Supergirl pode dar prejuízo: Warner vê rombo de US$ 100 mi

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Supergirl pode mesmo deixar um rombo na Warner e no DC Studios. Segundo a Variety, as contas do filme não estão fechando como a galera esperava no fim de semana de estreia.

Orçamento e o medo do ponto de equilíbrio

A Variety foi de especialista consultado e trouxe o tipo de cálculo que deixa qualquer fandom com a mão fria. O longa Supergirl teria custado US$ 170 milhões para produzir e mais US$ 120 milhões para promover. Traduzindo para o português do dia a dia: não é só fazer o filme, é empurrar a campanha, os trailers, os materiais, tudo para o público escolher seu herói no meio do caos.

No modelo tradicional, o “ponto de pagar as contas” costuma bater por volta de US$ 375 milhões em bilheteria global. E aí mora o problema: bilheteria é diferente de receita direta, porque existem cortes de cinema, mercados, contratos e aquela matemática que ninguém vê no pôster do filme, mas todo mundo sente no balanço.

Quanto precisa faturar para não dar ruim

Mesmo com um começo nada animador, a previsão já indica que o estrago pode ser real. O cenário projetado aponta que o filme pode estacionar entre US$ 200 e US$ 210 milhões no total global. Se esse número se confirmar, a leitura é direta: um prejuízo estimado entre US$ 80 e US$ 100 milhões ao fim da conta para Warner e DC Studios.

Sim, isso é o tipo de resultado que dá aquela sensação de “ok, mas faltou alguma coisa”. Seja repercussão, marketing, concorrência de lançamentos ou simplesmente o público não mordeu a isca. No fim, quando a margem aperta, cada semana no cinema vira um mini-raid: ou você avança, ou começa a perder recurso.

Por que US$ 300 milhões pode fazer diferença

Agora entra a parte que salva um pouco a esperança. Fontes próximas ao filme dizem que Supergirl poderia ficar no azul se passasse de US$ 300 milhões. A justificativa é bem específica: o elenco, com nomes como Milly Alcock e Matthias Schoenaerts, teria negociado salários sem percentual sobre bilheteria.

Isso importa porque acordos assim reduzem a pressão para o filme “pagar todo mundo” só com o desempenho nas telonas. Em outras palavras: pode existir uma diferença entre “bilheteria para quebrar” e “bilheteria que compensa o contrato”. E contratos são sempre a boss fight final do cinema.

O que vem por aí além das bilheterias

Mesmo com a narrativa financeira preocupante, a produção traz elementos que chamam atenção. O filme é um épico sci-fi baseado na saga de Tom King e na arte da brasileira Bilquis Evely, com a Supergirl não na Terra, mas viajando pelo espaço em busca de vingança e justiça. Se a proposta é “aventura espacial com turbo emocional”, o marketing tenta vender exatamente essa identidade.

Na parte criativa, Craig Gillespie dirige e Ana Nogueira assina o roteiro. Para contextualizar o projeto no universo DC que vem mudando de fase, faz sentido olhar para a fase atual da franquia como um todo no site oficial da DC. É ali que as linhas gerais de personagens e arcos aparecem, mesmo quando o público ainda está tentando entender qual é o timeline oficial de cada filme.

O elenco também tem nomes que ajudam a dar volume ao “projeto grande”: Eve Ridley como Ruthye, Jason Momoa como Lobo e David Krumholtz e Emily Beecham como Zor-El e Alura In-Ze. Então, talvez o que esteja faltando não seja conteúdo, mas sim o encaixe perfeito com a audiência.

E agora: o kryptonito das bilheterias é só azar?

No fim das contas, as contas levantadas pela Variety colocam Supergirl numa zona perigosa: com projeção entre US$ 200 e US$ 210 milhões, o prejuízo pode mesmo bater em até US$ 100 milhões. Mas existe um “se” importante, com o teto de US$ 300 milhões e a diferença de contratos do elenco.

Resta ver se o filme consegue ganhar tração nas próximas semanas. Em universo de super-herói, quase tudo pode virar reviravolta. Só que no caixa da Warner, o tempo é mais cruel do que qualquer vilão de cape. Se passar desse limiar, a história muda. Se não, Supergirl vira mais um capítulo da saga DC que o público acompanha com aquela mistura de expectativa e “será que vai dar bom?”.

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