The Dink não é só pickeball: [ENTENDA] a estrela

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The Dink parece um filme de pickeball, mas a Mary Steenburgen jura que o coração da história é bem mais humano. Vem entender por quê.

O que a Steenburgen viu em “The Dink”

A gente olha pro trailer e pensa: “Tá, mais um filme de esporte”. Mas a Mary Steenburgen desmonta essa ideia com uma explicação bem sincera. Em entrevista ao Omelete, ela contou que a percepção veio durante as gravações ao lado de Jake Johnson.

Na visão dela, os personagens são parecidos demais: pessoas solitárias que, do jeito delas, estão procurando alguma forma de conexão. E o pickeball vira só o cenário onde essa busca encontra caminho. Não é sobre dominar a raquete, é sobre encarar a vida de frente mesmo quando dá vontade de fugir.

Solidão, conexão e o tal esporte “maluco”

O papo nerd aqui é o seguinte: muitos filmes usam esporte como metáfora pronta e acaba virando clichê. Em The Dink, o que muda é que o esporte é tratado como um “portal” para o desenvolvimento emocional dos protagonistas. Tipo: você entra achando que vai só treinar, e sai entendendo o que estava faltando.

A Steenburgen resume o salto da produção quando diz que, ao entender a humanidade da história, o filme começou a construir um coração de verdade. É aquele tipo de decisão criativa que deixa a comédia respirar sem virar piada vazia. E, sinceramente, isso é raridade. Hollywood adora uma risada, mas esquece de dar motivo.

Dusty Boyd, Jake Johnson e o azarado que precisava disso

A trama acompanha Dusty Boyd (Jake Johnson), ex-prodigio do tênis que agora vive no modo “depois eu resolvo”. Só que não dá para empurrar: ele precisa treinar crianças indisciplinadas no clube de campo suburbano do pai, Chuck (Ed Harris).

Aí entra o tempero perfeito: a obsessão do pai pela nova mania do clube, o pickleball. A reviravolta acontece porque uma lesão antiga piora e impede Dusty de jogar tênis. Tradução: o cara é obrigado a experimentar o impensável. E quando ele encontra a parceira Candace (Steenburgen), a história começa a fazer sentido por baixo do jogo.

Elenco, rivalidades e por que a Apple TV encaixou o “mundo”

Além do trio principal, The Dink costura rivalidade e passado. Dusty fica dividido entre dois mundos e encara fantasmas de fracassos antigos, incluindo seu rival de infância vivido por Andy Roddick. É um tipo de amarração que dá contexto e aumenta a tensão emocional, mesmo quando o filme está no modo comédia.

O roteiro vem de Sean Clements (de Workaholics), e isso explica o tom: piadas sem perder o pulso dramático. O elenco também inclui Patton Oswalt, Chloe Fineman, Chris Parnell e Aaron Chen. E sim, tem participações que deixam a sensação de “evento” para quem gosta de ver gente famosa encarnando personagens (não só cameo aleatório).

Para quem quer se situar sobre o serviço que lança o filme, vale lembrar que Apple TV+ é a casa oficial do streaming onde The Dink está disponível, com informações consolidadas na página da própria plataforma e em registros públicos. Apple TV+.

The Dink te convence sem você ligar pra pickeball?

Se o filme fosse só “sobre esporte”, ele seria mais um. Mas quando a Mary Steenburgen destaca que tudo é sobre solidão e busca por conexão, fica difícil não ver The Dink como uma comédia com alma. Então me diz: você assistiria pensando em jogo… ou pensando em gente? Porque no fim é isso que parece estar em jogo aqui.

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