografia. Centineo resumiu a parceria com humor: eles são bons em fingir que se odeiam.
O que esse preparo pode entregar?
As nove semanas não garantem, por si só, que cada sequência vá virar um momento inesquecível. Mas mostram que a produção tratou as lutas como parte importante da experiência, e não como um detalhe para resolver na pós-produção. Para quem conhece Street Fighter pelos jogos, isso conta: cada personagem precisa ter presença e um jeito próprio de ocupar a tela.
Agora, a aposta está em ver esse trabalho se traduzir em cenas claras, empolgantes e com personalidade. A luta final entre Ken e Ryu já é a favorita de Centineo; para o público, fica o convite de conferir como essa rivalidade ganha vida no filme, que está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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