The Witcher 4 foi deixado bem claro: na CD Projekt Red, custo não é o “chefão final” do desenvolvimento. Segundo o co-CEO Michał Nowakowski, a equipe não pensa em contenção de gastos antes da qualidade.
- O que a CDPR disse sobre custo no Witcher 4
- A comparação com GTA 6 e por que isso importa
- A mudança de estratégia da CDPR: mais jogos, menos travas
- Unreal Engine 5: identidade preservada ou só troca de motor?
- O que essa filosofia muda para quem joga
O custo não manda: a lógica “se pensar demais, não sai do RPG”
A CD Projekt Red deixou registrado que gastos existem, claro. Mas colocar o custo como prioridade máxima, nas palavras de Michał Nowakowski, inviabilizaria um jogo do tamanho de The Witcher 4. Em entrevista ao The Game Business, o co-CEO resumiu a ideia de forma direta: se o desenvolvimento fosse guiado por contenção, o projeto “não seria feito”.
Traduzindo do “idioma corporativo” para o “idioma gamer”: é como ir pra missão principal sem mapa, mas com orçamento travado. Você até começa, só que a chance de dar ruim aumenta. E, no caso da CDPR, a promessa implícita sempre foi uma experiência caprichada, com escrita e mundo que parecem feitos sob medida.
[OPINIÃO] GTA 6 como referência: a CDPR quer mostrar que orçamento não define ambição
O ponto mais interessante é a comparação que o executivo faz com GTA 6. Nowakowski diz que duvida que o desenvolvimento tenha sido “guiado pelo custo” e, brincando com confiança, chega a afirmar que tem certeza de que não foi. O argumento é simples e meio provocativo: jogos enormes costumam exigir investimento para entregar escala, polimento e ambição.
Essa declaração também serve como resposta indireta ao público que vive desconfiando de “corte de custos” como sinônimo de downgrade. Se a CDPR está comunicando que não vai seguir essa lógica, ela tenta blindar expectativas e, ao mesmo tempo, manter o hype vivo para The Witcher 4.
Mais de um projeto em paralelo: a CDPR trocou a maratona por cronograma inteligente
Essa conversa de custo acontece num momento em que a empresa mudou o ritmo de produção. Por muito tempo, a CDPR trabalhou por cerca de 20 anos em “um grande projeto por vez”. Agora, a ideia é diferente: desenvolver The Witcher 4 enquanto também toca uma sequência relacionada ao universo de Cyberpunk 2077 e cria uma nova propriedade intelectual chamada Project Hadar.
Ou seja: não é só “vamos gastar mais”. É “vamos organizar melhor para fazer mais sem virar bagunça”. Para o jogador, isso pode significar duas coisas: mais consistência e, quem sabe, menos sensação de pausa infinita. Mas também traz o desafio de equilibrar qualidade entre equipes e prioridades.
Unreal Engine 5: mudar ferramenta quebra a alma do Witcher?
Outro detalhe que pesa é o abandono da própria REDengine, usada em The Witcher 3 e Cyberpunk 2077, para adoção da Unreal Engine 5. Segundo Nowakowski, isso deve facilitar o trabalho em projetos diferentes, sem fazer a empresa perder sua identidade.
Na prática, isso conversa com um tema nerd clássico: motor gráfico é ferramenta, mas direção criativa é destino. Trocar de engine pode ajudar em produção, pipelines e reaproveitamento. Só que a comunidade geralmente liga um alerta: será que a mudança vai afetar a sensação de jogo, animações, iluminação, ritmo e até a “cara” do mundo?
Para quem quer contexto extra sobre a UE5, dá para acompanhar informações em fontes como a Wikipédia sobre Unreal Engine, que ajuda a entender o que muda quando o estúdio troca o motor.
Então… The Witcher 4 vai ser grande mesmo, ou é só conversa bonita?
A declaração da CD Projekt Red soa como um recado direto para o público: gastar não é o objetivo, mas cortar qualidade para economizar também não vai ser o caminho. E, considerando o histórico da franquia, esse tipo de posicionamento tende a agradar.
Mas a real mesmo só aparece quando vermos o que saiu em conteúdo, demonstrações e, futuramente, na experiência final. Então fica a pergunta para você: essa postura de “qualidade acima de custo” aumenta sua confiança em The Witcher 4, ou você ainda tá no modo pé atrás esperando prova na tela?
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