Supergirl: Krem recusado por astros de Hollywood

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Supergirl ainda nem esfriou nas salas e já virou novela de bastidores. Segundo fontes, o vilão Krem quase não teve rosto em Hollywood, porque vários grandes astros recusaram o papel.

Krem na mesa: por que o papel travou

A estreia de Supergirl nos cinemas trouxe um daqueles relatos de bastidor que faz a gente sentir que tá no set com pipoca e treta. De acordo com informações ouvidas pelo TheWrap, a produção teve dificuldade para escalar o intérprete do Krem, o principal vilão da trama.

O motivo? Vários atores renomados de Hollywood teriam recusado o papel durante o desenvolvimento do longa. Em outras palavras, antes mesmo da capa do filme começar a rodar em cartaz, o nome do vilão já estava virando um “quem topa?” endiabrado.

Pra quem acompanha o universo DC, isso não é exatamente surpresa. Hoje, escalação de super-herói é praticamente um campeonato de atenção: cada vaga de elenco disputa espaço com outras franquias, com agendas lotadas e com aquele cálculo frio do “qual projeto vai performar melhor?”. E, quando um personagem é vilão, muitas vezes a margem de risco parece ainda maior.

Matthias Schoenaerts entrou na jogada

Diante das recusas, o diretor Craig Gillespie escolheu Matthias Schoenaerts para dar vida ao Krem. E aqui tem um detalhe curioso: mesmo sendo um nome reconhecido internacionalmente, a expectativa era de que a escalação ajudasse a puxar o desempenho do filme fora dos Estados Unidos.

Só que, segundo o relatório, essa estratégia não se traduziu de forma positiva nas bilheterias internacionais até o momento. Ainda na linha do “tá, mas cadê o boost?”, a produção teria acumulado cerca de US$ 30 milhões em mercados fora do país.

É aquele clássico: às vezes o casting é excelente, a crítica até responde, mas o público não chega na mesma velocidade. No fim, Hollywood é meio como jogo competitivo. Você pode montar o time ideal no papel, mas o meta muda na hora e o placar depende de várias variáveis.

Warner ficou de olho na bilheteria internacional

O desempenho de Supergirl chama atenção porque a reação da Warner estaria ligada ao rendimento considerado decepcionante. Em outras palavras, não era só sobre “ganhou ou perdeu bilheteria”, mas sobre como a marca DC estava sendo recebida em escala global.

Quando um estúdio investe pesado, existe uma pressão quase inevitável para que a franquia performe dentro de janelas específicas. E se a audiência internacional não abraça tão rápido quanto o planejado, o clima nos bastidores muda. A sensação é de “ok, agora explica essa conta”.

Esse tipo de cenário costuma virar debate até em fã-clube. Tem gente que atribui ao marketing, tem gente que joga a responsabilidade na saturação de lançamentos, e tem quem culpe o alinhamento de expectativa, aquele momento em que o público pensa “era outra coisa” e não dá play.

Para contextualizar o histórico das escolhas de projetos ligados ao cinema de super-heróis, dá para acompanhar o que a DC vem comunicando em termos de personagens e direções criativas.

Supergirl no espaço: HQ, mudanças e elenco

Além da treta com escalação, o filme também carrega uma identidade diferente: originalmente batizado de Supergirl: A Mulher do Amanhã, agora o título segue apenas como Supergirl. A produção é um épico de sci-fi baseado na saga elogiada escrita por Tom King e desenhada por Bilquis Evely nas HQs da DC.

A proposta aqui é bem clara: nada de Supergirl presa na Terra. Ela viaja pelo espaço em busca de vingança e justiça, ou como a gente diria em linguagem de internet: é “modo caça e corre” com estética sci-fi e narrativa mais intensa.

No elenco, Milly Alcock interpreta a protagonista. Pra quem viu A Casa do Dragão, ela vai soar familiar. Eve Ridley será Ruthye e Matthias Schoenaerts segue como Krem, fechando o ciclo do vilão que começou com recusas e terminou com contrato.

O diretor Craig Gillespie também volta como assinatura visual do projeto, vindo de Cruella. O roteiro fica com Ana Nogueira, que já tinha sido contratada antes para um filme estrelado por Sasha Calle, lembrada por The Flash, em um mundo alternativo.

O longa ainda conta com David Krumholtz e Emily Beecham como, respectivamente, Zor-El e Alura In-Ze, pais da heroína. E Jason Momoa aparece no papel do mercenário Lobo, o que deixa o combo DC mais chamativo ainda.

O que isso diz sobre Hollywood e os DCs?

No fim, o relato do Krem recusado por astros reforça uma parada bem real: Hollywood não escolhe elenco apenas por talento, e sim por risco calculado. Mesmo um personagem com peso e uma produção com foco em franquia pode virar “não agora” para atores gigantes.

E para o público, fica a pergunta que todo mundo faz em voz alta depois de ver mais um lançamento: o problema é o filme, a estratégia, ou a expectativa criada antes do primeiro trailer? Com Supergirl em cartaz, a conversa já começou. E, se depender de bastidores assim, o debate vai durar mais do que a sessão da tarde.

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