Tojima Wants to Be a Kamen Rider: fim do animê e recado

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Tojima Wants to Be a Kamen Rider chegou ao fim e o autor aproveitou para mandar uma mensagem bem direta, daquelas que fecham arco e deixam gostinho de “caraca, acabou mesmo”.

A despedida do animê que fez fã virar herói

Ontem (21), a adaptação animada de Tojima Wants to Be a Kamen Rider encerrou sua trajetória com o último episódio e, como manda o figurino do fandom, veio aquele mix de satisfação e tristeza no mesmo pacote. O mangaká Yokusaru Shibata usou o X (antigo Twitter) para agradecer todo mundo que participou da produção e ainda compartilhou uma arte especial celebrando a jornada.

Na prática, a série sempre brincou com uma ideia que pega demais: mesmo sabendo que Kamen Rider é ficção, o personagem Tanzaburo Tojima continua treinando como se cada dia fosse uma fase a mais do jogo. Só que, nessa história, a “brincadeira” vira problema real quando bandidos começam a atuar como a organização Shocker, que deveria ser só de mentirinha. Aí pronto: vira ação, vira parceria, vira vontade de vestir a máscara. Bem… mais ou menos literalmente.

Recado do autor: obrigado pela paixão e pelos visuais

No post, Shibata deixou claro que foi um período marcante. Ele expressou gratidão pela equipe e destacou a paixão do diretor Takahiro Ikezoe. Também mencionou os visuais incríveis e empolgantes, que só fazem sentido quando existe colaboração forte. No texto, ele citou a contribuição da Toei e da Ishinomori Pro, além do elenco que “deu vida” aos personagens indo além de simplesmente atuar as falas.

Esse tipo de agradecimento funciona quase como um epílogo. Não é só “valeu aí”. É aquele reconhecimento de que tokusatsu e anime têm uma linguagem própria, e quando o time acerta o tom, o resultado aparece até na forma como a cena vibra. É como quando você pega a música de abertura e, de repente, ela vira trilha emocional do seu próprio dia.

Para quem curte referências do universo e quer ir fundo no impacto de Kamen Rider, vale acompanhar a Toei, que é uma das grandes forças por trás dessas produções ao longo das décadas.

Tojima treinando, Shocker aparecendo e a franquia virando realidade

Desde que o mangá começou a ser publicado em 2018, em Monthly Hero’s, a obra já carregava a energia de quem ama o tema de verdade. Com o encerramento da revista em outubro de 2020, a história migrou para a Comiplex, da mesma editora, e continua por lá até hoje, somando 17 volumes encadernados.

A versão animada foi produzida pelo estúdio Liden Films. A estreia aconteceu em outubro do ano passado e a série fechou com 24 episódios. No Brasil, a animação pode ser assistida na Crunchyroll, com opções de dublagem e legendas.

Dentro da história, Tojima é aquele protagonista que todo mundo conhece: o cara que não desiste do sonho e transforma obsessão em método. Só que a sacada do roteiro é conectar isso com uma ameaça concreta, envolvendo a organização Shocker, que deixa de ser uma “fantasia de fã” e vira perigo real. No improviso, Tojima assume uma identidade de herói e acaba escalando a luta ao lado de outros apaixonados pela franquia.

O mangá segue forte e o anime deixou marca

Mesmo com o fim do animê, a história não se apaga. O mangá continua em publicação, então o universo ainda tem combustível para crescer. Em termos de longevidade, a trajetória é bem consistente: nascer em uma revista, sobreviver à mudança de periódico e manter volume encadernado acumulando. Isso é praticamente um “patch de estabilidade” no sistema editorial.

Já o anime, por sua vez, funcionou como uma vitrine para quem gosta de tokusatsu, mas também para quem caiu de paraquedas e ficou pela premissa. A sensação que fica é que a produção soube traduzir a paixão por Kamen Rider para uma linguagem que conversa com quem consome anime hoje, sem perder a essência.

E, convenhamos, tem coisa mais satisfatória do que ver um fanfic virar narrativa oficial? A internet chama isso de “canonizando o sonho”. Aqui deu match.

E agora, quem vai treinar até virar herói?

Com o último episódio de Tojima Wants to Be a Kamen Rider, o autor deixa um recado de gratidão que parece mais um abraço coletivo no fandom. A série terminou, mas a ideia central ficou: seguir em frente, mesmo sabendo que tudo começou como fantasia. Agora é esperar os próximos passos do mangá e lembrar que, quando a paixão é grande o suficiente, até o fim do arco vira combustível.